Cientistas criam método mais rápido e barato para detectar zika

Uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu desenvolver um teste mais rápido e barato capaz de detectar o vírus da zika em mosquitos e em amostras humanas. Além de ser uma alternativa para diagnosticar pacientes no futuro, o método pode desempenhar um papel importante no monitoramento da chegada do vírus a novas regiões do mundo.A pesquisa, liderada por pesquisadores do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Patologia da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, usou um método chamado LAMP (sigla para amplificação isotérmica mediada por loop, em inglês).A brasileira Tereza Magalhães, pesquisadora da Universidade do Estado do Colorado e uma das autoras do estudo, explica que o teste desenvolvido é parecido com um outro método atualmente utilizado na detecção de zika chamado RT-PCR (sigla para reação de transcrição reversa seguida por reação em cadeia da polimerase). Esse teste amplifica o material genético do vírus presente na amostra para que ele se torne detectável. Trata-se de um teste caro, de alta complexidade que exige profissionais treinados e laboratórios especiais."É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância"O método LAMP também detecta o material genético do vírus, porém sem a necessidade de equipamentos sofisticados, materiais purificados e temperaturas distintas. Além disso, os resultados podem ser visualizados a olho nu por mudanças de cor. "Tudo isso facilita imensamente a realização do teste e minimiza bastante o custo e o tempo em comparação à PCR", afirma Tereza."Com o LAMP, você não precisa da sofisticação de uma máquina", diz o professor Joel Rovnak, um dos autores do estudo. Isso tornaria o método mais viável em países em desenvolvimento atingidos pelo vírus. Segundo os pesquisadores, o teste seria importante para determinar políticas públicas de prevenção em locais onde fossem identificados mosquitos infectados, mesmo antes de surgirem casos em humanos.Mosquitos e amostras humanasDe acordo com Tereza, o teste teve resultados excelentes em amostras de mosquitos e em amostras biológicas humanas artificialmente inoculadas com zika. O método também teve sucesso em testes de amostras de pacientes do Brasil e da Nicarágua. Porém neste caso, segundo Tereza, os resultados foram melhores quando foi utilizado o RNA purificado do vírus, em vez de amostras sem purificação. É possível que o teste tenha de ser aprimorado especificamente para cada tipo de amostra, como de sangue, sêmen, saliva ou urina.Hoje, o teste está sendo aplicado em amostras de mosquito coletados em campo e também em novos pacientes infectados com o vírus da zika. "É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância, se houver interesse" afirma Tereza.A pesquisadora lembra que o diagnóstico de zika ainda representa um desafio de saúde pública, principalmente por causa dos sintomas muito parecidos com outras arboviroses, como dengue e chikungunya. Poucos serviços realizam os testes moleculares através de RT-PCR, devido à complexidade do método. E os testes sorológicos, que detectam os anticorpos contra o vírus, são problemáticos por terem altos índices de reação cruzada com outros vírus transmitidos por mosquitos, especialmente o da dengue."A verdade é que o diagnóstico para essas arboviroses representa um grande problema e desafio para o Brasil que merece muito, mas muito mais atenção", diz a pesquisadora.Vírus africano x vírus asiáticoO novo teste também é capaz de distinguir se o vírus é da linhagem africana ou asiática. A comunidade científica acredita que o vírus asiático - que chegou ao Brasil vindo da Polinésia Francesa e, a partir daqui, se espalhou pelo mundo - seja mais perigoso e tenha uma associação mais forte com o surgimento de casos de microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas. Daí a importância de se distinguir qual a linhagem presente em cada região.Fonte: G1 - Bem Estar
05 de Maio de 2017, 13:52

