Além das dores intensas, chikungunya também causa queda de cabelo

O fenômeno vem sendo sentindo cada vez mais, sobretudo por pessoas de cabelos longos. Mesmo meses após contrair a chikungunya, o ato de pentear é acompanhado do desprendimento de tufos de cabelo.Isso ocorre porque o corpo, para combater a doença, concentra energia e nutrientes que alimentavam os cabelos, explica a médica dermatologista Araci Pontes.Aconteceu com a jornalista Roberta Tavares, que teve a doença há quatro meses. Foi só após o desaparecimento das dores da chikungunya que ela percebeu a queda de cabelo.Só relacionou os dois problemas ao conversar com outras pessoas que também tinha a doença e estavam apresentando o sintoma. É como a jornalista Lyvia Rocha, que só passou a notar o efeito cerca de três meses depois de começarem os sintomas da doença.Araci Pontes orienta a quem notar o sintoma procurar um médico, que receitará vitaminas específicas de nutrição capilar. “Todo esse cabelo que cai, volta a crescer”, diz. “E, aí, o tempo ajuda bastante”.Saiba mais sobre o tema na matéria da NordesTV/Band: Além das dores intensas, chikungunya também causa queda de cabeloFonte: Tribuna do Ceará
18 de Agosto de 2017, 22:06

Transmissão de zika por muriçoca pode explicar epidemia no Nordeste

A descoberta feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco, de que a muriçoca - ou pernilongo - é capaz de transmitir o vírus zika, pode ajudar a compreender porque a epidemia foi mais grave em algumas regiões do País, ou porque há mais casos de microcefalia em bebês de mulheres de baixa renda. Isso porque o Culex, nome científico do gênero do mosquito, se reproduz em água extremamente poluída, comum onde não há saneamento básico. Mas, para isso, os pesquisadores afirmam que ainda é preciso estabelecer qual a importância do inseto como vetor da doença.No artigo publicado ontem em uma revista científica do grupo Nature, os pesquisadores descrevem a descoberta de muriçocas infectadas na natureza e a comprovação de que o zika se reproduz dentro dos mosquitos, chegando à glândula salivar dos insetos. O vírus também está presente na saliva extraída dos espécimes, tanto os infectados em laboratório como os contaminados em ambiente natural.O próximo passo é estudar características biológicas do Culex. Questões ambientais como a temperatura e umidade do local também são levadas em conta, segundo a pesquisadora da Fiocruz Constância Ayres.“Precisamos entender qual o papel dele na transmissão, se ele é um vetor secundário, se é primário ou se não tem importância nenhuma. Isso vai depender de outros aspectos biológicos que são característicos dessa espécie, como a longevidade, a abundância em campo, a preferência de se alimentar com o ser humano. A gente precisa investigar isso dentro do contexto urbano onde está a epidemia e comparar essas características com a espécie que é hoje considerada o principal vetor, que é o Aedes aegypti”, disse.Caso a muriçoca seja estabelecido como vetor importante, esse fato pode explicar a ocorrência de mais casos na região Nordeste, por exemplo, ou a relação de áreas sem esgotamento sanitário com a quantidade de infecções. Ayres recorda que foi no Nordeste que surgiram os primeiros casos de microcefalia causados pela zika. Então, o fato da população de outras regiões já saberem sobre o perigo, e fazerem prevenção, influencia a disparidade, mas a falta de saneamento pode ter ligação.“De fato, aqui temos condições precárias que permitem a reprodução do vírus de forma muito intensa. A coleta do lixo, esgoto a céu aberto, inúmeros canais no Recife, que favorecem a replicação do mosquito”, afirma. “O Culex representa nossa falta de estrutura de saneamento básico”. (Agência Brasil)Saiba maisDe população mais numerosa que o Aedes aegypti, o Culex poderia ser mais difícil de se controlar à primeira vista. Mas, para a pesquisadora, ocorre justamente o contrário. “A quantidade de criadouros do Aedes é infinita. Pode ser uma tampinha, um pneu, uma calha, piscina, caixa d'agua, então é impossível mapear todos os ambientes. E ele prefere água limpa. Mas o Culex prefere água extremamente poluída, que são os canais, esgotos, fossa. Você consegue mapear e tratar”, afirma.Para chegar à conclusão que a muriçoca é capaz de transmitir zika, primeiro foi analisado em laboratório se o Culex poderia ter o vírus, ao alimentar os espécimes com sangue infectado. Isso foi constatado em mais de 200 mosquitos. Pela 1ª vez no mundo, pesquisadores conseguiram fotografar o vírus se reproduzindo dentro da glândula salivar dos pernilongos.Fonte: O Povo
11 de Agosto de 2017, 20:11

