Indonésia testa em larga escala nova arma contra o Aedes

Segundo mais afetado pela dengue, depois do Brasil, país também passa a usar insetos infectados com protozoários para combater o hospedeiro do vírus da doença. Região do experimento tem 3 milhões de habitantes."Por favor, não roubar, não mover e não abrir", está escrito em dezenas de potes brancos, que Sularto e suas colegas Rindhi e Nida levam em suas bolsas ao subir na lambreta. Os funcionários do projeto Eliminate Dengue (Eliminem a Dengue) estão de viagem para Krica, bairro da cidade de Yogyakarta, no centro da ilha de Java.Os discretos recipientes plásticos contêm uma das armas mais modernas contra a dengue. Se o experimento funcionar, o caminho está aberto para a aplicação em todo o mundo de uma tecnologia completamente nova contra doenças transmitidas por mosquitos. O componente mais importante são justamente os mosquitos – centenas de milhares, cultivados em baldes.Anualmente, por volta de 390 milhões de pessoas adoecem de dengue, um número 30 vezes maior que há meio século. Em 1970, foram registradas sérias epidemias da enfermidade somente em nove países, hoje a doença atinge quase 130. O crescimento das metrópoles, o turismo e o comércio globalizados proporcionam condições ideais para o vírus, mas especificamente para o seu portador, o mosquito Aedes aegypti.Enquanto o Aedes aegypti é encontrado principalmente em regiões tropicais e subtropicais, a cepa asiática Aedes albopictus se propaga cada vez mais na Europa. Uma população do inseto já foi encontra perto de Freiburg, na Alemanha.Na esteira do aquecimento global, boa parte da Europa pode ser povoada pelo mosquito responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os cientistas preveem que o período entre 2030 e 2050 deverá proporcionar condições ideais para o Aedes albopictus se desenvolver no oeste alemão, nos países do Benelux e no sul da Inglaterra.Em Yogyakarta, o avanço dos mosquitos deve ser contido pela bactéria wolbachia. Esse protozoário foi descoberto na década de 1920 por cientistas americanos que acreditavam ter encontrado um novo agente patogênico. No entanto, o organismo parecia não prejudicar ninguém. De acordo com os conhecimentos atuais, cepas de wolbachia povoam 60% dos insetos de todas as espécies.Inicialmente, os insetos não se importam com essa infecção. No entanto, as bactérias manipulam a reprodução de seus hospedeiros. Elas podem ser transmitidas por meio de óvulos de insetos infectados. Todos os descendentes de uma fêmea com wolbachia também estarão infectados pelo protozoário.Se um inseto macho se acasala com uma fêmea não infectada, a bactéria não é transmitida, mas os ovos não podem se desenvolver, já que uma célula com wolbachia não é compatível com outra sem a bactéria. Isso freia até certo ponto a reprodução dos mosquitos. O efeito decisivo é, no entanto, a transmissão de bactérias para geração futuras: os micróbios infectam populações inteiras de insetos da forma mais eficaz.Metade das contaminaçõesCientistas britânicos descobriram em 2008 que a wolbachia faz com que moscas fiquem resistentes contra vírus, como o da febre amarela, zika e dengue. Essas bactérias também podem conter a transmissão do vírus da dengue em pessoas?Na natureza, a wolbachia não infecta mosquitos da espécie Aedes aegypti. No entanto, o biólogo australiano Scott O'Neill conseguiu, após milhares de tentativas, cultivar mosquitos com wolbachia. Nesses insetos, o vírus da dengue praticamente não se reproduz. Em poucos meses, uma pequena quantidade de mosquitos pode transmitir essa propriedade para uma população inteira.Esse é o plano em Yogyakarta. A organização sem fins lucrativos Eliminate Dengue também está presente no Brasil, Vietnã, Colômbia e Austrália, mas a cidade indonésia, com 3 milhões de habitantes, é perfeita para se testar pela primeira vez em grande escala a tecnologia com a wolbachia. É quente o ano todo, mesmo durante a estação seca chove regularmente, um clima ideal para os mosquitos. Depois do Brasil, a Indonésia é o segundo país mais afetado do mundo pela dengue.Numa parte da cidade, os cientistas vão espalhar mosquitos com wolbachia durante seis meses, o restante de Yogyakarta servirá então de comparação, para fazer com que o experimento seja o mais controlado possível. As autoridades sanitárias vão monitorar durante dois anos o desenvolvimento das infecções de dengue. Os gestores do projeto esperam uma queda de ao menos 50% nas contaminações.Ao visitar um morador da cidade, os funcionários de Eliminate Dengue preparam num recipiente um litro de água, dentro dele uma tira de papel com 60 a 80 ovos de mosquitos infectados com a bactéria wolbachia, além de pastilhas de comida de peixe para alimentar as larvas. Os mosquitos aparecem após um período de nove a dez dias de incubação.Para o sucesso da tecnologia com a wolbachia não é decisivo quantos mosquitos vivem na cidade, mas o fato de a maioria carregar a bactéria dentro de si. Estudos anteriores mostraram que a presença da bactéria na população de insetos aumentou ao menos 80% num período de seis a 12 meses após o início de sua distribuição – um nível que permaneceu estável.Colômbia, Brasil e AustráliaNa Indonésia, as pessoas acompanham o projeto com grande otimismo, talvez com um excesso de entusiasmo. A equipe de Eliminate Dengue está se preparando para que a situação não continue assim necessariamente. Se, por exemplo, novos casos de dengue forem detectados, o apoio à iniciativa pode diminuir. "Isto aqui é pesquisa, ainda não conhecemos os resultados do estudo", explicou a cientista Bekti Andari. "Também pode ser um fracasso."Além da Colômbia, o Brasil é um dos dois países sul-americanos mais afetados por epidemias de dengue, zika e chikungunya e que não quiseram esperar o resultado da pesquisa na Indonésia. Por isso, ali foram espalhados mosquitos infectados com a bactéria wolbachia no final de 2016. Na Austrália, foram realizados estudos de campo já em 2013 – ainda que a eficácia ainda não tenha sido definitivamente comprovada.Primeiros resultados do estudo australiano de longo prazo foram, no entanto, publicados no final de maio na revista especializada Plos Biology. A pesquisa revelou que foi realmente possível infectar 60% da população local de mosquitos com bactérias wolbachia. No entanto, isso não foi válido para o Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, dengue, zika e chikungunya. No experimento australiano, foram utilizados mosquitos da febre amarela especialmente cultivados para a pesquisa.No Brasil, os resultados da tecnologia do combate ao Aedes aegypti com a wolbachia ainda não são conhecidos.Fonte: G1
18 de Julho de 2017, 15:18