Carro fumacê reforça ações de combate ao Aedes em Fortaleza

A Prefeitura de Fortaleza tem intensificado as ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor da Chikungunya, Dengue e Zika. Entre as atividades de reforço está, em parceria com o Governo Estado do Ceará, a utilização do carro fumacê nos bairros de maior incidência do mosquito. A Secretaria Municipal da Saúde iniciou esta ação no dia 24 de abril, seguindo por todo o mês de maio. Foram realizadas atividades nos bairros: Vicente Pinzón, Centro, Luciano Cavalcante, Montese, Conjunto Ceará, Henrique Jorge, Bom Sucesso e Autran Nunes.O fumacê, nome popular para a pulverização espacial UBV, é um procedimento que consiste na liberação via aérea de gases, que agem, por contato, atingindo os mosquitos adultos em vôo. A ação do produto só é efetiva quando o inseticida está em suspensão no ar e só mata o mosquito. O inseticida não mata as larvas do Aedes aegypti, que estão em caixas d’água, potes, baldes, pneus, lajes. Cerca de 90% dos focos estão localizados nas residências. Para o gerente da célula de vigilância ambiental, Nélio Morais, a pulverização espacial vem reforçar as ações de combate. “A passagem do fumacê não diminui a necessidade da eliminação dos potenciais focos do mosquito. Por isso, as famílias devem também fazer sua parte no combate ao Aedes aegypti. A população precisa participar, evitando que suas residências se tornem possíveis criadouros do mosquito”, destacou Nélio.Neste período do ano ocorrem os picos de transmissão, devidos fatores naturais, com as condições climáticas e ambientais, favorecendo assim a proliferação do vetor, uma vez que o ciclo de reprodução do mosquito é encurtado. O Aedes vive em torno de 45 dias, com um único objetivo: alimentar-se por meio do sangue humano e a reprodução. A fêmea pode depositar cerca de 400 ovos, divididos em mais diferentes locais, garantindo assim a perpetuação da espécie.A Prefeitura tem adotado diversas atividades preventivas como a criação do comitê intersetorial de combate ao mosquito, a coleta por meio das operações “Inverno” e “Quintal Limpo” e a “operação Foco no Foco”. Esta última intervenção seleciona os 100 mil imóveis mais críticos da Cidade para serem visitados frequentemente, permitindo um acompanhamento e controle destes locais por meio de monitoramento.Fonte: Prefeitura de Fortaleza
02 de Maio de 2017, 20:54

UFC desenvolve aplicativo que facilita controle dos focos do Aedes aegypti

Você sabia que 80% dos focos do Aedes aegypti estão nas residências? Na tentativa de ajudar a população no combate ao mosquito, a Universidade Federal do Ceará,(UFC) desenvolveu o aplicativo “AedesEmFoco”.O objetivo é de facilitar o controle dos focos do mosquito dentro de casa por ações da própria população. Basta colocar o endereço do local, que o app vai dar instruções sobre todos os pontos das residências que devem ser vistoriados uma vez por semana. Ele tem até alarme para não esquecer.Através do aplicativo, também é possível fazer denúncia de outros locais que podem ter foco do mosquito. É só tirar uma foto do ambiente, anexar no dispositivo junto com o endereço do lugar. As informações são repassadas em tempo real para o poder público. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado em qualquer celular.Veja todos os detalhes no vídeo do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT.Fonte: Tribuna do Ceará
02 de Maio de 2017, 20:51