Chikungunya: a doença que fica e incapacita

A doença incapacita. Faz inchar, traz dores, interfere em membros essenciais ao cotidiano. A febre chikungunya chegou ao Ceará em 2014 e ainda pouco se sabe sobre ela. Para os milhares de acometidos, as buscas pela melhoria é contínua, mesmo quando o quadro agudo tem fim. São meses, talvez anos, com sintomas que vão e voltam. Uma incógnita para especialistas, um martírio para pacientes.Três fases são consideradas: aguda, com duração média de sete dias; subaguda, com duração entre, aproximadamente, 14 dias e três meses; e crônica, quando os sintomas perduram para além dos 90 dias. Mãos, pés, ombros, dedos, a dor pode chegar a qualquer articulação, mas esses são os membros preferidos. “A maioria dos pacientes tem dor articular, artralgia, e um percentual tem artrite, que é a inflamação. Essa inflamação pode se estender também para os tendões, fazendo as tendinites”, afirma a reumatologista Cláudia Marques, que coordena o Estudo Multicêntrico Coorte ChikBrasil, que obtém dados sobre a doença em quatro cidades nordestinas (Fortaleza, João Pessoa, Recife e Aracaju).A chikungunyaUma arbovirose, transmitida por um inseto (o Aedes aegypti), que se tornou uma doença reumatológica. O vírus, na verdade, se replica nas células do organismo por apenas uma semana. Depois, se aloja em “santuários” celulares, o que provoca a reação inflamatória persistente. E ainda há o risco de o vírus se tornar um gatilho para que doenças autoimunes reumatológicas se manifestem. Anticorpos produzidos para combater o vírus podem levar a esses processos inflamatórios. “A pessoa já possui um background genético que predispõe e o vírus desperta”, acrescenta a infectologista Tânia Coelho. Conforme os especialistas, explicação para tanta e repetidas dores está na localização do vírus. Os “santuários” escolhidos ficam nas articulações, mais precisamente no líquido responsável por hidratar a cartilagem e possibilitar que haja movimento nas juntas, chamado sinóvia. Pelo menos é a hipótese mais provável, garantem os estudiosos. “O vírus tem uma afinidade com os tecidos que possuem fibroblastos, que é um tipo de célula. Há fibroblastos na sinóvia, no músculo, no sistema nervoso e nos vasos sanguíneos, principalmente na parte linfática”, dialoga a médica Cláudia Marques.O vírus que causa a chikungunya tem o que o infectologista Afonso Ivo chama de “alta taxa de ataque”, ou seja, grande parte das pessoas acometidas desenvolvem sintomas, na maioria das vezes de forma dolorosa. “Zika tem uma taxa de 20% de acometimento (de sintomas). Dengue é de 35% a 50%; com chikungunya, tem trabalho mostrando que é até 95%, que o vírus entra na corrente sanguínea e se adoece”, explica o médico.Fato é: a chikungunya mudou a rotina, os hábitos, as necessidades. São pelo menos 54.096 casos confirmados no Ceará neste ano. Muita gente se pergunta como um mosquito tão pequeno pode causar tanta dor, tanta incapacidade. Neste segundo semestre, com menos chuvas, há também um arrefecimento dos casos da doença. Mas, infelizmente, milhares de pessoas estarão se descobrindo na fase crônica da doença, há mais de 90 dias sentindo dor. O Ciência & Saúde tenta entender porque uma arbovirose recém-chegada tornou-se tão perigosa.​Fonte: O Povo
25 de Julho de 2017, 18:42