Professora de Harvard fará palestra na UFC sobre doenças causadas pelo Aedes aegypti

"Desafios para o enfrentamento das doenças transmitidas pelo Aedes" é o tema da palestra a ser proferida pela pesquisadora Márcia Castro, professora associada da Harvard School of Public Health, dos Estados Unidos, no próximo dia 12, às 9h, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (avenida da Universidade, 2853, no Benfica).Em seguida, haverá um painel sobre as arboviroses e as estratégias que o Governo do Estado, a Prefeitura de Fortaleza e a UFC têm adotado para combater o mosquito transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.O painel terá como moderador o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFC, Prof. Antonio Gomes, e contará com as participações da palestrante; do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio; do coordenador do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Enfrentamento à Dengue, Chikungunya e Zika, Caio Cavalcanti; e do biólogo e professor da UFC Luciano Pamplona.De acordo com a pró-reitora de Extensão da UFC, Profª Márcia Machado, o projeto está inserido na série de ações que a Universidade vem desenvolvendo, primeiramente no âmbito da Instituição, como participante do Pacto da Educação Brasileira contra o Zika proposto pelo Ministério da Educação (MEC), e depois como parceiro do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza nas iniciativas de combate ao mosquito e prevenção das arboviroses.Nesta vinda a Fortaleza, a professora convidada de Harvard também dará início, com a Profª Márcia Machado e outros pesquisadores da UFC, a estudo voltado para a saúde mental das mães que contraíram zika na gravidez e tiveram bebês com microcefalia. Pesquisa vinculada vai averiguar também o tipo de alimentação e nutrição que essas crianças estão tendo.Mais informações: Profª Márcia Machado, pró-reitora de Extensão da UFC – fone: 85 3366 7452.Fonte: Portal UFC
06 de Julho de 2017, 19:46