Escolas que combaterem o Aedes receberão selo

Escolas da rede municipal de Fortaleza que desenvolverem medidas de combate aomosquito Aedes aegypti receberão, a partir deste ano, o "Selo Escolas Amigas da Saúde", lançado ontem pela Secretaria Municipal de Educação (SME). A estratégia faz parte de um conjunto de ações da Prefeitura de Fortaleza para o controle das arboviroses na Capital. Na área da Educação, além da entrega do certificado, serão formadas brigadas contra o vetor nas instituições de ensino e a inclusão da temática nos processos de capacitação de professores e gestores.Segundo o último boletim da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), datado de 20 de abril, a Capital já registrou, neste ano, 2.856 casos de dengue, 3.690 de chikungunya e 60 casos suspeitos de zika.Segundo Lucidalva Bacelar, coordenadora da área de Gestão Escolar da SME, o selo foi criado para incentivar a mobilização dentro dos colégios e fomentar a participação não só dos alunos, mas também dos pais, educadores, gestores e da comunidade. Cada unidade deverá elaborar um plano com ações que serão executadas ao longo do ano dentro e no entorno da escola. Casas, comércios, igrejas e outros estabelecimentos da região também devem ser alvo do trabalho.Impacto"Para que a escola receba o selo, ela precisa atender a indicadores de impacto, que serão verificados através das informações oficiais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) sobre a situação epidemiológica de cada local", explica Lucidalva Bacelar."Vamos ver como era antes do processo e ao fim dele. As escolas devem trabalhar no entorno da instituição, ou pelo menos na quadra onde está, fazendo visitas às casas, entregando panfletos, promovendo rodas de conversa", acrescenta. Conforme Lucidalva, haverá, ainda, uma avaliação estratégica das ações com base em portfólios que as unidades deverão entregar.A coordenadora afirma que o selo será um credenciamento concedido pelo poder público às escolas que cumprirem seu papel social junto às comunidades. "É um certificado daquela escola ressaltando sua responsabilidade social. E este selo deve ser entregue de forma que fique afixado na escola e possa ser usado em seu portfólio", diz.As escolas que quiserem participar do processo devem se inscrever até o dia 5 de maio. A expectativa é que os selos sejam entregues às instituições selecionadas em setembro.CapacitaçãoOutra estratégia articulada pela SME para o combate do Aedes aegypti será a continuidade das brigadas contra o mosquito nas escolas e nos prédios do órgão. Criada no ano passado, a ação deve ser fortalecida nos próximos meses, com a formação de uma brigada em cada colégio do Município e nas demais instituições da rede. Ao mesmo tempo, professores e educadores das unidades passarão a receber, em suas capacitações, informações sobre arboviroses. "Também vamos incluir essa temática na jornada escolar, através do novo Mais Educação. Nas duas horas semanais no contra-turno, uma vai ser usada para trabalhar com arboviroses", destaca Lucidalva.Fique por dentroGoverno Federal lança programa em BrasíliaTendo como um dos focos o combate ao Aedes aegypti, também foi lançado ontem (25), desta vez em Brasília, o novo edital do ProgramaSaúde na Escola, do Governo Federal. A iniciativa visa ao repasse de recursos para a realização, nas escolas de todo o País, de ações dedicadas à melhoria da saúde dos estudantes. As medidas incluem, além da prevenção contra as doenças causadas pelo vetor, atualização do calendário vacinal dos alunos, incentivo à alimentação saudável e à prática de exercícios, cuidados com a saúde bucal, dentre outros.No Ceará, todos os 184 municípios estão cadastrados na fase atual do programa. A nova adesão deverá ser feita a partir do dia 2 de maio até 14 de junho.Fonte: Diário do Nordeste - Cidade
26 de Abril de 2017, 15:14

