Novo subtipo de dengue causa alerta para a saúde
17 de Dezembro de 2018, 18:41

Aedes fiocruz

Até novembro deste ano, cerca de 240 mil casos de dengue foram contabilizados em todo o país. Houve uma grande diminuição comparando com a epidemia de 2015, quando 1,65 milhão de pessoas tiveram a doença.

A baixa é devido a quantidade de pessoas que se tornam imunes ao vírus porque já foram infectadas anteriormente. Mas nem sempre tudo é boa notícia. Outro subtipo de mosquito ganha espaço e acaba se espalhando entre as pessoas.  O que acontece é que agora está circulando o tipo DENV-2.

Quando entra outro tipo de vírus, aquela pessoa que estava imune àquele vírus vai pegar dengue novamente, o que aumenta o risco de desenvolver a versão hemorrágica da doença, porque o organismo já está sensibilizado, e as complicações são maiores.

Com relação à febre amarela, o mais provável é que os mosquitos envolvidos sejam do gênero Sabethes e Haemagogus, que geralmente habitam áreas de floresta e levam a doença de macacos para humanos. Nesse caso não seria o Aedes, porque ele não sobrevive bem em floresta.

Segundo o professor da USP, Paolo Zanotto, o Aedes aegypti que temos no Brasil são de uma linhagem asiática. "Eles não são bons vetores da doença, tanto que não há febre amarela na Ásia", explica.

Descobertas recentes mostram que é possível que macacos sejam infectados e ajam como reservatórios do vírus da zika, perpetuando a doença no país.

Como os macacos pegam febre amarela

Um mosquito infectado dos gêneros Haemagogus ou Sabethes pica um macaco, que então começa a sofrer com a doença. Um inseto livre do vírus que chupa o sangue desse primata contaminado passa a carregar o causador da febre amarela. E então pode transmiti-lo para outro macaco, que pode espalhá-lo a outro mosquito. Dessa forma que se inicia o círculo de transmissão.

Novas pesquisas estão sendo estudadas, caso sejam confirmados os resultados, novas estratégias serão necessárias.