Profissionais de saúde participam de curso de auriculoterapia para sequelas da chikungunya

O Curso de Auriculoterapia para Sequelas de Chikungunya na Atenção Básica prosseguirá com encontros nos dias 7 de julho e 4 de agosto. A iniciativa é do Laboratório de Práticas Alternativas em Saúde, vinculado ao Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Ceará, e é realizada em parceria com a Prefeitura de Fortaleza.O trabalho tem a coordenação da professora e enfermeira em Práticas Integrativas e Complementares Angela Maria Alves e Souza (UFC) e da enfermeira Maria Ivanília Tavares Timbó (Prefeitura de Fortaleza). A Profª Angela explica que a ideia de promover o Curso de Auriculoterapia para Sequelas de Chikungunya na Atenção Básica surgiu "diante da situação preocupante que Fortaleza e o Estado do Ceará estão enfrentando com a chikungunya".Participam do curso 34 profissionais que já concluíram o Curso de Auriculoterapia promovido, em 2016, pelo Ministério da Saúde e Grupo Aurículo na Atenção Básica, coordenado por Luciana Cordeiro, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).A Profª Angela informa que, com a formação de profissionais, já foi implantado o atendimento com auriculoterapia em 20 postos de saúde de Fortaleza e também ocorrem atendimentos em outros municípios do interior: Cascavel, Beberibe, Icó, Sobral, Barroquinha, Uruburetama, Russas, Crato e Horizonte. Acrescenta que a medida tem contribuído para o aumento do acesso da população às práticas integrativas complementares (PIC) com registro de grande demanda em vários postos de saúde do Ceará.Mais informações: Profª Angela Souza, do Departamento de Enfermagem – e-mails: amas@ufc.br e amasplus@yahoo.com.brFonte: Portal UFC
04 de Julho de 2017, 14:18

Fisioterapia alivia dores articulares causadas pela chikungunya

A fisioterapia está entre as recomendações elaboradas pelo Ministério da Saúde para os pacientes de chikungunya. O tratamento não farmacológico é sugerido desde a fase aguda da doença, mas é importante sobretudo nas fases subaguda e crônica, ajudando a minimizar as persistentes dores articulares e garantindo a reabilitação dos pacientes.As sessões têm sido importantes para a aposentada Maria Goretti Apoliano Sobreira, 64. Diagnosticada com hérnia de disco, ela conta que já faz regularmente hidroterapia. “Um dia, cheguei pra fazer e faltava coragem. A bolsa que sempre carrego parecia pesar uma tonelada”, descreve. Era o início da doença.Os outros sintomas não demoraram. Goretti explica que as pernas incharam e surgiram manchas pelo corpo, acompanhadas por uma sensação de coceira. Acrescente ao quadro, uma enorme falta de apetite e muitas dores nos joelhos, tornozelos, pescoço, punhos e mãos.O tratamento fisioterápico começou duas semanas após a chikungunya se instalar. “No início, eu mal conseguia me levantar. Mas logo que foi possível dei início à fisioterapia. Ainda sinto dores, alguns dias mais outros menos, mas de uma forma geral estou bem melhor”, garante.Fátima Queiroz, fisioterapeuta do Hapvida Saúde, afirma que desde o início do ano viu a procura pela clínica aumentar, mesmo com a redução do número de casos de chikungunya com o fim do período chuvoso. É que as dores persistem por mais de três meses em alguns pacientes, entrando numa fase crônica que pode durar por até três anos."Alguns nos procuram porque estão afastados de suas atividades, sofrem com dores em várias articulações ao mesmo tempo. Ouvimos relatos de pessoas que têm dores e inchaços por anos”, conta a profissional.Ela explica que o tratamento é baseado em técnicas analgésicas e anti-inflamatórias, mas é diferente para cada paciente, variando de acordo com os sintomas, a idade, a intensidade da dor de cada um. Para que a resposta seja mais eficiente, a fisioterapia deve estar associada a remédios prescritos por médicos.Fátima diz ainda que o repouso é importante na fase aguda, mas se for muito prolongado pode ser ruim para as articulações. Por isso, a orientação é voltar gradativamente às atividades normais de acordo com a tolerância de cada indivíduo.Para auxiliar na condução dos casos, a Sociedade Brasileira de Reumatologia criou um grupo de trabalho que elaborou recomendações para o processo terapêutico da febre chikungunya. O documento, elaborado a partir de dados publicados na literatura e a opinião dos especialistas que adquiriram experiência durante a epidemia, também orienta sobre a fisioterapia.Na fase aguda, os especialistas indicam condutas analgésicas e anti-inflamatórias, devendo ser evitado o uso de calor. Adicionalmente devem ser recomendados educação do paciente, orientações posturais e terapia manual, além de exercícios de leve intensidade. Nas fases subaguda e crônica, eles recomendam a inclusão de compressas mornas, além de exercícios ativos livres, resistidos, proprioceptivos e aeróbicos, alongamento e terapia manual.Fonte: O Povo
27 de Junho de 2017, 21:02

