Pesquisa avalia uso da auriculoterapia no tratamento de pacientes com chikungunya

O Grupo de Atenção Integral e Pesquisa em Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa (GAIPA), ação de extensão do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará, registrou no último ano aumento da demanda de pacientes com sequelas causadas pela febre chikungunya.A partir dos resultados positivos do tratamento com o uso da auriculoterapia – um tipo de acupuntura em pontos das orelhas, sem a utilização de agulhas –, o Coordenador do GAIPA, Prof. Bernardo Diniz Coutinho, começou a desenvolver, neste ano, projeto de pesquisa vinculado ao Programa Interinstitucional de Doutorado em Ciências da Reabilitação (Dinter), parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais e a UFC.A pesquisa quer "avaliar a eficiência da auriculoterapia no tratamento da dor e da incapacidade dos pacientes com febre chikungunya", o que a prática clínica já vem demonstrando, segundo o professor.Os atendimentos foram planejados para a população residente nas áreas próximas ao Posto de Saúde Anastácio Magalhães (Rua Delmiro de Farias, 1679, Rodolfo Teófilo), território onde o GAIPA atua. As sessões de auriculoterapia ocorrem às quartas-feiras, das 14h às 16h, e às sextas-feiras, das 8h às 11h.Da população atendida pela atividade de extensão será formado o grupo que vai ter acompanhamento durante a pesquisa. Para se tornar voluntário, o paciente deve levar para a consulta encaminhamento médico de unidade de saúde ou de equipe de saúde da família ou exame laboratorial comprovando a chikunguya.Depois de triagem de 50 pacientes, eles serão acompanhados ao longo de cinco semanas, uma sessão por semana. O professor explica que, independentemente desse grupo de controle, o atendimento que o GAIPA já faz vai continuar.Ele informa que a melhora dos sintomas já pode ser notada nas primeiras aplicações da auriculoterapia, "além de ser um tratamento seguro e de baixo custo". A previsão é que no fim deste ano ou início de 2018 sejam divulgados resultados da pesquisa. "Caso os resultados da pesquisa se mostrem significativos, o serviço poderá ser ampliado para a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), via formação e treinamento dos profissionais da atenção básica", diz.SAIBA MAIS – O GAIPA também atua na comunidade do bairro Rodolfo Teófilo ministrando práticas corporais, como os exercícios de Qigong e meditação na Lagoa do Porangabuçu. Outras informações podem ser obitidas na página do GAIPA no site do Departamento de Fisioterapia e na página do Grupo no Facebook.Fonte: Portal da UFC
24 de Maio de 2017, 15:50

Comitê de arboviroses apresenta ações de prevenção ao Aedes aegypti

A Prefeitura de Fortaleza realizou, na manhã desta terça-feira (23/05), a reunião semanal do comitê de políticas públicas para prevenção e ações de combates de arboviroses na Capital. O encontro aconteceu no Paço Municipal e contou com a presença de especialistas em Saúde e secretários municipais.Durante a reunião, a secretária adjunta da Saúde de Fortaleza, Itamárcia Araújo, apresentou os dados que apontam os locais mais preocupantes com relação ao foco do mosquito Aedes aegypti. Cemitérios, galpões, lava jatos, sucatas e garagens de ônibus estão na lista. A gerente administrativa do Sindiônibus, Maria José Luz participou da reunião. “Nós, do setor produtivo, estamos sentindo muito essa epidemia e preocupados com isso, já fazemos uma série de fiscalizações. Mas estamos aqui para deixar o Sindiônibus à disposição para entrar nessa luta”, afirmou.Dados da Secretaria Municipal da Saúde mostram que 47 óbitos já foram registrados em Fortaleza em virtude da chikungunya. Trinta e cinco deles foram em pessoas com mais de 70 anos. Os bebês também merecem cuidados especiais. Além dos sintomas relatados, como febre, dores nas articulações e pequenas bolhas, alguns casos aparecem com lesões graves semelhantes a queimaduras com escamação na pele. “Estamos com várias frentes de trabalho, capacitando pessoas, multiplicando informações para eliminar o mosquito. Esse trabalho acontece há decadas”, explicou Itamárcia Araújo.Desde o ano passado, a Prefeitura de Fortaleza intensificou as ações de combate e prevenção ao Aedes aegypti. Somente em 2016, foram mais de 48.300 ações contra arboviroses. Em 2017, 27 novas brigadas já foram criadas e 219 exposições foram realizadas, atingindo um público médio de 24 mil pessoas. Além disso, 12 mil idosos que participam dos trabalhos sociais do Corpo de Bombeiros trabalham como multiplicadores e ajudam a combater o mosquito. Em setembro, por iniciativa da Secretaria Municipal de Educação, o Selo Escola Amiga da Saúde premiará as escolas que tiverem trabalho efetivo de combate ao Aedes. No último dia 9, uma grande campanha publicitária foi lançada para conscientizar os moradores quanto aos focos dos mosquito.Durante a reunião do comitê, o professor Henrique Pequeno, da Universidade Federal do Ceará, apresentou o aplicativo Aedes em Foco. Por meio da ferramenta gratuita, os usuários poderão, por exemplo, mapear possíveis focos em sua residência ou vizinhança e receber informações sobre como proceder ao longo do ciclo de vida do mosquito. Técnicos do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor) também apresentaram o aplicativo “Xô, Mosquito!”, disponível para dispositivos móveis. O Iplanfor reuniu no aplicativo informações sobre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, formas de prevenção e check list de medidas preventivas.Fonte: Prefeitura Municipal de Fortaleza
23 de Maio de 2017, 21:35

