Apenas um bairro de Fortaleza não tem casos de chikungunya; conheça os 10 mais
05 de Junho de 2017, 18:31

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Dos 119 bairros de Fortaleza apenas um (1) está livre de casos confirmados
da dengue e chikungunya. As informações são do boletim da Semana Epidemiológica 21 da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O bairro De Lourdes é pequeno com uma população de 3.370 pessoas com cerca de 960 residências, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

10 bairros com maiores índices confirmados de chikungunya

1. Jangurussu 308 pacientes
2. Mondubim 271 pacientes
3. Bom Jardim 219 pacientes
4. Conjunto Ceará 211 pacientes
5. Bom Sucesso 186 pacientes
6. Granja Portugal 184 pacientes
7. Barroso 170 pacientes
8. Parque Genibau 157 pacientes
9. Quintino Cunha 137 pacientes
10. Passaré 129 pacientes
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde (SMS)/Prefeitura de Fortaleza

96,5% da chikungunya são de residentes na Capital
No período de 2014 a 2017 foram anotados, ao todo, 31.250 casos de febre de chikungunya, sendo 30.158 (96,5%) de residentes na Capital e 1.092 (3,5%) de outros municípios.

Os primeiros pacientes da doença em residentes na Capital cearense foram registrados no ano de 2014. Na época as investigações evidenciaram tratar-se de casos importados, considerando que os pacientes haviam viajado para áreas com circulação do vírus. Os números de janeiro a maio de 2017 representam um aumento de 95,9% em relação ao total de confirmados no mesmo período de 2016.

A dengue também vem se mostrando crescente. Foram notificadas 15.507 suspeitas de dengue em Fortaleza, sendo 14.604 de residentes em Fortaleza e 903 de outros municípios.

Dos residentes em Fortaleza, 6.222 (42,6%) foram confirmadas, 5.171 (35,4%) descartadas, 2.248 (15,4%) estão sendo investigadas e 963 (6,6%) são inconclusivos. No tocante ao critério de confirmação temos o seguinte quadro: 97,3% (6.059) foram confirmados por critério clínico epidemiológico e 2,7% (163) por laboratório.

Combate
Segundo o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio a disseminação da doença, em 2017, era algo esperando pela Pasta da Saúde.

"A gente fez um grupo de pesquisadores científicos para entender melhor. O comportando da chikungunya tem sido esse. Exatamente o que aconteceu no Ceará aconteceu em Pernambuco e Bahia. No primeiro ano é um comportamento mais localizado. Normalmente, no segundo ano do vírus, ele se espalha com muito mais extensão na população ainda susceptível", declara o prefeito.

O gestor municipal lembra que foi criado o Comitê de Enfrentamento às Arboviroses (doenças causadas por mosquitos), que se encontra semanalmente, com a participação de mais de 50 representantes de diversos órgãos e secretarias municipais, além de entidades privadas, fomentando ações intersetoriais.

Além disso, foi implementada atividade diferencial de acolhimento específico
em 19 postos de saúde, capacitação de 702 profissionais da saúde, mobilização de 12 mil idosos no programa "Senhora Faxina", campanhas educativas em escolas, formação de 27 brigadas, supervisão semanal de todos os equipamentos públicos, criação do selo "Escola Amiga da Saúde", que envolverá 790 instituições públicas e privadas de Fortaleza, entre outras.  


Fonte: Diário do Nordeste