Mais sete mortes por chikungunya são registradas no Ceará nas últimas duas semanas

O Ceará aumentou o número de mortes provocadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti nas últimas duas semanas. Foram confirmadas mais sete mortes por chikungunya no boletim da Secretaria da Saúde (Sesa) divulgado nesta sexta-feira, 23. Com isso, o número de óbitos por chikungunya e dengue passou para 41.De 9 de junho para esta sexta, o número de mortes por chikungunya subiu de 26 para 33. Os novos óbitos confirmados ocorreram em Fortaleza (5), Acopiara (1) e Morada Nova (1). A Capital lidera a lista dos municípios com mais óbitos, com 25, seguido por Caucaia, com três, e Beberibe, Pacajus, Senador Pompeu, Acopiara e Morada Nova, que registraram um caso cada. Conforme o boletim, são 16 vítimas do sexo masculino e 17 do sexo feminino, com idades entre dez dias e 92 anos, com média de 66 anos.Os casos confirmados da doença chegam a 38.959, de 81.557 notificações, enquanto 6.810 foram descartados. Estes casos concentram-se nas faixas etárias entre 20 e 59 anos, sendo o sexo feminino predominante em todas as faixas etárias, exceto nos menores de um ano e nas idades entre 5 a 14 anos.Já a dengue registrou 15 casos de dengue grave, destes, oito foram a óbito. São cinco vítimas do sexo feminino e três do sexo masculino, com idades entre 2 e 84 anos. As mortes ocorreram em Fortaleza (4), Itapajé (1), Paracuru (1) e Tabuleiro do Norte (1). Nas últimas duas semanas, não houve alteração no quadro de óbitos no Ceará por causa doença.O boletim da Sesa aponta que foram notificados 53.698 casos de dengue, nos quais 12.213 se confirmaram. Os casos confirmados estão distribuídos em todas as faixas etárias, mostrando uma concentração de 64,8% dos casos nas idades entre 15 e 49 anos, sendo o sexo feminino predominante.De acordo com o levantamento da Secretaria, 90 municípios apresentam altas incidências de casos notificados de chikungunya. A dengue alcança alta incidência de casos confirmados em oito municípios: Alto Santo, Brejo Santo, Farias Brito, Iracema, Tabuleiro do Norte, Milagres, Fortaleza e Jaguaribara.Fonte: O Povo
26 de Junho de 2017, 20:01

Dados sugerem queda de nascimentos no Brasil no 2º semestre de 2016; zika pode ter tido impacto