Aedes consegue transmitir zika, dengue e chikungunya na mesma picada, diz estudo

Um novo estudo da Universidade Estadual do Colorado (CSU, sigla em inglês) descobriu que o mosquito Aedes aegypti consegue transmitir múltiplos vírus em uma única picada, como os da dengue, zika e chikungunya. Os resultados foram publicados na revista "Nature Communications" nesta sexta-feira (19).Os pesquisadores acreditam que os resultados jogam luz sobre como ocorre uma coinfecção - quando uma pessoa é atingida por duas ou mais doenças ao mesmo tempo. Eles dizem que o mecanismo ainda não é compreendido totalmente e que pode ser bastante comum em áreas afetadas por surtos, como o Brasil.LEIA MAIS: Colombianos encontram zika, dengue e chikungunya em um único pacienteA equipe da CSU infectou os mosquitos em laboratório com os três tipos de vírus, depois realizaram testes para verificar qual a taxa de transmissão. De acordo com o estudo, ainda não há uma razão para acreditar que uma coinfecção possa ser mais grave do que ser atingido por um só vírus. As pesquisas sobre o assunto são escassas.O primeiro relato de coinfecção por chikungunya e dengue ocorreu em 1967, segundo o estudo. Recentemente, há registros de pacientes que tenham contraído a zika, dengue e a chikungunya ao mesmo tempo na América do Norte e Sul.A líder da pesquisa, Claudia Ruckert, pós-doutora do laboratório de doenças infecciosas e artrópodes da CSU, diz que a equipe chegou ao resultado de que é possível uma coinfecção, mas que a transmissão dos três vírus simultaneamente é mais raro."Infecções de dois vírus, no entanto, são bastante comuns, ou mais comuns do que poderíamos imaginar", disse.Próximos passosOs pesquisadores querem, a partir de agora, tentar descobrir se algum desses vírus é dominante e consegue "superar" os outros dentro do organismo dos mosquitos. "Todos os três vírus se replicam em uma área muito pequena do corpo do mosquito", explicou Ruckert. "Quando os mosquitos são infectados por dois ou três diferentes vírus, não há quase nenhum efeito sobre o que eles podem fazer um com o outro no mesmo mosquito.""Baseado no que eu sei como virologista, epidemiologista e entomologista, eu penso que os vírus querem competir ou ajudar entre si de alguma forma", disse Greg Ebel, coautor da pesquisa. "Todos esses vírus têm mecanismos para suprimir a imunidade dos mosquitos, o que pode ser feito em sinergia. Por outro lado, todos eles provavelmente exigem recursos semelhantes dentro das células infectadas, o que pode gerar uma concorrência", completou.Ruckert diz que não há qualquer evidência forte de que uma coinfecção possa resultar em sintomas ou um quadro clínico mais grave.No entanto, as descobertas sobre casos de dois ou mais vírus no mesmo paciente são contraditórias, diz o estudo.Uma equipe da Nicarágua analisou um grande número de coinfecções, mas não observou mudanças na hospitalização dos pacientes ou no estado clínico. Outros estudos, porém, encontraram uma possível ligação entre uma múltipla infecção com complicações neurológicas.A equipe da CSU levanta, ainda, outra possibilidade: que as coinfecções em seres humanos não tenham sido diagnosticadas da maneira certa."Dependendo de como os diagnósticos são usados, e dependendo de como os médicos pensam, é possível que a presença de um segundo vírus não seja notada", avaliou Ruckert. "Isso pode definitivamente conduzir uma interpretação errada da gravidade da doença".Além de analisar essa relação entre os diferentes vírus no corpo dos mosquitos, a pesquisa pretende, mais tarde, inserir o responsável pela febre amarela nos testes.Fonte: G1
19 de Maio de 2017, 15:36