Pesquisas sobre sorotipos de dengue têm resultados falhos

As pesquisas laboratoriais em relação às manifestações da dengue no Ceará ainda apresentam resultados insuficientes em relação aos sorotipos virais responsáveis pelo desencadeamento da doença. Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), no último dia 20 de abril, até então, das 251 amostras coletadas para a análise viral, foi isolado somente o sorotipo DENV-1, em 8 das amostras, mostrando que o vírus especificado circula nos municípios de Alto Santo, Aquiraz, Fortaleza, Iracema e Maranguape.A dengue pode ser desencadeada por quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Clinicamente falando, todos são capazes de gerar os mesmos quadros, desde as formas mais brandas da doença, até as mais severas. Contudo, o próprio boletim do órgão estadual ressalta que a baixa tipificação viral observada nas pesquisas implementadas durante este ano comprovam a necessidade de melhorias da informação sobre a distribuição do sorotipo predominante.De acordo com o documento, é de vital importância o monitoramento da circulação viral, cujo objetivo de identificar de forma permanente os sorotipos que circulam no Ceará.AvançoQuestionada sobre o fato de não termos ainda resultados mais relevantes sobre os tipos de vírus da dengue que circulam no Ceará, a Sesa, através da assessoria de imprensa, esclareceu que "a vigilância virológica, realizada pelo Laboratório Central (Lacen), da rede estadual, foi implantada no Ceará em 1998, representando um grande avanço para a vigilância de dengue em nosso Estado. No período de 2001 a 2017 foram isolados os quatro sorotipos".Segundo ainda a assessoria, "observa-se uma circulação importante do sorotipo DENV-3 nos anos de 2003 a 2007. Nos anos de 2008 e 2009, o DENV-2 circulou de forma predominante. Em 2010 e 2011, o sorotipo DENV-1 voltou a circular de forma importante.Em 2011, o sorotipo DENV-4 foi introduzido e isolado em apenas 0,9% das amostras. Em 2013, o sorotipo DENV-4 predominou com mais de 96,7% dos isolamentos. Em 2014, foram isolados o DENV1 em 54,2%, DENV4 em 43,2% e o DENV3 em 2,6 %. Nos anos seguinte temos predominância da circulação do DENV1 no Estado".Em relação ao que falta para o avanço das pesquisas, a Sesa diz que "a pesquisa para detecção dos sorotipos circulantes da dengue acontece desde 1998". Explica que, "no que se refere ao tratamento, os resultados de exames específicos para diagnóstico das Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika) não deverão estar atrelados ao manejo clínico dos casos suspeitos".Conhecer as tipologias dos vírus circulantes na região é importante para se ter um quadro exato sobre a situação enfrentada em relação à doença, conforme explica o médico infectologista Anastácio Queiroz. "Primeiro temos que saber se está circulando a dengue. Daí, a identificação é para que você saiba o que está acontecendo", afirma.TempoSegundo ele, os motivos pelos quais poucas amostras podem ter manifestado a carga viral da dengue é o tempo em que foram coletadas, podendo ter sido já depois do período de circulação do vírus no organismo da pessoa analisada. "Na realidade, é possível que aquele paciente não estivesse mais em período de viremia, ou não era dengue", coloca.Os quatro sorotipos de vírus da dengue já circularam no Ceará, contudo, os ciclos de aparecimento são diferentes. "Sempre um dos sorotipos circula com maior intensidade e poucas vezes há mais de um ao mesmo tempo. Nós os consideramos todos como iguais no sentido da manifestação da doença. Às vezes se tem manifestações um pouco diferentes, mas depende também da pessoa infectada. Como no Ceará temos um percentual muito alto da população que já teve dengue e, se for contaminada por um outro sorotipo, as chances de se ter uma doença mais severa são maiores", esclarece Anastácio Queiroz.PlanoAinda ontem, a Sesa tornou público o Plano Estadual de Vigilância e Controle das Arboviroses, que abrange as infecções por dengue, zika e chikungunya. O documento foi lançado em novembro de 2016, delegando as responsabilidades estaduais, regionais e municipais no que diz respeito às ações de vigilância epidemiológica, vigilância laboratorial e controle vetorial das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.Além disso, a Sesa publicou ainda nova nota técnica para o manejo dos casos suspeitos das arboviroses, chamando atenção para que os médicos e profissionais de saúde a não prescreverem corticoide, anti-inflamatórios não esteroides ou aspirina no caso de suspeita de alguma das doenças na fase aguda.Neste ano, já foram confirmados até o presente momento 4.052 casos de dengue no Ceará, além de dois óbitos. Em relação às outras arboviroses, já são 6.217 pacientes confirmados com a febre chikungunya, com uma morte registrada em Fortaleza. Já a zika infectou 54 pessoas em quatro municípios cearenses, Caucaia, Independência, Fortaleza e Brejo Santo. Fonte: Diário do Nordeste
25 de Abril de 2017, 17:48

Dengue, chikungunya e zika: casos aumentam 21% em uma semana no Ceará

Os casos confirmados de dengue, chikungunya e zika chegam a 10.323 até o momento em 2017, no Ceará, conforme a semana epidemiológica (SE) 16. Os números divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) tiveram um aumento de 21% em uma semana. No boletim passado (SE 15), os casos confirmados foram de 8.505.Das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a febre de chikungunya registrou o maior número de casos confirmados, com 6.217. Os municípios com as maiores taxas de incidência dos casos confirmados (acima de 300 por 100 mil habitantes) são Baturité, Catarina, Tejuçuoca, Aracoiaba, Ocara e Pentecoste. Fortaleza confirmou, até o momento, 3.690 casos e um óbito por causa da doença, o único do Estado.As confirmações de dengue no Ceará chegam a 4.052, segundo o boletim da Sesa. os municípios de Alto Santo, Farias Brito, Iracema e Tabuleiro do Norte apresentam alta incidência dos casos confirmados. Até o momento em 2017, a doença matou duas pessoas nos municípios de Fortaleza e Maracanaú.De acordo com o boletim, foram confirmados 54 casos de zika no Ceará. Destacam-se os municípios de Caucaia, Independência, Fortaleza e Brejo Santo com 181, 88, 69 e 22 casos notificados, respectivamente, o que resulta em 68,2% (382/560) das notificações do Estado.Fonte: O Povo
24 de Abril de 2017, 19:56

