O que especialistas dizem sobre receitas caseiras para chikungunya

Dividindo a opinião de especialistas, os remédios caseiros têm sido a aposta de muitas pessoas com a febre chikungunya para aliviar sintomas. Neste ano, o Ceará já confirmou 22.970 casos da doença (até o último dia 2). Para profissionais da medicina tradicional, os chás e substâncias naturais podem ser usados, mas sempre conciliados com fármacos. Especialistas ouvidos pelo O POVO concordam que as receitas caseiras devem ter aval médico e manuseio adequado.Em rodas de conversa, são frequentes as sugestões de receitas como suco de goiaba com inhame para aliviar dores nas articulações e gotas de própolis diluídas em água para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti. De acordo com a coordenadora do Projeto Farmácia Viva da Universidade Federal Ceará (UFC), Mary Anne Bandeira, apesar de não ter comprovação científica, a partir do estudo da estrutura química, algumas plantas medicinais têm vantagens terapêuticas.Um mês e meio após o diagnóstico de chikungunya, Rebeca Bento, 25, ainda sente dores e não conseguiu voltar à rotina. Além da recomendação para descansar e ingerir muita água, a receita do inhame se tornou comum na casa da estudante de design de moda, na tentativa de amenizar as dores. “Um pedaço de inhame com água de coco batido no liquidificador. O inhame já tá até em falta em algumas feiras”, observa.“Alguns remédios são consagrados pela tradição oral. Eu vi muitos testemunhos de pessoas que tomaram o inhame e melhoraram. Prescrevi para vários pacientes e acompanhei resultados positivos”, relata o professor da UFC, médico especialista em saúde comunitária e medicina natural, Adalberto Barreto.“A gente costuma não recriminar mas, por outro lado, tem que ser somado ao conhecimento médico científico”, pondera o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFC, Roberto da Justa. “Tome seu suco e o analgésico correto indicado pelo médico”, orienta.Conforme Mary Anne, além de menos efeitos colaterais, a vantagem das plantas medicinais é o fácil acesso.Apesar de ter atividade antioxidante, antisséptica, anti-inflamatória e aumentar a imunidade, não há comprovação de que o própolis via oral tenha ação contra a picada do mosquito, diz. Loções para o corpo a partir de plantas como o capim-citronela e o alecrim-pimenta podem ter eficácia nesse caso. Já o inhame e o suco de goiaba são ricos em vitamina C e têm propriedade antioxidante, podendo aumentar a imunidade, mas sem relação direta com os sintomas da febre.Ela também indica chás por infusão de folha de mentrasto e de moringa, vegetais não tão comuns nas trocas de receitas entre amigos e familiares. “Essas plantas podem ajudar nas dores articulares que restringem os movimentos durante a chikungunya”, orienta. As folhas podem ser adquiridas em farmácias naturais ou de forma gratuita no Horto de Plantas Medicinais da UFC.ServiçoHorto de Plantas da UFCA população pode adquirir plantas medicinais gratuitamente e outros produtos naturaisOnde: avenida do Contorno, s/n, Campus do PiciTel: (85) 3366 9418Fonte: O Povo 
09 de Junho de 2017, 15:38