Ceará registra casos de bebês em que efeitos da chikungunya se parecem com queimaduras

A Sociedade Cearense de Pediatria (Socep) emitiu documento científico alertando sobre as diferenças entre as manifestações da febre chikungunya em bebês e adultos. A doença conhecida por causar dores nas articulações, que atravessa epidemia no Ceará, apresenta lesões na pele em crianças substancialmente diferentes do observado nos adultos, sobretudo nos menores de seis meses de idade, destaca o documento assinado pelo médico Robério Dias Leite, presidente do Departamento Científico de Infectologia da Socep. O surgimento de bolhas torna necessário o tratamento em centros especializados, dotados de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), principalmente quando as vítimas são crianças menores de seis meses. A entidade ainda destaca o risco que correm recém-nascidos de mães que tenham chegado ao parto ainda em estágio de transmissão da doença.Entre os riscos, estão as reduções no número de linfócitos e plaquetas no sangue dos bebês. “As complicações incluem hemorragia cerebral, estado epiléptico e falência múltipla de órgão”, afirma a Socep.Entre as cinco mortes já confirmadas este ano encontra-se um recém-nascido de 10 dias, divulgou a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), na semana passada.Para impedir esse quadro, a Socep destaca a importância do combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. Recomendação específica para recém-nascidos é o uso de “mosquiteiros”, uma vez que o uso de repelentes em menores de seis meses não é indicado. Para os bebês maiores dessa idade, a Socep recomenda o uso de repelentes.O alerta vem em meio ao registro de epidemia no Estado. Somente neste ano, foram notificados 8.667 casos, 1.867 já confirmados. Mais da metade dos casos ocorrem em Fortaleza — eram 5.483 só até abril. Em 2016, foram 31.504 casos em 139 dos 181 municípios do Estado.Somente em 2014 foram registrados os primeiros casos da doença no Ceará — todos em transmissões ocorridas fora do Estado. Apenas em 2015 surgiram as primeiras transmissões autóctone.Comumente, a chikungunya se manifesta com febre, de 39 ou 40 graus. É acompanhada de mal-estar, dores de cabeça e musculares, manchas avermelhadas e a dor aguda nas articulações — principalmente, em joelhos, tornozelo, mãos, cotovelos e ombros. Este sintoma é a grande diferença para a dengue, também transmitida pelo Aedes aegypti e que causa dores mais moderadas.Saiba mais:Confira na íntegra o documento científico da Socep clicando aqui.Fonte: Tribuna do Ceará
18 de Maio de 2017, 18:37