Pesquisadora estuda dores crônicas após chikungunya

Pesquisadora cearense estuda as dores causadas pela febre chikungunya semanas após a picada do mosquito. A tese analisada pela acupunturista e anestesiologista Fabiana Freire é de que o vírus afeta o sistema neurológico e, por isso, os sintomas se tornam crônicos. Se ela estiver correta, o tratamento aplicado atualmente está incompleto, já que analgésicos e anti-inflamatórios são ineficazes nesse tipo de dano.A médica está acompanhando a evolução da doença em cem pessoas. “O enfoque é ver o que está causando a dor crônica. Entre os pacientes de chikungunya, 50% estão tendo cronificação. É um índice muito alto”, comentou. Ontem, pacientes foram trazidos de Independência, a 309 km de Fortaleza, para serem submetidos a exames por Fabiana. A Cidade é uma das que têm maior manifestação da febre no Ceará. A análise inclui pessoas com dor aguda, nos 14 primeiros dias da doença, e crônica, aquela que permanece após três meses.A contadora Maria José Ferreira, 57, foi submetida à análise da pesquisadora. “Já tem quatro meses que sinto dor e inchaço por causa da chikungunya. Já me passaram corticoide, analgésico e anti-inflamatório, que diminuíram o incômodo, mas ainda dói”, relatou.Além de responder questionário sobre o estágio atual das dores, a contadora passou por termografia, procedimento que mede a perda de calor do corpo e identifica as zonas de maior incidência dos incômodos. A câmera infravermelha destaca áreas mais aquecidas e mais frias. “O que vejo são as assimetrias”, explicou a anestesiologista.TratamentoSegundo a pesquisadora, a dor causada pela chikungunya está sendo tratada como inflamação articular, enquanto os pacientes relatam dores meses após o contágio. “A dor pode virar crônica por ter esse componente neuropático que não está sendo tratado adequadamente”, disse.Segundo ela, o tratamento ideal deveria ser complementado com moduladores de dor, com antidepressivos e anticonvulsivantes. A terapia inclui ainda técnicas de acupuntura, explicou a médica. “A dor cronifica se não for tratada adequadamente. Quanto antes a identificarmos, mais reversível será o quadro”, explicou.-->-->Saiba maisConforme O POVO publicou no dia 11, de janeiro a março do ano passado, a chikungunya teve 549 confirmações em Fortaleza. No primeiro trimestre deste ano, a Capital já teve 1.783 casos, ou seja, o número mais que triplicou (224%).O quadro clínico da chikungunya é caracterizado por dor intensa nas articulações, principalmente, pés e mãos, incluindo dedos, punhos e tornozelos, e febre acima de 38,5°C na fase aguda.O POVO onlineSaiba detalhes sobre a chikungunya bit.ly/chikungunyaopovoFonte: O Povo
20 de Abril de 2017, 15:39

