Há 140 anos epidemias e secas marcam história no Ceará
11 de Dezembro de 2018, 17:58

Dengue

No mês de dezembro do ano de 1878 Fortaleza viveu o mês mais trágico de sua história. Há 140 anos, devido a seca, a capital passou por grandes problemas com a estiagem. 

Por consequência do aglomerado de pessoas com fome, sede e baixíssimas condições sanitárias surgiu uma grande epidemia de varíola. 1.004 pessoas morreram em apenas um dia. Essa triste data ficou marcada na história como "o Dia dos Mil Mortos". A capital ficou devastada.

Percebe-se que o Ceará já passou por diversos momentos difíceis. Dentre eles, há 103 anos, destaca-se a seca de 1915. Popularmente conhecida pelos mais velhos como a “Seca do 15”, o estado passou outra vez por uma de suas maiores e severas estiagens. Mais um sofrimento foi instalado no povo cearense.

Em dados mais atualizados, mas não menos alarmantes, no ano de 2017, o Ceará também sofreu com mais outra epidemia: a de arboviroses (doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti). De acordo com o Ministério da Saúde, o estado foi a segunda maior incidência de dengue no país.

A taxa foi de 457,7 casos por grupo de 100 mil habitantes, perdendo apenas para Goiás, que registrou incidência de 906,3 casos da doença por 100 mil habitantes. A média de incidência nacional foi de 116.

Segundo dados da Secretaria de Saúde do Ceará, em de novembro desse mesmo ano, foram registrados 13.417 casos de dengue em Fortaleza. No estado, a dengue foi responsável por 19 mortes, 12 delas na capital cearense.

Os casos de zika somaram 415 em 2017 no Ceará, dos quais 43 em gestantes. Os municípios do estado que confirmaram casos em gestantes foram Fortaleza e Brejo Santo.

Considerando os casos de chikungunya, até o fim da primeira quinzena de novembro de 2017, 139 pessoas morreram no Ceará em consequência da doença, das quais 108 eram na capital.

SEIS EPIDEMIAS DE DENGUE NO CEARÁ 

1994

Primeiros casos hemorrágicos

732,3 casos por 100 mil habitantes 

2001

455,6 casos por 100 mil habitantes

2008

533,9 casos por 100 mil habitantes

2011

673,6 casos por 100 mil habitantes

2012

612,6 casos por 100 mil habitantes

2015

617,2 casos por 100 mil habitantes