No segundo semestre de 2016, a médica Sandra Valongueiro, pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), começou a ouvir relatos sobre uma diminuição do número de mulheres nas maternidades do Recife. Como o estado foi um dos epicentros da emergência de zika a partir de novembro de 2015, a observação chamou a atenção da especialista, que também faz parte do Grupo de Pesquisa da Epidemia da Microcefalia (Merg, na sigla em inglês).Ao mesmo tempo, a pesquisadora Leticia Marteleto, professora do Centro de Estudos de População da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, passou a estudar os possíveis impactos da zika no comportamento reprodutivo. Entrevistas que ela e sua equipe fizeram com grupos de mulheres do Recife e de Belo Horizonte revelaram de maneira clara o medo de engravidar no contexto da epidemia, afinal grávidas infectadas por zika têm risco aumentado de terem bebês com microcefalia. As duas pesquisadoras se uniram para investigar se os números de nascimentos refletiam esses relatos.A questão também despertou o interesse do médico Fredi Alexander Diaz Quijano, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que iniciou uma busca por informações atualizadas sobre nascimentos no Brasil em 2016.Atualmente, dados ainda preliminares obtidos pelo G1 sugerem uma redução do número de nascidos vivos a partir do segundo semestre de 2016 em todo o país, em comparação com os anos anteriores, precisamente nove meses depois do início da emergência por zika e microcefalia no país.O G1 solicitou os dados de nascidos vivos por mês, de 2013 a 2016, ao Ministério da Saúde e às secretarias de saúde em todo o país. Recebemos do ministério os dados nacionais de nascimentos e, das secretarias, os números específicos referentes a 10 estados. As informações estão representadas no infográfico. Além disso, também foram obtidos dados de nascimentos referentes a 11 capitais. (continua na página do G1)Fonte: G1
22 de Junho de 2017, 22:12

Ceará tem 9 cidades líderes em chikungunya e dengue no País

Fortaleza, Maranguape, Caucaia, Iguatu, Jaguaribara, Reriutaba, Acarape, Milagres e General Sampaio estão entre os municípios com maiores incidências de dengue e chikungunya do Brasil. Os dados são do boletim mais recente do Ministério da Saúde (MS), relativos à Semana 19, entre janeiro e maio desse ano.Segundo o MS, na relação dos municípios com mais de um milhão de habitantes, a Capital cearense lidera com incidência de 291,4 casos de chikungunya a cada grupo de 100 mil pessoas. Os dados são de abril, explica o órgão federal.Os números de maio são relativos até a semana 19, ou 13 de maio e aí também Fortaleza está em primeiro lugar com 17,7 mil casos comprovados e incidência acumulada entre janeiro e maio de 680,6 ocorrências positivas para cada 100 mil habitantes. Em casos da dengue, a Capital também chama atenção pelo número da doença, com 8.6 mil comprovações em laboratório e incidência acumulada no ano de 332,5 ocorrências para 100 mil habitantes. Goiânia, em Goiás, o total de registros da enfermidade soma sete mil, com incidência de 488,1 para o mesmo grupo de pessoas. No entanto, a Capital goiana tem um menor número de habitantes, com 1.5 milhão, enquanto a cidade de Fortaleza possui 2,5 milhões.MaiorO que chama atenção da lista dos municípios com até 100 mil habitantes, é General Sampaio. Segundo dados do Ministério de abril, a incidência de chikungunya na cidade chegou a 3.856,8 casos, sendo a maior do Brasil. Até o dia 13 de maio, no acumulado, o município cearense apresenta relação entre número de casos e total da população de 5.054,8 confirmações para cada grupo de 100 mil pessoas.Na listagem da dengue, Jaguaribara e Milagres também aparecem entre os primeiros. Sendo o primeiro, com incidência de 491,1casos em maio e o segundo com 590,3 confirmações para a doença pelo mesmo número de pessoas. Nos municípios entre 100 a 499 mil habitantes, outros três cearenses encabeçam a lista de 268 cidades no total da chikungunya para essa faixa populacional: Maranguape, Iguatu e Caucaia. A primeira com incidência de 608,5 confirmações para cada grupo de 100 mil moradores e acumulado, entre janeiro e maio, de 876,4 ocorrências. A segunda, com 341,9 registros para 100 mil e acumulado de 472,5 nos 133 dias do ano.Já Caucaia apresenta incidência de 271,9 casos pelo mesmo grupamento e 1.097,6 no acumulado, com 3.9 mil pacientes na soma do ano. Além deles, Governador Valadares e Teófilo Otoni, ambos em Minas Gerais compões os cinco primeiros lugares num ranking nacional.Em relação à dengue, Maranguape e Iguatu também aparecem nas primeiras colocações. Sendo o primeiro com incidência em abril de 540,5 confirmações para cada 100 mil pessoas e na soma do ano, são 678,5 casos para cada 100 mil habitantes. Iguatu tem incidência de 208,0 ocorrências positivas para 100 mil pessoas.A Secretaria de Saúde do Estado informa que o Ceará investe em ações importantes no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das duas arboviroses, além da zika. Entre elas, anunciadas pelo governador Camilo Santana, a liberação de incentivo de R$ 10 milhões para os municípios que atingirem os melhores resultados no enfrentamento às três doenças. Para receber os recursos oriundos do Governo do Estado, cada cidade cearense precisa atender a critérios de execução das ações previstas no período de julho a dezembro de 2017.Fonte: Diário do Nordeste
19 de Junho de 2017, 18:11