Prefeitura realiza mutirão contra o Aedes aegypti no bairro Edson Queiroz

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realizará, nesta sexta-feira (09/06), mutirão conta o mosquito Aedes aegypti no bairro Edson Queiroz. O mosquito é o transmissor das arboviroses - dengue, chikungunya e zika. A atividade reunirá cerca de 700 agentes, entre os de combate às endemias (ACE) e do Núcleo de Educação e Mobilização Social (NESMS). A concentração acontece a partir das 8h, no Posto de Saúde Matos Dourado. Durante a ação, haverá atividades de visitas domiciliares, recolhimento de lixo, ações educativas com a população, além da presença do carro fumacê. Serão visitados cerca de 10.770 imóveis, em uma área de 250 quarteirões do bairro. O controle vetorial envolve ainda a aplicação de larvicidas e biolarvicidas. O mutirão vem complementar outras ações que já foram realizadas, como a “Operação Inverno”, que resultou na visita de 14 bairros que apresentavam os maiores índices de casos; bem como a "Operação Quintal Limpo” e “Foco no Foco”. A SMS tem promovido ainda atividades estratégicas intersetoriais envolvendo outras secretarias, como a formação de brigadas em prédios públicos e privados, dia “D” da faxina semanal nos equipamentos públicos, parcerias e convênios com entidades da sociedade civil, além da capacitação de multiplicadores e campanhas educativas. Para o coordenador de Vigilância em Saúde, Nélio Morais, a medida visa fortalecer os cuidados e garantir que a população realmente adote as orientações repassadas pelos agentes. “O combate ao vetor ocorre durante todo ano. Apesar da redução das chuvas, temos que garantir e reforçar os cuidados com os possíveis criadouros do mosquito. Temos que interromper e realizar a faxina de sete em sete dias, período em que vetor torna-se adulto”, reforçou Nélio. O Aedes aegypti vive em média 45 dias, com o objetivo de alimentar-se do sangue humano e se reproduzir. A fêmea pode depositar cerca de 400 ovos, divididos nos mais diferentes locais, garantindo, assim, a proliferação da espécie. ServiçoMutirão contra o Aedes aegypti Hora: 8h Data: sexta-feira (09/06) Local: Concentração no Posto de Saúde Matos Dourado(Avenida Floriano Benevides, 391 – Edson Queiroz)Fonte: Prefeitura de Fortaleza
08 de Junho de 2017, 20:36

Apenas um bairro de Fortaleza não tem casos de chikungunya; conheça os 10 mais

Dos 119 bairros de Fortaleza apenas um (1) está livre de casos confirmadosda dengue e chikungunya. As informações são do boletim da Semana Epidemiológica 21 da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).O bairro De Lourdes é pequeno com uma população de 3.370 pessoas com cerca de 960 residências, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).10 bairros com maiores índices confirmados de chikungunya1. Jangurussu 308 pacientes2. Mondubim 271 pacientes3. Bom Jardim 219 pacientes4. Conjunto Ceará 211 pacientes5. Bom Sucesso 186 pacientes6. Granja Portugal 184 pacientes7. Barroso 170 pacientes8. Parque Genibau 157 pacientes9. Quintino Cunha 137 pacientes10. Passaré 129 pacientesFonte: Secretaria Municipal de Saúde (SMS)/Prefeitura de Fortaleza96,5% da chikungunya são de residentes na CapitalNo período de 2014 a 2017 foram anotados, ao todo, 31.250 casos de febre de chikungunya, sendo 30.158 (96,5%) de residentes na Capital e 1.092 (3,5%) de outros municípios.Os primeiros pacientes da doença em residentes na Capital cearense foram registrados no ano de 2014. Na época as investigações evidenciaram tratar-se de casos importados, considerando que os pacientes haviam viajado para áreas com circulação do vírus. Os números de janeiro a maio de 2017 representam um aumento de 95,9% em relação ao total de confirmados no mesmo período de 2016.A dengue também vem se mostrando crescente. Foram notificadas 15.507 suspeitas de dengue em Fortaleza, sendo 14.604 de residentes em Fortaleza e 903 de outros municípios.Dos residentes em Fortaleza, 6.222 (42,6%) foram confirmadas, 5.171 (35,4%) descartadas, 2.248 (15,4%) estão sendo investigadas e 963 (6,6%) são inconclusivos. No tocante ao critério de confirmação temos o seguinte quadro: 97,3% (6.059) foram confirmados por critério clínico epidemiológico e 2,7% (163) por laboratório.CombateSegundo o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio a disseminação da doença, em 2017, era algo esperando pela Pasta da Saúde."A gente fez um grupo de pesquisadores científicos para entender melhor. O comportando da chikungunya tem sido esse. Exatamente o que aconteceu no Ceará aconteceu em Pernambuco e Bahia. No primeiro ano é um comportamento mais localizado. Normalmente, no segundo ano do vírus, ele se espalha com muito mais extensão na população ainda susceptível", declara o prefeito.O gestor municipal lembra que foi criado o Comitê de Enfrentamento às Arboviroses (doenças causadas por mosquitos), que se encontra semanalmente, com a participação de mais de 50 representantes de diversos órgãos e secretarias municipais, além de entidades privadas, fomentando ações intersetoriais.Além disso, foi implementada atividade diferencial de acolhimento específicoem 19 postos de saúde, capacitação de 702 profissionais da saúde, mobilização de 12 mil idosos no programa "Senhora Faxina", campanhas educativas em escolas, formação de 27 brigadas, supervisão semanal de todos os equipamentos públicos, criação do selo "Escola Amiga da Saúde", que envolverá 790 instituições públicas e privadas de Fortaleza, entre outras.  Fonte: Diário do Nordeste
05 de Junho de 2017, 18:31