Terapias naturais podem melhorar ou prevenir os sintomas da chikungunya

O surto de febre chikungunya no Estado faz com que as pessoas busquem terapias alternativas para melhorar ou prevenir os sintomas que podem se estender por meses após adquirir a doença. Uma estratégia para quem quer evitar a picada do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, é usar repelentes de longa duração e até alternativas naturais, como a citronela. Segundo a farmacêutica do Conselho Regional de Farmácia do Ceará, Nirvana Monteiro, a citronela só repele os mosquitos enquanto exala cheiro, ou seja, menos de uma hora na pele. O extrato de propólis pode ser um aliado nessa prevenção, como explica Nirvana.A pesquisa não tem comprovação, mas a farmacêutica diz que os componentes fazem bem para o corpo, podendo ser consumido por pessoas adultas sem problemas. O ideal é tomar 30 a 40 gotas diluídas em água sem cloro a cada seis horas.De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, foram registrados 6.217 casos da febre chikungunya no estado. A doença causa dores no corpo e principalmente nas articulações. É importante tomar apenas o remédio receitado pelo médico.A farmacêutica, que também é nutricionista, fala sobre os sucos de frutas e legumes que popularmente estão sendo usados para combater as dores em quem já adquiriu a doença. “A goiaba é rica em vitamina C, então está aí ajudando, aumentando a resistência imunológica”, exemplifica.Ela destaca que não existem pesquisas que comprovem a relação direta desses alimentos com o combate a dores nas articulações causadas pela chikungunya, mas há relatos de pessoas que se sentem melhor após consumi-los. As receitas de suco variam: misturam rodelas de inhame com maçã ou goiaba e mel.Doze mil casos da chikungunya seguem em investigação no Ceará e nenhuma morte foi registrada. Em caso de dores no corpo e nas articulações, febre e manchas, o ideal é buscar fazer o exame que identifica a doença.Fonte: Tribuna do Ceará
16 de Maio de 2017, 13:41

Nuteds abre seis cursos na área de saúde, incluindo um sobre zika, dengue e chikungunya

O Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde (Nuteds) da UFC está com inscrições abertas para seis cursos de capacitação em saúde, com os temas: "Educação a distância on-line para a área de saúde", "Capacitação sobre zika, dengue e chikungunya para profissionais de saúde", "Contexto atual da telessaúde e da telemedicina no Brasil", "Curso introdutório à informática em saúde", "Capacitação para profissionais em telessaúde" e "Capacitação sobre diabetes mellitus para profissionais de saúde".Promovida em parceria com o Programa Telessaúde Brasil Redes, a iniciativa oferece 11 mil vagas para todo o Brasil. As inscrições ficam abertas até o preenchimento das vagas. Interessados devem acessar o formulário de inscrição específico para cada curso no site do Nuteds.As informações de acesso serão enviadas em até 72 horas após o preenchimento do formulário. Todos os cursos são gratuitos e autoinstrucionais, ou seja, podem ser realizados conforme o ritmo de cada cursista.Inscrições e mais detalhes sobre os cursos podem ser conferidos no site do Nuteds. Fonte: Portal UFC
15 de Maio de 2017, 15:29

Dores em virtude da chikungunya levam a procura por auxílio-doença no INSS

Os principais sintomas da chikungunya podem mitigar em alguns dias, mas, em muitos casos, as dores se estendem por meses. Por isso, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) vem recebendo diversos pedidos de auxílio-doença motivados pela doença.Se em 2015 não houve nenhuma concessão de auxílio doença para pessoas vítimas pela doença, em 2016, o número foi de 124. Ainda não há números para 2017.Uma delas foi a dona de casa Regimeire Gomes. Ela se diz aliviada por ter tido o auxílio-doença prorrogado por três meses. “Além das dores, a dificuldade no dia a dia, têm os filhos para sustentar”, diz.Até 18 de abril, 6 mil casos de Chikungunya já haviam sido confirmados. Só nas últimas duas semanas, as confirmações aumentaram 81% no Estado. Quase 60% dos acometidos estão em Fortaleza. Fonte: Tribuna do Ceará
09 de Maio de 2017, 19:37