Indonésia testa em larga escala nova arma contra o Aedes

Segundo mais afetado pela dengue, depois do Brasil, país também passa a usar insetos infectados com protozoários para combater o hospedeiro do vírus da doença. Região do experimento tem 3 milhões de habitantes."Por favor, não roubar, não mover e não abrir", está escrito em dezenas de potes brancos, que Sularto e suas colegas Rindhi e Nida levam em suas bolsas ao subir na lambreta. Os funcionários do projeto Eliminate Dengue (Eliminem a Dengue) estão de viagem para Krica, bairro da cidade de Yogyakarta, no centro da ilha de Java.Os discretos recipientes plásticos contêm uma das armas mais modernas contra a dengue. Se o experimento funcionar, o caminho está aberto para a aplicação em todo o mundo de uma tecnologia completamente nova contra doenças transmitidas por mosquitos. O componente mais importante são justamente os mosquitos – centenas de milhares, cultivados em baldes.Anualmente, por volta de 390 milhões de pessoas adoecem de dengue, um número 30 vezes maior que há meio século. Em 1970, foram registradas sérias epidemias da enfermidade somente em nove países, hoje a doença atinge quase 130. O crescimento das metrópoles, o turismo e o comércio globalizados proporcionam condições ideais para o vírus, mas especificamente para o seu portador, o mosquito Aedes aegypti.Enquanto o Aedes aegypti é encontrado principalmente em regiões tropicais e subtropicais, a cepa asiática Aedes albopictus se propaga cada vez mais na Europa. Uma população do inseto já foi encontra perto de Freiburg, na Alemanha.Na esteira do aquecimento global, boa parte da Europa pode ser povoada pelo mosquito responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os cientistas preveem que o período entre 2030 e 2050 deverá proporcionar condições ideais para o Aedes albopictus se desenvolver no oeste alemão, nos países do Benelux e no sul da Inglaterra.Em Yogyakarta, o avanço dos mosquitos deve ser contido pela bactéria wolbachia. Esse protozoário foi descoberto na década de 1920 por cientistas americanos que acreditavam ter encontrado um novo agente patogênico. No entanto, o organismo parecia não prejudicar ninguém. De acordo com os conhecimentos atuais, cepas de wolbachia povoam 60% dos insetos de todas as espécies.Inicialmente, os insetos não se importam com essa infecção. No entanto, as bactérias manipulam a reprodução de seus hospedeiros. Elas podem ser transmitidas por meio de óvulos de insetos infectados. Todos os descendentes de uma fêmea com wolbachia também estarão infectados pelo protozoário.Se um inseto macho se acasala com uma fêmea não infectada, a bactéria não é transmitida, mas os ovos não podem se desenvolver, já que uma célula com wolbachia não é compatível com outra sem a bactéria. Isso freia até certo ponto a reprodução dos mosquitos. O efeito decisivo é, no entanto, a transmissão de bactérias para geração futuras: os micróbios infectam populações inteiras de insetos da forma mais eficaz.Metade das contaminaçõesCientistas britânicos descobriram em 2008 que a wolbachia faz com que moscas fiquem resistentes contra vírus, como o da febre amarela, zika e dengue. Essas bactérias também podem conter a transmissão do vírus da dengue em pessoas?Na natureza, a wolbachia não infecta mosquitos da espécie Aedes aegypti. No entanto, o biólogo australiano Scott O'Neill conseguiu, após milhares de tentativas, cultivar mosquitos com wolbachia. Nesses insetos, o vírus da dengue praticamente não se reproduz. Em poucos meses, uma pequena quantidade de mosquitos pode transmitir essa propriedade para uma população inteira.Esse é o plano em Yogyakarta. A organização sem fins lucrativos Eliminate Dengue também está presente no Brasil, Vietnã, Colômbia e Austrália, mas a cidade indonésia, com 3 milhões de habitantes, é perfeita para se testar pela primeira vez em grande escala a tecnologia com a wolbachia. É quente o ano todo, mesmo durante a estação seca chove regularmente, um clima ideal para os mosquitos. Depois do Brasil, a Indonésia é o segundo país mais afetado do mundo pela dengue.Numa parte da cidade, os cientistas vão espalhar mosquitos com wolbachia durante seis meses, o restante de Yogyakarta servirá então de comparação, para fazer com que o experimento seja o mais controlado possível. As autoridades sanitárias vão monitorar durante dois anos o desenvolvimento das infecções de dengue. Os gestores do projeto esperam uma queda de ao menos 50% nas contaminações.Ao visitar um morador da cidade, os funcionários de Eliminate Dengue preparam num recipiente um litro de água, dentro dele uma tira de papel com 60 a 80 ovos de mosquitos infectados com a bactéria wolbachia, além de pastilhas de comida de peixe para alimentar as larvas. Os mosquitos aparecem após um período de nove a dez dias de incubação.Para o sucesso da tecnologia com a wolbachia não é decisivo quantos mosquitos vivem na cidade, mas o fato de a maioria carregar a bactéria dentro de si. Estudos anteriores mostraram que a presença da bactéria na população de insetos aumentou ao menos 80% num período de seis a 12 meses após o início de sua distribuição – um nível que permaneceu estável.Colômbia, Brasil e AustráliaNa Indonésia, as pessoas acompanham o projeto com grande otimismo, talvez com um excesso de entusiasmo. A equipe de Eliminate Dengue está se preparando para que a situação não continue assim necessariamente. Se, por exemplo, novos casos de dengue forem detectados, o apoio à iniciativa pode diminuir. "Isto aqui é pesquisa, ainda não conhecemos os resultados do estudo", explicou a cientista Bekti Andari. "Também pode ser um fracasso."Além da Colômbia, o Brasil é um dos dois países sul-americanos mais afetados por epidemias de dengue, zika e chikungunya e que não quiseram esperar o resultado da pesquisa na Indonésia. Por isso, ali foram espalhados mosquitos infectados com a bactéria wolbachia no final de 2016. Na Austrália, foram realizados estudos de campo já em 2013 – ainda que a eficácia ainda não tenha sido definitivamente comprovada.Primeiros resultados do estudo australiano de longo prazo foram, no entanto, publicados no final de maio na revista especializada Plos Biology. A pesquisa revelou que foi realmente possível infectar 60% da população local de mosquitos com bactérias wolbachia. No entanto, isso não foi válido para o Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, dengue, zika e chikungunya. No experimento australiano, foram utilizados mosquitos da febre amarela especialmente cultivados para a pesquisa.No Brasil, os resultados da tecnologia do combate ao Aedes aegypti com a wolbachia ainda não são conhecidos.Fonte: G1
18 de Julho de 2017, 15:18