Tire suas dúvidas sobre a Chikungunya, doença que já resultou em mortes no Ceará

Enquanto o Ceará vive uma epidemia de Chikungunya, as dúvidas sobre as características da doença, os sinais e sintomas e as formas de tratamento se multiplicam entre a população. O Tribuna do Ceará reuniu as principais respostas oficiais do Ministério da Saúde que podem ajudar a população a lidar com a doença.CaracterísticasO que é Chikungunya?É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.O que significa o nome?Significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.Qual a área de circulação do vírus?O vírus circula em alguns países da África e da Ásia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde o ano de 2004 o vírus já foi identificado em 19 países. Naquele ano, um surto na costa do Quênia propagou o vírus para Comores, Ilhas Reunião e outras ilhas do oceano Índico, chegando, em 2006, à Índia, Sri Lanka, Ilhas Maldivas, Cingapura, Malásia e Indonésia.Nesse período, foram registrados aproximadamente 1,9 milhão de casos – a maioria na Índia. Em 2007, o vírus foi identificado na Itália. Em 2010, há relato de casos na Índia, Indonésia, Mianmar, Tailândia, Ilhas Maldivas, Ilhas Reunião e Taiwan – todos com transmissão sustentada. França e Estados Unidos também registraram casos em 2010, mas sem transmissão autóctone (quando a pessoa se infecta no local onde vive). Recentemente o vírus foi identificado nas Américas.Qual é a situação do Chikungunya nas Américas?No final de 2013, foi registrada transmissão autóctone em vários países do Caribe (Anguila, Aruba, Dominica, Guadalupe, Guiana Francesa, Ilhas Virgens Britânicas, Martinica, República Dominicana, São Bartolomeu, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia e São Martinho) e em março de 2014, na República Dominicana. Toda a população do continente é considerada como vulnerável, por dois motivos: como nunca circulou antes em nossa região, ninguém tem imunidade ao vírus e ambos os mosquitos capazes de transmitir a doença estão presentes em praticamente todas as áreas das Américas.Sinais e sintomasQuais os principais sinais e sintomas?Febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.Como se identifica um caso suspeito?O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas nas quais o vírus circula de forma contínua.Após a picada do mosquito, em quantos dias ocorre o início dos sintomas?De dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação.Se a pessoa for picada neste período, infectará o mosquito?Isso pode ocorrer um dia antes do aparecimento da febre até o quinto dia de doença, quando a pessoa ainda tem o vírus na corrente sanguínea. Este período é chamado de viremia.Dor nas articulações também não ocorre nos casos de dengue?Sim, mas a intensidade é menor. Em se tratando de Chikungunya, é importante reforçar que a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).Existem grupos de maior risco?O vírus pode afetar pessoas de qualquer idade ou sexo, mas os sinais e sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos. Além disso, pessoas com doenças crônicas têm mais chance de desenvolver formas graves da doença.As pessoas podem ter Chikungunya e dengue ao mesmo tempo?Sim.TransmissãoQual a diferença entre a distribuição dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus?O Aedes aegypti tem presença essencialmente urbana e a fêmea alimenta‐se preferencialmente de sangue humano. O mosquito adulto encontra‐se dentro das residências e os habitats das larvas estão mais frequentemente em depósitos artificiais (pratos de vasos de plantas, lixo acumulado, pneus, recipientes abandonados etc.).O Aedes albopictus está presente majoritariamente em áreas rurais, peri-urbanas e alimenta‐se principalmente de sangue de outros animais, embora também possa se alimentar de sangue humano. Suas larvas são encontradas mais frequentemente em habitats naturais, como internódios de bambu, buracos em árvores e cascas de frutas. Recipientes artificiais abandonados nas florestas e em plantações também podem servir de criadouros.Se um pessoa for picada por um mosquito infectado necessariamente ficará doente? Não. Em média, 30% das pessoas infectadas são assintomáticas, ou seja, não apresentam os sinais e sintomas clássicos da doença.Quem se infecta com o vírus fica imune?Sim. Quem apresentar a infecção fica imune o resto da vida.Uma pessoa doente pode infectar outra saudável?Não existe transmissão entre pessoas. A única forma de infecção é pela picada dos mosquitos.A mãe grávida transmite o vírus para o bebê?Não há evidências de que o vírus seja transmitido da mãe para o feto durante a gravidez. Porém, a infecção pode ocorrer durante o parto. Também não há evidências de transmissão pelo leite materno.