Aedes Aegypti. 81% dos focos estão nas casas, diz prefeito

Em meio a críticas sobre os monturos de lixo espalhados pela Capital, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) afirmou que a limpeza urbana do Município está regularizada. Ele apontou que 81% dos focos do Aedes aegypti identificados em Fortaleza não estavam nas ruas, mas em ambiente doméstico. Para o chefe do executivo municipal, ainda que a Prefeitura tivesse intensificado as ações para controle do vetor neste ano, a infestação do mosquito teria ocorrido. Segundo agentes, chikungunya é a doença que mais preocupa, já que o grau de proliferação é superior ao encontrada nas maiores epidemias de dengue e zika no Estado.O prefeito e os agentes de saúde circularam neste sábado, 6, por bairros da Cidade, como Carlito Pamplona, Álvaro Weyne e São João do Tauape, reforçando o combate aos focos do mosquito. “Todos os equipamentos da Prefeitura estão com profissionais fazendo revisão de possíveis focos. A ideia é que façamos uma onda de multiplicação dessa atividade”, comentou a secretária municipal da Saúde, Joana Maciel. Ao menos uma vez por semana, a ação deve se repetir nos prédios do Município. Servidores públicos estão ainda orientados a distribuir panfletos sobre formas de combate aos criadouros. Conforme a Prefeitura, historicamente, os meses de abril, maio e junho são os de maior proliferação do Aedes. De acordo com o prefeito, a ideia é concentrar e aumentar os esforços no combate aos focos durante esse período. “Só haverá resultado se houver uma parceria com o cidadão e as instituições (privadas)”, destacou. Roberto Cláudio mostrou preocupação com os “criadouros permanentes” do mosquito, como baldes, telhas, vasos e caixas d’água. “São criadouros que passam despercebidos em casa e no ambiente de trabalho, mas acabam sendo os focos mais importantes”, apontou durante as ações do Dia D Contra o Mosquito.ChikungunyaCom 6,3 mil casos confirmados neste ano, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), agentes epidemiológicos consideram a chikungunya como um “enorme desafio” na Capital. No ano passado, Fortaleza registrou 17 mil casos da febre. “(À época,) Já não tivemos dúvida do gigantismo que era a doença”, explicou Nélio Morais, gerente da célula de vigilância ambiental e de riscos biológicos da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza.Segundo ele, a capacidade de transmissão do vetor da doença é maior que o da dengue. “Nem nas maiores epidemias de dengue do Ceará havia situação como essa que estamos enfrentando”, disse. Para o prefeito Roberto Cláudio, a doença exige atenção diferente do poder público. “A dengue, em virtude dos sintomas hemorrágicos, acaba tendo um risco maior, inclusive de morte. Entretanto, a chikungunya é mais arrastada, crônica e sintomática”, afirmou. Saiba maisIdosos no combate ao Aedes aegyptiTrês mil idosos de projeto de atividade física oferecido pelo Corpo de Bombeiros devem reforçar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti na Secretaria Regional I. A ação deve se espalhar por outras regionais de Fortaleza. Ao todo, 12 mil idosos participam da iniciativa na Capital. No mês passado, os monitores das atividades físicas diárias foram capacitados sobre como combater as arboviroses e sobre o descarte irregular de lixo. A partir da próxima semana, durante as aulas oferecidas pelos bombeiros, os monitores repassarão as orientações aos idosos para ações na comunidade de prevenção aos focos do mosquito. Fonte: O Povo
08 de Maio de 2017, 17:29