Professora de Harvard fará palestra na UFC sobre doenças causadas pelo Aedes aegypti

"Desafios para o enfrentamento das doenças transmitidas pelo Aedes" é o tema da palestra a ser proferida pela pesquisadora Márcia Castro, professora associada da Harvard School of Public Health, dos Estados Unidos, no próximo dia 12, às 9h, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (avenida da Universidade, 2853, no Benfica).Em seguida, haverá um painel sobre as arboviroses e as estratégias que o Governo do Estado, a Prefeitura de Fortaleza e a UFC têm adotado para combater o mosquito transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.O painel terá como moderador o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFC, Prof. Antonio Gomes, e contará com as participações da palestrante; do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio; do coordenador do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Enfrentamento à Dengue, Chikungunya e Zika, Caio Cavalcanti; e do biólogo e professor da UFC Luciano Pamplona.De acordo com a pró-reitora de Extensão da UFC, Profª Márcia Machado, o projeto está inserido na série de ações que a Universidade vem desenvolvendo, primeiramente no âmbito da Instituição, como participante do Pacto da Educação Brasileira contra o Zika proposto pelo Ministério da Educação (MEC), e depois como parceiro do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza nas iniciativas de combate ao mosquito e prevenção das arboviroses.Nesta vinda a Fortaleza, a professora convidada de Harvard também dará início, com a Profª Márcia Machado e outros pesquisadores da UFC, a estudo voltado para a saúde mental das mães que contraíram zika na gravidez e tiveram bebês com microcefalia. Pesquisa vinculada vai averiguar também o tipo de alimentação e nutrição que essas crianças estão tendo.Mais informações: Profª Márcia Machado, pró-reitora de Extensão da UFC – fone: 85 3366 7452.Fonte: Portal UFC
06 de Julho de 2017, 19:46

Profissionais de saúde participam de curso de auriculoterapia para sequelas da chikungunya