É possível a transmissão por transfusão sanguínea?Com os cuidados da segurança do sangue que a rede de hemocentros no Brasil já adota para evitar transmissão de doenças por transfusão, não se considera essa via uma forma de transmissão com importância para a saúde pública.Notificação de casosJá existem casos no Brasil?Em 2014, no Brasil, entre os meses de julho e agosto, foram confirmados 37 casos de Chikungunya importados, de pacientes originários, principalmente, do Haiti e República Dominicana. Em setembro, foram confirmados dois casos autóctones no município do Oiapoque, Amapá. Ambos os casos são de residentes no município, sendo filha e pai, com início dos sintomas em 26 e 27 de agosto, respectivamente.Diante da confirmação dos casos, o município de Oiapoque, com apoio do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde do Amapá, intensificou as medidas de controle da doença. Dentre as ações, estão a busca ativa de novos casos suspeitos com alerta nas unidades de saúde e comunidade, a remoção e tratamento químico de criadouros de mosquitos Aedes aegypti, além da aplicação de inseticida (fumacê) para reduzir a densidade dos vetores. Os profissionais de saúde já receberam orientações para o manejo adequado dos pacientes.Que medidas podem ser adotadas para evitar a disseminação do vírus?O mais importante é evitar os criadouros dos mosquitos que podem transmitir a doença. Isso previne tanto a ocorrência de surtos de dengue como de Chikungunya. Quando há notificação de caso suspeito, as Secretarias Municipais de Saúde devem adotar ações de eliminação de focos do mosquito nas áreas próximas à residência, ao local de atendimento dos pacientes e nos aeroportos internacionais da cidade em que aqueles residam.A notificação de casos é obrigatória?No Brasil, sim. Os casos suspeitos de Chikungunya devem ser comunicados e/ou notificados em até 24 horas a partir da suspeita inicial. Qualquer estabelecimento de saúde, público ou privado, deve informar a ocorrência de casos suspeitos às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e ao Ministério da Saúde.DiagnósticoComo saber se de fato uma pessoa tem Chikungunya?O vírus só pode ser detectado em exames de laboratório. São três os tipos de testes capazes de detectar o Chikungunya: sorologia, PCR em tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todas essas técnicas já são utilizadas no Brasil para o diagnóstico de outras doenças e estão disponíveis nos laboratórios de referência da rede pública.Quantos laboratórios capacitados existem no Brasil? Existe algum de referência?Atualmente, o laboratório de referência para realizar o diagnóstico laboratorial do Chikungunya é o Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, localizado no Pará. Outros laboratórios de saúde pública estão em fase de treinamento para adotar o exame de detecção do vírus CHIKV.• Fluxo das amostras para laboratório de referência de acordo com a região do país:Região Norte – Instituto Evandro Chagas (IEC);Região Nordeste – Lacen/CE e Lacen/PE;Região Sudeste – Instituto Adolfo Lutz-SP, Fundação Nacional Ezequiel Dias-MG (Funed) e Fundação Oswaldo Cruz-RJ (Fiocruz);Região Sul – Lacen/PR;Região Centro-Oeste – Lacen/DF.Tratamento e prevençãoComo é feito o tratamento?Até o momento não existe um tratamento específico para Chikungunya, como no caso da dengue. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (anti-inflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.É necessário isolar o paciente?Não é necessário, o paciente deve ficar em repouso.O que as pessoas podem fazer para se prevenir?Como a doença é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue.Existe vacina?Não.Há casos em que é necessário internar a pessoa?Sim, mas apenas nos casos que apresentarem maior gravidade.Em quanto tempo o paciente se recupera?Em geral, em dez dias após o início dos sintomas. No entanto, em alguns casos as dores nas articulações podem persistir por meses. Nesses casos, o paciente deve voltar à unidade de saúde para avaliação médica.A doença pode matar?As mortes são raras. Dados da epidemia ocorrida em 2004, nas Ilhas Reunião, indicaram taxa de letalidade de 0,1% (256 mortes em um total de 266 mil casos). Entretanto, na Índia, em 2006, houve 1,3 milhão de casos e nenhuma morte registrada.Orientações em caso de suspeitaSerá adotada alguma medida em fronteiras e aeroportos?Para doenças como Chikungunya não existem medidas efetivas em fronteiras ou aeroportos, pois a pessoa pode viajar durante o período de incubação ou ser um caso assintomático. Além disso, os sintomas de Chikungunya são semelhantes aos de outras doenças. Assim, a melhor prevenção e cada pessoa buscar eliminar os criadouros de mosquitos na sua casa e vizinhança.O que a pessoa deve fazer se suspeitar que tem Chikungunya?Procurar a unidade de saúde mais próxima, imediatamente. E, fundamental: não tomar remédio por conta própria. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Somente um médico pode receitar medicamentos.O que as pessoas podem fazer para evitar a doença?Como a doença Chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros das espécies. Elas são exatamente as mesmas para o controle da dengue, basicamente, não deixar acumular água em recipientes. Entre outras medidas, são muito efetivas: verificar se a caixa d´água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta. Os procedimentos de controle são semelhantes para ambos os mosquitos.Agência Saúde Fonte: Tribuna do Ceará 
01 de Junho de 2017, 15:13