Casos de chikungunya devem cair após período chuvoso, diz SMS

Com 20.864 confirmações de febre chikungunya em Fortaleza (até o último dia 9 de junho), a expectativa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é que haja redução no número de casos a partir do segundo semestre. A projeção do órgão se baseia na experiência de acompanhamento, em anos anteriores, da ocorrência de dengue, também transmitida pelo Aedes Aegypti.No entanto, o alerta para a epidemia continua, tendo em vista que a febre é uma doença nova no Ceará. Por isso, as ações de conscientização para controle do mosquito vetor e vistoria domiciliar serão realizadas até o fim de julho. Na manhã de ontem, o bairro Montese recebeu as ações de educação em saúde e limpeza dos quintais.Segundo o assessor técnico da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos da SMS, Nélio Morais, a redução do número de casos é esperada “porque as condições ambientais não são muitos favoráveis ao mosquito e a força de trabalho começa a responder”.Morais explica que o plano emergencial se estenderá até o fim de julho, porque a previsão da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) é de que as chuvas no Estado sejam dentro da média histórica até o próximo mês. “No segundo semestre, há maior letargia de maneira geral e desmobilização da população em relação a isso (controle do Aedes aegypti). O plano também já vai ter foco no ‘inverno’ de 2018”, antecipa, garantindo que, a partir de agosto até o fim deste ano, já será desenvolvido o plano de sustentabilidade com ações preventivas.Cuidados em casaMesmo com o “quintal pequeno”, o cuidado para não deixar que vasilhas virem criadouros do mosquito é uma preocupação constante da aposentada Maria Rosalva Frota, 67. “Várias pessoas ficaram doentes aqui na rua”, conta. Maria foi uma das moradoras do Montese que receberam a visita dos agentes de endemias durante a operação Quintal Limpo, na manhã de ontem. O bairro é o 14º contemplado com a operação e apresenta o maior número de casos confirmados de febre chikungunya da Regional 4.Garantir o destino correto para latas, garrafas, tampas de refrigerante e qualquer depósito que possa acumular água é uma das dicas repassadas nas ações de combate ao mosquito transmissor das arboviroses — como dengue, zika e chikungunya. “80% dos focos são dentro dos imóveis”, estima a coordenadora de Educação em Saúde e Mobilização Social da SMS, Cilene Chaves. Palestras em instituições de ensino, visitas domiciliares, distribuição de material informativo, além de sacos plásticos para coleta de lixo e soro de reidratação oral são algumas das ações desenvolvidas no combate ao Aedes.Os bairros com situação mais crítica estão sendo contemplados com as ações. São eles: Vila Velha, Barra do Ceará, Rodolfo Teófilo, Antônio Bezerra, Pici, Vila Pery, Serrinha, Itaoca, Montese, Planalto Ayrton Sena, Conjunto Ceará, Dias Macedo, Barroso e Centro.Números20 óbitos por chikungunya foram confirmados este ano em FortalezaSaiba maisFebre chikungunya em Fortaleza20.864 casos confirmados30.231 casos notificados20 óbitos confirmadosDados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) até o último dia 9 de junhoFonte: O Povo
19 de Junho de 2017, 18:06