O Curso de Auriculoterapia para Sequelas de Chikungunya na Atenção Básica prosseguirá com encontros nos dias 7 de julho e 4 de agosto. A iniciativa é do Laboratório de Práticas Alternativas em Saúde, vinculado ao Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Ceará, e é realizada em parceria com a Prefeitura de Fortaleza.O trabalho tem a coordenação da professora e enfermeira em Práticas Integrativas e Complementares Angela Maria Alves e Souza (UFC) e da enfermeira Maria Ivanília Tavares Timbó (Prefeitura de Fortaleza). A Profª Angela explica que a ideia de promover o Curso de Auriculoterapia para Sequelas de Chikungunya na Atenção Básica surgiu "diante da situação preocupante que Fortaleza e o Estado do Ceará estão enfrentando com a chikungunya".Participam do curso 34 profissionais que já concluíram o Curso de Auriculoterapia promovido, em 2016, pelo Ministério da Saúde e Grupo Aurículo na Atenção Básica, coordenado por Luciana Cordeiro, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).A Profª Angela informa que, com a formação de profissionais, já foi implantado o atendimento com auriculoterapia em 20 postos de saúde de Fortaleza e também ocorrem atendimentos em outros municípios do interior: Cascavel, Beberibe, Icó, Sobral, Barroquinha, Uruburetama, Russas, Crato e Horizonte. Acrescenta que a medida tem contribuído para o aumento do acesso da população às práticas integrativas complementares (PIC) com registro de grande demanda em vários postos de saúde do Ceará.Mais informações: Profª Angela Souza, do Departamento de Enfermagem – e-mails: amas@ufc.br e amasplus@yahoo.com.brFonte: Portal UFC
04 de Julho de 2017, 14:18

Fisioterapia alivia dores articulares causadas pela chikungunya

A fisioterapia está entre as recomendações elaboradas pelo Ministério da Saúde para os pacientes de chikungunya. O tratamento não farmacológico é sugerido desde a fase aguda da doença, mas é importante sobretudo nas fases subaguda e crônica, ajudando a minimizar as persistentes dores articulares e garantindo a reabilitação dos pacientes.As sessões têm sido importantes para a aposentada Maria Goretti Apoliano Sobreira, 64. Diagnosticada com hérnia de disco, ela conta que já faz regularmente hidroterapia. “Um dia, cheguei pra fazer e faltava coragem. A bolsa que sempre carrego parecia pesar uma tonelada”, descreve. Era o início da doença.Os outros sintomas não demoraram. Goretti explica que as pernas incharam e surgiram manchas pelo corpo, acompanhadas por uma sensação de coceira. Acrescente ao quadro, uma enorme falta de apetite e muitas dores nos joelhos, tornozelos, pescoço, punhos e mãos.O tratamento fisioterápico começou duas semanas após a chikungunya se instalar. “No início, eu mal conseguia me levantar. Mas logo que foi possível dei início à fisioterapia. Ainda sinto dores, alguns dias mais outros menos, mas de uma forma geral estou bem melhor”, garante.Fátima Queiroz, fisioterapeuta do Hapvida Saúde, afirma que desde o início do ano viu a procura pela clínica aumentar, mesmo com a redução do número de casos de chikungunya com o fim do período chuvoso. É que as dores persistem por mais de três meses em alguns pacientes, entrando numa fase crônica que pode durar por até três anos."Alguns nos procuram porque estão afastados de suas atividades, sofrem com dores em várias articulações ao mesmo tempo. Ouvimos relatos de pessoas que têm dores e inchaços por anos”, conta a profissional.Ela explica que o tratamento é baseado em técnicas analgésicas e anti-inflamatórias, mas é diferente para cada paciente, variando de acordo com os sintomas, a idade, a intensidade da dor de cada um. Para que a resposta seja mais eficiente, a fisioterapia deve estar associada a remédios prescritos por médicos.Fátima diz ainda que o repouso é importante na fase aguda, mas se for muito prolongado pode ser ruim para as articulações. Por isso, a orientação é voltar gradativamente às atividades normais de acordo com a tolerância de cada indivíduo.Para auxiliar na condução dos casos, a Sociedade Brasileira de Reumatologia criou um grupo de trabalho que elaborou recomendações para o processo terapêutico da febre chikungunya. O documento, elaborado a partir de dados publicados na literatura e a opinião dos especialistas que adquiriram experiência durante a epidemia, também orienta sobre a fisioterapia.Na fase aguda, os especialistas indicam condutas analgésicas e anti-inflamatórias, devendo ser evitado o uso de calor. Adicionalmente devem ser recomendados educação do paciente, orientações posturais e terapia manual, além de exercícios de leve intensidade. Nas fases subaguda e crônica, eles recomendam a inclusão de compressas mornas, além de exercícios ativos livres, resistidos, proprioceptivos e aeróbicos, alongamento e terapia manual.Fonte: O Povo
27 de Junho de 2017, 21:02