Pesquisa avalia uso da auriculoterapia no tratamento de pacientes com chikungunya

O Grupo de Atenção Integral e Pesquisa em Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa (GAIPA), ação de extensão do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará, registrou no último ano aumento da demanda de pacientes com sequelas causadas pela febre chikungunya.A partir dos resultados positivos do tratamento com o uso da auriculoterapia – um tipo de acupuntura em pontos das orelhas, sem a utilização de agulhas –, o Coordenador do GAIPA, Prof. Bernardo Diniz Coutinho, começou a desenvolver, neste ano, projeto de pesquisa vinculado ao Programa Interinstitucional de Doutorado em Ciências da Reabilitação (Dinter), parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais e a UFC.A pesquisa quer "avaliar a eficiência da auriculoterapia no tratamento da dor e da incapacidade dos pacientes com febre chikungunya", o que a prática clínica já vem demonstrando, segundo o professor.Os atendimentos foram planejados para a população residente nas áreas próximas ao Posto de Saúde Anastácio Magalhães (Rua Delmiro de Farias, 1679, Rodolfo Teófilo), território onde o GAIPA atua. As sessões de auriculoterapia ocorrem às quartas-feiras, das 14h às 16h, e às sextas-feiras, das 8h às 11h.Da população atendida pela atividade de extensão será formado o grupo que vai ter acompanhamento durante a pesquisa. Para se tornar voluntário, o paciente deve levar para a consulta encaminhamento médico de unidade de saúde ou de equipe de saúde da família ou exame laboratorial comprovando a chikunguya.Depois de triagem de 50 pacientes, eles serão acompanhados ao longo de cinco semanas, uma sessão por semana. O professor explica que, independentemente desse grupo de controle, o atendimento que o GAIPA já faz vai continuar.Ele informa que a melhora dos sintomas já pode ser notada nas primeiras aplicações da auriculoterapia, "além de ser um tratamento seguro e de baixo custo". A previsão é que no fim deste ano ou início de 2018 sejam divulgados resultados da pesquisa. "Caso os resultados da pesquisa se mostrem significativos, o serviço poderá ser ampliado para a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), via formação e treinamento dos profissionais da atenção básica", diz.SAIBA MAIS – O GAIPA também atua na comunidade do bairro Rodolfo Teófilo ministrando práticas corporais, como os exercícios de Qigong e meditação na Lagoa do Porangabuçu. Outras informações podem ser obitidas na página do GAIPA no site do Departamento de Fisioterapia e na página do Grupo no Facebook.Fonte: Portal da UFC
24 de Maio de 2017, 15:50