Cidades que mais combaterem o Aedes terão ajuda financeira

Municípios cearenses que alcançarem resultados efetivos no combate ao mosquito Aedes aegypti receberão incentivo de R$ 10 milhões do Governo do Estado em 2018. Anunciada ontem (12) pelo governador Camilo Santana, a medida faz parte de um novo conjunto de ações estratégicas para enfrentamento do vetor, responsável pela transmissão da dengue, da zika e da chikungunya, que, juntas, já somam 42.527 casos registrados no Ceará, de acordo com o boletim da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) do último dia 9. O pacote inclui, ainda, a criação de uma sala de monitoramento de arboviroses no Estado e de uma central de atendimento para auxiliar pessoas infectadas.Em cerimônia realizada no Centro de Evento do Ceará, Santana destacou que a ideia do incentivo financeiro é garantir a continuidade dos esforços contra o mosquito ao longo do segundo semestre, período em que os trabalhos dentro dos municípios tendem a diminuir. Para receberem a verba, as cidades terão de cumprir, no período de junho a dezembro deste ano, critérios estabelecidos pela Sesa. Dentre eles, estão a criação de comitês municipais intersetoriais de combate ao vetor, monitoramento de indicadores de qualidade de vigilância das arboviroses e a promoção de visitas domiciliares em pelo menos 80% das residências locais.Outras metas são a realização de dois Levantamentos de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) e a apresentação de planos municipais de ação de vigilância e controle das arboviroses para o ano de 2018. "A ideia é que os recursos sejam aplicados em ações que possam melhorar a área de Saúde nos municípios. A Sesa criou os critérios e esse valor será distribuído entre todos os municípios que atingirem os objetivos. Esperamos que todos alcancem as metas estabelecidas", afirmou o governador Camilo Santana.MonitoramentoAlém do incentivo financeiro, o Governo anunciou a criação de uma sala de monitoramento de informações relacionadas a visitas domiciliares, focos do mosquito, índices de infestação e casos de arboviroses. Também foi lançado um canal de atendimento com médicos especialistas para ajudar a população no manejo clínico de pessoas infectadas. A teleconsultoria funcionará em regime de plantão na Central de Regulação da Sesa.Outra novidade é o desenvolvimento, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), do aplicativo "Aedes em foco", por meio do qual a população poderá criar brigadas de rastreio de focos do mosquito e fazer denúncias de locais de risco para manifestação do vetor. O Estado ainda atuará no apoio técnico aos municípios e na capacitação de médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e agentes de controle de endemias. Uma das ações será a formação de uma equipe de enfermeiros que ficará responsáveis pela investigação de casos graves e formas atípicas de chikungunya no Ceará."É uma série de ações que Estado e prefeituras estão realizando no sentido de fazer enfrentamento ao mosquito. O importante é que isso não seja simplesmente anual, que possa ser permanente. Esse trabalho vai ser em parceria com a Academia, com especialistas, mas é fundamental o envolvimento de todos os gestores municipais", acrescentou Camilo Santana.Segundo o titular da Sesa, Henrique Javi, apenas 15% dos municípios cearenses estão em dia com as ações e apresentam baixo índice de infestação por Aedes aegypti. Cerca de 40% estão em uma faixa intermediária e precisam de reforço para atingirem uma situação favorável. Já as demais cidades, pouco menos de 50% do Estado, ainda encontram dificuldades para combater o mosquito, seja pela necessidade da população de armazenar água em casa, fator que favorece a proliferação do vetor, seja pela interrupção das ações em virtude da troca de gestores municipais. Conforme o secretário, as regiões mais infestadas pelo vetor são as litorâneas, em virtude da alta concentração de habitantes.Javi também ressaltou que 80% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências, daí a importância da mobilização da população. "A medida mais eficaz ainda é a faxina semanal. A presença do mosquito está vinculada a nossas residências. Ele precisa de três condições para se reproduzir: fonte fácil de sangue, água fresca e parada e sombra. São condições que as residências estabelecem e que ajudam na preservação do ciclo de reprodução", afirmou.Saiba maisCritérios para receber incentivo1- Criar Comitê Municipal Intersetorial de Combate ao Aedes aegypti2- Monitorar proporção de casos de dengue e chikungunya notificados e investigados3- Garantir cobertura de no mínimo 80% de visitas domiciliares4- Realizar, no mínimo, dois Levantamentos de Índice de Infestação por Aedes aegypti5 -Apresentar Plano Municipal de Ação de Vigilância e Controle das Arboviroses para 2018O que eles pensamMobilização de todos os setores é fundamental "Em Fortaleza, temos pelo menos três tipos diferentes de ações em andamento. A primeira delas é capacitar profissionais de saúde. A segunda é fortalecer o combate ao mosquito da perspectiva mais técnica, das endemias. E a terceira e mais importante é a mobilização da cidade. Sem apoio popular fica impossível combater com eficiência o mosquito" Roberto Cláudio, prefeito de Fortaleza"Ainda não sabemos como a chikungunya vai se comportar a médio e longo prazo, então precisamos envolver não só os municípios, mas também instituições privadas e a população. O incentivo é importante porque hoje tudo está na carga dos municípios. É preciso dividir a responsabilidade e ver quais locais têm ações efetivas"Nilson Diniz, prefeito de Cedro e vice-presidente da ApreceFonte: Diário do Nordeste
13 de Junho de 2017, 18:59