Mais sete mortes por chikungunya são registradas no Ceará nas últimas duas semanas

O Ceará aumentou o número de mortes provocadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti nas últimas duas semanas. Foram confirmadas mais sete mortes por chikungunya no boletim da Secretaria da Saúde (Sesa) divulgado nesta sexta-feira, 23. Com isso, o número de óbitos por chikungunya e dengue passou para 41.De 9 de junho para esta sexta, o número de mortes por chikungunya subiu de 26 para 33. Os novos óbitos confirmados ocorreram em Fortaleza (5), Acopiara (1) e Morada Nova (1). A Capital lidera a lista dos municípios com mais óbitos, com 25, seguido por Caucaia, com três, e Beberibe, Pacajus, Senador Pompeu, Acopiara e Morada Nova, que registraram um caso cada. Conforme o boletim, são 16 vítimas do sexo masculino e 17 do sexo feminino, com idades entre dez dias e 92 anos, com média de 66 anos.Os casos confirmados da doença chegam a 38.959, de 81.557 notificações, enquanto 6.810 foram descartados. Estes casos concentram-se nas faixas etárias entre 20 e 59 anos, sendo o sexo feminino predominante em todas as faixas etárias, exceto nos menores de um ano e nas idades entre 5 a 14 anos.Já a dengue registrou 15 casos de dengue grave, destes, oito foram a óbito. São cinco vítimas do sexo feminino e três do sexo masculino, com idades entre 2 e 84 anos. As mortes ocorreram em Fortaleza (4), Itapajé (1), Paracuru (1) e Tabuleiro do Norte (1). Nas últimas duas semanas, não houve alteração no quadro de óbitos no Ceará por causa doença.O boletim da Sesa aponta que foram notificados 53.698 casos de dengue, nos quais 12.213 se confirmaram. Os casos confirmados estão distribuídos em todas as faixas etárias, mostrando uma concentração de 64,8% dos casos nas idades entre 15 e 49 anos, sendo o sexo feminino predominante.De acordo com o levantamento da Secretaria, 90 municípios apresentam altas incidências de casos notificados de chikungunya. A dengue alcança alta incidência de casos confirmados em oito municípios: Alto Santo, Brejo Santo, Farias Brito, Iracema, Tabuleiro do Norte, Milagres, Fortaleza e Jaguaribara.Fonte: O Povo
26 de Junho de 2017, 20:01

Dados sugerem queda de nascimentos no Brasil no 2º semestre de 2016; zika pode ter tido impacto

No segundo semestre de 2016, a médica Sandra Valongueiro, pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), começou a ouvir relatos sobre uma diminuição do número de mulheres nas maternidades do Recife. Como o estado foi um dos epicentros da emergência de zika a partir de novembro de 2015, a observação chamou a atenção da especialista, que também faz parte do Grupo de Pesquisa da Epidemia da Microcefalia (Merg, na sigla em inglês).Ao mesmo tempo, a pesquisadora Leticia Marteleto, professora do Centro de Estudos de População da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, passou a estudar os possíveis impactos da zika no comportamento reprodutivo. Entrevistas que ela e sua equipe fizeram com grupos de mulheres do Recife e de Belo Horizonte revelaram de maneira clara o medo de engravidar no contexto da epidemia, afinal grávidas infectadas por zika têm risco aumentado de terem bebês com microcefalia. As duas pesquisadoras se uniram para investigar se os números de nascimentos refletiam esses relatos.A questão também despertou o interesse do médico Fredi Alexander Diaz Quijano, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que iniciou uma busca por informações atualizadas sobre nascimentos no Brasil em 2016.Atualmente, dados ainda preliminares obtidos pelo G1 sugerem uma redução do número de nascidos vivos a partir do segundo semestre de 2016 em todo o país, em comparação com os anos anteriores, precisamente nove meses depois do início da emergência por zika e microcefalia no país.O G1 solicitou os dados de nascidos vivos por mês, de 2013 a 2016, ao Ministério da Saúde e às secretarias de saúde em todo o país. Recebemos do ministério os dados nacionais de nascimentos e, das secretarias, os números específicos referentes a 10 estados. As informações estão representadas no infográfico. Além disso, também foram obtidos dados de nascimentos referentes a 11 capitais. (continua na página do G1)Fonte: G1
22 de Junho de 2017, 22:12