Comitê de arboviroses apresenta ações de prevenção ao Aedes aegypti

A Prefeitura de Fortaleza realizou, na manhã desta terça-feira (23/05), a reunião semanal do comitê de políticas públicas para prevenção e ações de combates de arboviroses na Capital. O encontro aconteceu no Paço Municipal e contou com a presença de especialistas em Saúde e secretários municipais.Durante a reunião, a secretária adjunta da Saúde de Fortaleza, Itamárcia Araújo, apresentou os dados que apontam os locais mais preocupantes com relação ao foco do mosquito Aedes aegypti. Cemitérios, galpões, lava jatos, sucatas e garagens de ônibus estão na lista. A gerente administrativa do Sindiônibus, Maria José Luz participou da reunião. “Nós, do setor produtivo, estamos sentindo muito essa epidemia e preocupados com isso, já fazemos uma série de fiscalizações. Mas estamos aqui para deixar o Sindiônibus à disposição para entrar nessa luta”, afirmou.Dados da Secretaria Municipal da Saúde mostram que 47 óbitos já foram registrados em Fortaleza em virtude da chikungunya. Trinta e cinco deles foram em pessoas com mais de 70 anos. Os bebês também merecem cuidados especiais. Além dos sintomas relatados, como febre, dores nas articulações e pequenas bolhas, alguns casos aparecem com lesões graves semelhantes a queimaduras com escamação na pele. “Estamos com várias frentes de trabalho, capacitando pessoas, multiplicando informações para eliminar o mosquito. Esse trabalho acontece há decadas”, explicou Itamárcia Araújo.Desde o ano passado, a Prefeitura de Fortaleza intensificou as ações de combate e prevenção ao Aedes aegypti. Somente em 2016, foram mais de 48.300 ações contra arboviroses. Em 2017, 27 novas brigadas já foram criadas e 219 exposições foram realizadas, atingindo um público médio de 24 mil pessoas. Além disso, 12 mil idosos que participam dos trabalhos sociais do Corpo de Bombeiros trabalham como multiplicadores e ajudam a combater o mosquito. Em setembro, por iniciativa da Secretaria Municipal de Educação, o Selo Escola Amiga da Saúde premiará as escolas que tiverem trabalho efetivo de combate ao Aedes. No último dia 9, uma grande campanha publicitária foi lançada para conscientizar os moradores quanto aos focos dos mosquito.Durante a reunião do comitê, o professor Henrique Pequeno, da Universidade Federal do Ceará, apresentou o aplicativo Aedes em Foco. Por meio da ferramenta gratuita, os usuários poderão, por exemplo, mapear possíveis focos em sua residência ou vizinhança e receber informações sobre como proceder ao longo do ciclo de vida do mosquito. Técnicos do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor) também apresentaram o aplicativo “Xô, Mosquito!”, disponível para dispositivos móveis. O Iplanfor reuniu no aplicativo informações sobre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, formas de prevenção e check list de medidas preventivas.Fonte: Prefeitura Municipal de Fortaleza
23 de Maio de 2017, 21:35