Denúncias de focos de dengue chegam a 4 mil

As denúncias de focos do mosquito Aedes aegypti estão preocupando o órgão de saúde do Município de Fortaleza. Conforme os dados da célula de Ações de Controle de Vetores da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), de janeiro até ontem foram registradas 4 mil denúncias sobre focos de proliferação do Aedes nas setes regionais. Durante todo o ano de 2016, a Pasta contabilizou 11.930 registros. Neste ano, já atingimos 36% dos dados computados em todo o ano passado.Neste mês se completa também um ano das chamadas "entradas forçadas", onde os agentes do Município entram nas residências com o apoio da um chaveiro e, no último caso, da Polícia. O recurso é utilizado após três notificações deixadas no terreno, apartamento ou prédio visitado nos quais o proprietário não atenda os avisos de contato da Regional. Apesar do alto índice de chamados, a população vem abrindo as portas para o trabalho dos agentes de endemias.De acordo com o coordenador das Ações de Controle de Vetores da SMS, Carlos Alberto Barbosa, desde o início da operação a medida só foi tomada em 14 residências. "Está havendo uma atenção maior das famílias em abrir as portas aos agentes. As denúncias são maiores de fevereiro a junho por conta do aumento das arboviroses", disse.Ainda segundo o coordenador, boa parte dos imóveis fechados estão ligados a problemas judiciais. "A gente entra em contato com os proprietários ou responsáveis legais. Eles jogam a culpa em terceiros. O que atrasa o nosso trabalho e ajuda na proliferação do Aedes", afirma.Sobre o número de profissionais para vistoriar as 4 mil denúncias, o coordenador alega que existem 1.170 agentes no combate ao mosquito. "A atuação dos profissionais está pautada nas visitas domiciliares porta a porta, na supervisão, na visita em pontos estratégicos (borracharias e sucatas) e também no controle clínico", afirma o coordenador das Ações de Controle de Vetores da SMS, Carlos Alberto Barbosa.DemoraA moradora do bairro Demócrito Rocha, Lúcia Arruda, 50, afirma que o trabalho dos agentes é demorado na região onde ela reside. "A gente sabe que eles vêm, mas é pequena a presença dos agentes", reclama. Segundo Barbosa, a SMS segue o que é repassado pelo Ministério da Saúde com visitas quinzenais em regiões com maiores índices e a cada dois meses em locais com menores notificações. "A preocupaçãomaior é com bairros da Regional I e III. Aldeota, Papicu, Meireles, Joaquim Távora, Dionísio Torres e Parquelândia apresentaram os maiores índices neste mês", diz.Os casos das doenças provenientes do mosquito Aedes aegypti na Capital já ultrapassam mais de 20 mil registros suspeitos. Só da febre chikungunya foram contabilizados 10.179 casos suspeitos, sendo 407 de residentes em outros municípios e 9.772 em Fortaleza. Dos residentes no Município de Fortaleza 4.297 (44%) dos casos foram confirmados, 589 (6%) descartados e 4.886 (50%) ainda estão sendo investigados. Os registros do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) mostram que já foram encaminhadas 12.063 amostras para pesquisa de anticorpos por teste sorológicos IgM (ELISA) chikungunya, destas 4.651 (38,4%) foram liberadas e 7.412 (61,4%) aguardam resultado.Já para dengue, a SMS contabiliza 11.216 casos suspeitos da doença, sendo 10.629 de residentes em Fortaleza e 587 de outros municípios. Dos residentes na Capital cearense, 3.434 (32,3%) notificações foram confirmadas, 2.624 (24,7%) descartadas, 3.672 (34,5%) estão sendo investigadas e 899 (8,5%) inconclusivas. Dessas, 97,5% (3.348) foram confirmados por critério clínico epidemiológico e 2,5% (86) porlaboratório.Fique por dentroLeis permitem entrada forçada em residências As regras para a entrada forçada das autoridades de saúde em residências fechadas estão na Lei nº 13.301, de 27 de junho de 2016. A iniciativa deve ser tomada apenas em situações excepcionais e visa permitir a execução das ações de controle ao mosquito Aedes aegypti e criadouros, quando há perigo iminente à saúde pública. A determinação vale enquanto durar a Emergência em Saúde Pública de ImportânciaNacional (ESPIN). A medida já estava valendo desde fevereiro do ano passado por força de medida provisória.O governador Camilo Santana também sancionou uma Lei estadual que reforça os termos da Medida Provisória do Governo Federal que autoriza a entrada forçada de agentes públicos em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados.Denúncias Solicitação de vistorias ou denúncias podem ser feitas pelo número 0800.275.1364Fonte: Diário do Nordeste
05 de Maio de 2017, 21:03

Ceará tem mais de 8 mil casos de chikungunya, 4,7 mil em Fortaleza

O Ceará já tem mais de 8 mil casos confirmados de febre chikungunya neste ano, além de 4.988 casos de dengue, segundo boletim divulgado semanalmente pela Secretaria da Saúde do Ceará. De acordo com o boletim, a dengue ocasionou três óbitos no estado neste ano, e a chikungunya, uma morte.Fortaleza concentra mais da metade dos casos de febre chikungunya no Ceará, com 4.709 casos confirmados da doença neste ano, de acordo com a Secretaria da Saúde.Como as pessoas pegam o vírus?Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue. O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.Quais são os sintomas?Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, é importante observar que o chikungunya é "muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização".Fonte: G1 - Ceará
05 de Maio de 2017, 14:10