UFC e Governo do Estado assinam termo de cooperação para combate ao Aedes aegypti

O Reitor da Universidade Federal do Ceará, Prof. Henry Campos, e o Governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, assinaram, na manhã desta segunda-feira (12), termo de cooperação técnica para implementação do Programa Aedes em Foco, ação desenvolvida pela UFC para o engajamento da população no combate ao mosquito Aedes aegypti.A parceria entre a Universidade e o Governo do Estado foi formalizada no lançamento das ações estratégicas de combate ao Aedes aegypti e enfrentamento às arboviroses, realizado pela Secretaria da Saúde do Estado no Centro de Eventos do Ceará.Estudantes de escolas municipais de Fortaleza, agentes de saúde e endemias, prefeitos e secretários de saúde de diversos municípios cearenses, entre outras autoridades, puderam conhecer, por exemplo, o aplicativo Aedes em Foco, idealizado pelo Prof. Ivo Castelo Branco, diretor do Núcleo de Medicina Tropical da UFC, e desenvolvido pelo Instituto UFC Virtual sob coordenação do Prof. Henrique Pequeno.Imagem: Reitor da UFC, Prof. Henry Campos; Prof. Ivo Castelo Branco; prefeito Roberto Cláudio e governador Camilo Santana"A ferramenta segue a filosofia do engajamento, da criação de brigadas em condomínios, fábricas, escolas, universidades, onde os cidadãos têm papel crucial. Os usuários poderão, por exemplo, mapear focos em suas residências ou vizinhança e receber informações sobre como proceder para quebrar o ciclo reprodutivo do mosquito", afirmou o Reitor Henry Campos.Veja outras imagens do evento no Flickr da UFCO governador Camilo Santana parabenizou a iniciativa da UFC, destacando o potencial mobilizador do aplicativo, principalmente entre a juventude. "Esse é um desafio que exige de todos nós cearenses união para o enfrentarmos. Estamos nos deparando com um problema grave, que nos demanda um esforço muito grande pactuado de parceria, de engajamento e de envolvimento para a mobilização de todos", completou.Também estiveram presentes ao evento a Profª Márcia Machado, Pró-Reitora de Extensão; o Prof. Henrique Pequeno, do Laboratório de Mídias Educacionais; o Prof. Chico Neto, Coordenador-Adjunto de Comunicação Social e Marketing Institucional, e o Prof. Ivo Castelo Branco, do Núcleo de Medicina Tropical. Todos os docentes integram o Comitê de Combate ao Aedes aegypti, da Campanha UFC e Você contra o Mosquito.Fonte: Portal da UFC
12 de Junho de 2017, 19:25