Aedes consegue transmitir zika, dengue e chikungunya na mesma picada, diz estudo

Um novo estudo da Universidade Estadual do Colorado (CSU, sigla em inglês) descobriu que o mosquito Aedes aegypti consegue transmitir múltiplos vírus em uma única picada, como os da dengue, zika e chikungunya. Os resultados foram publicados na revista "Nature Communications" nesta sexta-feira (19).Os pesquisadores acreditam que os resultados jogam luz sobre como ocorre uma coinfecção - quando uma pessoa é atingida por duas ou mais doenças ao mesmo tempo. Eles dizem que o mecanismo ainda não é compreendido totalmente e que pode ser bastante comum em áreas afetadas por surtos, como o Brasil.LEIA MAIS: Colombianos encontram zika, dengue e chikungunya em um único pacienteA equipe da CSU infectou os mosquitos em laboratório com os três tipos de vírus, depois realizaram testes para verificar qual a taxa de transmissão. De acordo com o estudo, ainda não há uma razão para acreditar que uma coinfecção possa ser mais grave do que ser atingido por um só vírus. As pesquisas sobre o assunto são escassas.O primeiro relato de coinfecção por chikungunya e dengue ocorreu em 1967, segundo o estudo. Recentemente, há registros de pacientes que tenham contraído a zika, dengue e a chikungunya ao mesmo tempo na América do Norte e Sul.A líder da pesquisa, Claudia Ruckert, pós-doutora do laboratório de doenças infecciosas e artrópodes da CSU, diz que a equipe chegou ao resultado de que é possível uma coinfecção, mas que a transmissão dos três vírus simultaneamente é mais raro."Infecções de dois vírus, no entanto, são bastante comuns, ou mais comuns do que poderíamos imaginar", disse.Próximos passosOs pesquisadores querem, a partir de agora, tentar descobrir se algum desses vírus é dominante e consegue "superar" os outros dentro do organismo dos mosquitos. "Todos os três vírus se replicam em uma área muito pequena do corpo do mosquito", explicou Ruckert. "Quando os mosquitos são infectados por dois ou três diferentes vírus, não há quase nenhum efeito sobre o que eles podem fazer um com o outro no mesmo mosquito.""Baseado no que eu sei como virologista, epidemiologista e entomologista, eu penso que os vírus querem competir ou ajudar entre si de alguma forma", disse Greg Ebel, coautor da pesquisa. "Todos esses vírus têm mecanismos para suprimir a imunidade dos mosquitos, o que pode ser feito em sinergia. Por outro lado, todos eles provavelmente exigem recursos semelhantes dentro das células infectadas, o que pode gerar uma concorrência", completou.Ruckert diz que não há qualquer evidência forte de que uma coinfecção possa resultar em sintomas ou um quadro clínico mais grave.No entanto, as descobertas sobre casos de dois ou mais vírus no mesmo paciente são contraditórias, diz o estudo.Uma equipe da Nicarágua analisou um grande número de coinfecções, mas não observou mudanças na hospitalização dos pacientes ou no estado clínico. Outros estudos, porém, encontraram uma possível ligação entre uma múltipla infecção com complicações neurológicas.A equipe da CSU levanta, ainda, outra possibilidade: que as coinfecções em seres humanos não tenham sido diagnosticadas da maneira certa."Dependendo de como os diagnósticos são usados, e dependendo de como os médicos pensam, é possível que a presença de um segundo vírus não seja notada", avaliou Ruckert. "Isso pode definitivamente conduzir uma interpretação errada da gravidade da doença".Além de analisar essa relação entre os diferentes vírus no corpo dos mosquitos, a pesquisa pretende, mais tarde, inserir o responsável pela febre amarela nos testes.Fonte: G1
19 de Maio de 2017, 15:36

Ceará registra casos de bebês em que efeitos da chikungunya se parecem com queimaduras

A Sociedade Cearense de Pediatria (Socep) emitiu documento científico alertando sobre as diferenças entre as manifestações da febre chikungunya em bebês e adultos. A doença conhecida por causar dores nas articulações, que atravessa epidemia no Ceará, apresenta lesões na pele em crianças substancialmente diferentes do observado nos adultos, sobretudo nos menores de seis meses de idade, destaca o documento assinado pelo médico Robério Dias Leite, presidente do Departamento Científico de Infectologia da Socep. O surgimento de bolhas torna necessário o tratamento em centros especializados, dotados de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), principalmente quando as vítimas são crianças menores de seis meses. A entidade ainda destaca o risco que correm recém-nascidos de mães que tenham chegado ao parto ainda em estágio de transmissão da doença.Entre os riscos, estão as reduções no número de linfócitos e plaquetas no sangue dos bebês. “As complicações incluem hemorragia cerebral, estado epiléptico e falência múltipla de órgão”, afirma a Socep.Entre as cinco mortes já confirmadas este ano encontra-se um recém-nascido de 10 dias, divulgou a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), na semana passada.Para impedir esse quadro, a Socep destaca a importância do combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. Recomendação específica para recém-nascidos é o uso de “mosquiteiros”, uma vez que o uso de repelentes em menores de seis meses não é indicado. Para os bebês maiores dessa idade, a Socep recomenda o uso de repelentes.O alerta vem em meio ao registro de epidemia no Estado. Somente neste ano, foram notificados 8.667 casos, 1.867 já confirmados. Mais da metade dos casos ocorrem em Fortaleza — eram 5.483 só até abril. Em 2016, foram 31.504 casos em 139 dos 181 municípios do Estado.Somente em 2014 foram registrados os primeiros casos da doença no Ceará — todos em transmissões ocorridas fora do Estado. Apenas em 2015 surgiram as primeiras transmissões autóctone.Comumente, a chikungunya se manifesta com febre, de 39 ou 40 graus. É acompanhada de mal-estar, dores de cabeça e musculares, manchas avermelhadas e a dor aguda nas articulações — principalmente, em joelhos, tornozelo, mãos, cotovelos e ombros. Este sintoma é a grande diferença para a dengue, também transmitida pelo Aedes aegypti e que causa dores mais moderadas.Saiba mais:Confira na íntegra o documento científico da Socep clicando aqui.Fonte: Tribuna do Ceará
18 de Maio de 2017, 18:37

