Casos de chikungunya devem cair após período chuvoso, diz SMS
19 de Junho de 2017, 18:06

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Com 20.864 confirmações de febre chikungunya em Fortaleza (até o último dia 9 de junho), a expectativa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é que haja redução no número de casos a partir do segundo semestre. A projeção do órgão se baseia na experiência de acompanhamento, em anos anteriores, da ocorrência de dengue, também transmitida pelo Aedes Aegypti.

No entanto, o alerta para a epidemia continua, tendo em vista que a febre é uma doença nova no Ceará. Por isso, as ações de conscientização para controle do mosquito vetor e vistoria domiciliar serão realizadas até o fim de julho. Na manhã de ontem, o bairro Montese recebeu as ações de educação em saúde e limpeza dos quintais.

Segundo o assessor técnico da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos da SMS, Nélio Morais, a redução do número de casos é esperada “porque as condições ambientais não são muitos favoráveis ao mosquito e a força de trabalho começa a responder”.

Morais explica que o plano emergencial se estenderá até o fim de julho, porque a previsão da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) é de que as chuvas no Estado sejam dentro da média histórica até o próximo mês. “No segundo semestre, há maior letargia de maneira geral e desmobilização da população em relação a isso (controle do Aedes aegypti). O plano também já vai ter foco no ‘inverno’ de 2018”, antecipa, garantindo que, a partir de agosto até o fim deste ano, já será desenvolvido o plano de sustentabilidade com ações preventivas.

Cuidados em casa

Mesmo com o “quintal pequeno”, o cuidado para não deixar que vasilhas virem criadouros do mosquito é uma preocupação constante da aposentada Maria Rosalva Frota, 67. “Várias pessoas ficaram doentes aqui na rua”, conta. Maria foi uma das moradoras do Montese que receberam a visita dos agentes de endemias durante a operação Quintal Limpo, na manhã de ontem. O bairro é o 14º contemplado com a operação e apresenta o maior número de casos confirmados de febre chikungunya da Regional 4.

Garantir o destino correto para latas, garrafas, tampas de refrigerante e qualquer depósito que possa acumular água é uma das dicas repassadas nas ações de combate ao mosquito transmissor das arboviroses — como dengue, zika e chikungunya. “80% dos focos são dentro dos imóveis”, estima a coordenadora de Educação em Saúde e Mobilização Social da SMS, Cilene Chaves. Palestras em instituições de ensino, visitas domiciliares, distribuição de material informativo, além de sacos plásticos para coleta de lixo e soro de reidratação oral são algumas das ações desenvolvidas no combate ao Aedes.

Os bairros com situação mais crítica estão sendo contemplados com as ações. São eles: Vila Velha, Barra do Ceará, Rodolfo Teófilo, Antônio Bezerra, Pici, Vila Pery, Serrinha, Itaoca, Montese, Planalto Ayrton Sena, Conjunto Ceará, Dias Macedo, Barroso e Centro.

Números

20 óbitos por chikungunya foram confirmados este ano em Fortaleza

Saiba mais

Febre chikungunya em Fortaleza

20.864 casos confirmados

30.231 casos notificados

20 óbitos confirmados

Dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) até o último dia 9 de junho


Fonte: O Povo