Ceará tem 9 cidades líderes em chikungunya e dengue no País

Fortaleza, Maranguape, Caucaia, Iguatu, Jaguaribara, Reriutaba, Acarape, Milagres e General Sampaio estão entre os municípios com maiores incidências de dengue e chikungunya do Brasil. Os dados são do boletim mais recente do Ministério da Saúde (MS), relativos à Semana 19, entre janeiro e maio desse ano.Segundo o MS, na relação dos municípios com mais de um milhão de habitantes, a Capital cearense lidera com incidência de 291,4 casos de chikungunya a cada grupo de 100 mil pessoas. Os dados são de abril, explica o órgão federal.Os números de maio são relativos até a semana 19, ou 13 de maio e aí também Fortaleza está em primeiro lugar com 17,7 mil casos comprovados e incidência acumulada entre janeiro e maio de 680,6 ocorrências positivas para cada 100 mil habitantes. Em casos da dengue, a Capital também chama atenção pelo número da doença, com 8.6 mil comprovações em laboratório e incidência acumulada no ano de 332,5 ocorrências para 100 mil habitantes. Goiânia, em Goiás, o total de registros da enfermidade soma sete mil, com incidência de 488,1 para o mesmo grupo de pessoas. No entanto, a Capital goiana tem um menor número de habitantes, com 1.5 milhão, enquanto a cidade de Fortaleza possui 2,5 milhões.MaiorO que chama atenção da lista dos municípios com até 100 mil habitantes, é General Sampaio. Segundo dados do Ministério de abril, a incidência de chikungunya na cidade chegou a 3.856,8 casos, sendo a maior do Brasil. Até o dia 13 de maio, no acumulado, o município cearense apresenta relação entre número de casos e total da população de 5.054,8 confirmações para cada grupo de 100 mil pessoas.Na listagem da dengue, Jaguaribara e Milagres também aparecem entre os primeiros. Sendo o primeiro, com incidência de 491,1casos em maio e o segundo com 590,3 confirmações para a doença pelo mesmo número de pessoas. Nos municípios entre 100 a 499 mil habitantes, outros três cearenses encabeçam a lista de 268 cidades no total da chikungunya para essa faixa populacional: Maranguape, Iguatu e Caucaia. A primeira com incidência de 608,5 confirmações para cada grupo de 100 mil moradores e acumulado, entre janeiro e maio, de 876,4 ocorrências. A segunda, com 341,9 registros para 100 mil e acumulado de 472,5 nos 133 dias do ano.Já Caucaia apresenta incidência de 271,9 casos pelo mesmo grupamento e 1.097,6 no acumulado, com 3.9 mil pacientes na soma do ano. Além deles, Governador Valadares e Teófilo Otoni, ambos em Minas Gerais compões os cinco primeiros lugares num ranking nacional.Em relação à dengue, Maranguape e Iguatu também aparecem nas primeiras colocações. Sendo o primeiro com incidência em abril de 540,5 confirmações para cada 100 mil pessoas e na soma do ano, são 678,5 casos para cada 100 mil habitantes. Iguatu tem incidência de 208,0 ocorrências positivas para 100 mil pessoas.A Secretaria de Saúde do Estado informa que o Ceará investe em ações importantes no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das duas arboviroses, além da zika. Entre elas, anunciadas pelo governador Camilo Santana, a liberação de incentivo de R$ 10 milhões para os municípios que atingirem os melhores resultados no enfrentamento às três doenças. Para receber os recursos oriundos do Governo do Estado, cada cidade cearense precisa atender a critérios de execução das ações previstas no período de julho a dezembro de 2017.Fonte: Diário do Nordeste
19 de Junho de 2017, 18:11