Terapias naturais podem melhorar ou prevenir os sintomas da chikungunya

O surto de febre chikungunya no Estado faz com que as pessoas busquem terapias alternativas para melhorar ou prevenir os sintomas que podem se estender por meses após adquirir a doença. Uma estratégia para quem quer evitar a picada do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, é usar repelentes de longa duração e até alternativas naturais, como a citronela. Segundo a farmacêutica do Conselho Regional de Farmácia do Ceará, Nirvana Monteiro, a citronela só repele os mosquitos enquanto exala cheiro, ou seja, menos de uma hora na pele. O extrato de propólis pode ser um aliado nessa prevenção, como explica Nirvana.A pesquisa não tem comprovação, mas a farmacêutica diz que os componentes fazem bem para o corpo, podendo ser consumido por pessoas adultas sem problemas. O ideal é tomar 30 a 40 gotas diluídas em água sem cloro a cada seis horas.De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, foram registrados 6.217 casos da febre chikungunya no estado. A doença causa dores no corpo e principalmente nas articulações. É importante tomar apenas o remédio receitado pelo médico.A farmacêutica, que também é nutricionista, fala sobre os sucos de frutas e legumes que popularmente estão sendo usados para combater as dores em quem já adquiriu a doença. “A goiaba é rica em vitamina C, então está aí ajudando, aumentando a resistência imunológica”, exemplifica.Ela destaca que não existem pesquisas que comprovem a relação direta desses alimentos com o combate a dores nas articulações causadas pela chikungunya, mas há relatos de pessoas que se sentem melhor após consumi-los. As receitas de suco variam: misturam rodelas de inhame com maçã ou goiaba e mel.Doze mil casos da chikungunya seguem em investigação no Ceará e nenhuma morte foi registrada. Em caso de dores no corpo e nas articulações, febre e manchas, o ideal é buscar fazer o exame que identifica a doença.Fonte: Tribuna do Ceará
16 de Maio de 2017, 13:41

Nuteds abre seis cursos na área de saúde, incluindo um sobre zika, dengue e chikungunya

O Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde (Nuteds) da UFC está com inscrições abertas para seis cursos de capacitação em saúde, com os temas: "Educação a distância on-line para a área de saúde", "Capacitação sobre zika, dengue e chikungunya para profissionais de saúde", "Contexto atual da telessaúde e da telemedicina no Brasil", "Curso introdutório à informática em saúde", "Capacitação para profissionais em telessaúde" e "Capacitação sobre diabetes mellitus para profissionais de saúde".Promovida em parceria com o Programa Telessaúde Brasil Redes, a iniciativa oferece 11 mil vagas para todo o Brasil. As inscrições ficam abertas até o preenchimento das vagas. Interessados devem acessar o formulário de inscrição específico para cada curso no site do Nuteds.As informações de acesso serão enviadas em até 72 horas após o preenchimento do formulário. Todos os cursos são gratuitos e autoinstrucionais, ou seja, podem ser realizados conforme o ritmo de cada cursista.Inscrições e mais detalhes sobre os cursos podem ser conferidos no site do Nuteds. Fonte: Portal UFC
15 de Maio de 2017, 15:29