UFC lidera esforços para criação de rede estadual de combate ao Aedes aegypti

A Universidade Federal do Ceará está liderando esforços para a criação de uma rede estadual de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Na manhã de segunda-feira (17), foi realizada uma reunião com  secretarias e órgãos estaduais e municipais para apresentar o programa Aedes em Foco, encampado pela UFC.A expectativa é que o Governo do Estado analise a viabilidade de apoiar o programa, com aplicação em todos os municípios, especialmente através de escolas públicas.O Aedes em Foco é coordenado pela Pró-Reitora de Extensão, Profª Márcia Machado. O programa foi apresentado pelos professores Henrique Pequeno, do Instituto UFC Virtual, e Chico Neto, coordenador-adjunto de Comunicação Social e Marketing Institucional da Universidade. Os professores Ivo Castelo Branco, coordenador do Núcleo de Medicina Tropical da UFC, e Luciano Pamplona, vice-coordenador do Mestrado em Saúde Pública, também compareceram à reunião.Membros do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Enfrentamento a Dengue, Zika e Chikungunya, da Secretaria das Cidades, da Secretaria de Planejamento (Seplag), da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) e da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos da Prefeitura de Fortaleza estiveram no encontro.O escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em Fortaleza, a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), a Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT) também enviaram representantes."Estamos tentando integrar o Poder Público, através das secretarias de Saúde, da Educação e das Cidades, ao projeto para atuar de forma imediata e a longo prazo no combate ao mosquito", salienta Márcia Machado. Segundo ela, o projeto foi levado ao Governador do Estado, Camilo Santana, que está considerando a viabilidade de apoiá-lo. "A ideia é criar uma brigada, uma rede. O programa reforça essa relação entre a Universidade e a gestão pública, integrando também a comunidade nesse combate", afirma.O Aedes em Foco reúne um aplicativo, que permite ampliar, por meio da participação da população, os dados de georreferenciamento sobre os focos do mosquito, uma revistinha educativa, um jogo eletrônico e um curso de formação em ensino a distância. Caberá à UFC também analisar os dados que serão gerados pelo aplicativo. Para isso, a ideia é que seja criado um comitê de análise desse banco de dados, envolvendo epidemiologistas, estatísticos e alunos de mestrado e doutorado.OUTROS ENCONTROS − No próximo dia 24, haverá outra reunião, desta vez com prefeitos e secretários da Saúde do Estado, na sede da Aprece, às 8h30min. "Será, neste momento, lançada a proposta. Veremos com eles quais municípios querem participar do programa", informa a Profª Márcia Machado.Já na próxima quarta-feira (19), será feito um encontro com radialistas de todo o Estado na sede da ACERT, no qual o programa será apresentado aos comunicadores.Márcia Machado acrescenta que também será buscada a parceria com a iniciativa privada. Uma reunião com empresários será agendada, trazendo representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio), da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL) e da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC)."Empresários relatam os problemas que as doenças causadas pelo mosquito têm trazido, porque muitos trabalhadores têm se ausentado do trabalho por terem contraído uma dessas doenças. É uma situação agravante, portanto, para a economia do Estado. Por essa razão, é preciso uma parceria bastante abrangente para que as pessoas se sensibilizem. E, para isso, é necessário ter recursos financeiros", complementa.O aplicativo Aedes em Foco já foi lançado e se encontra disponível em www.aedes.ufc.br. Gratuito, o download pode ser feito para os sistemas Android e iOS.Fonte: Portal UFC 
18 de Abril de 2017, 18:18

Zika pode ser transmitida por mosquito “primo” do Aedes aegypti

São Paulo – O Aedes aegypti pode não ser mais o único mosquito a transmitir a zika. Um grupo de cientistas encontraram fragmentos de RNA do vírus em amostras de mosquitos Aedes albopictus, conhecidos popularmente como mosquito tigre asiático, coletadas na cidade de Camaçari, na Bahia.Em maio de 2015, a Organização de Saúde Panamericana divulgou um alerta sobre os primeiros casos de transmissão da zika no Brasil. Um dos estados mais afetados pelo surto foi a Bahia. Em Camaçari, 7.391 casos suspeitos de doença infecciosa como a zika foram relatados, segundo dados de 2016 da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.Devido a esses números alarmantes, os especialistas suspeitaram que outras espécies de mosquito poderiam estar envolvidas na transmissão. Até então, o Aedes aegypti era a única espécie conhecida como vetor da zika para seres humanos.Por isso, no mesmo ano, os pesquisadores coletaram ovos de mosquito encontrados em diversos bairros de Camaçari para estabelecer uma colônia de laboratório. De acordo com o estudo, os ovos coletados forneceram 20 fêmeas e 19 machos adultos de Aedes albopictus. Todos passaram por exames de análise de RNA.Após repetir os testes quatro vezes em cada amostra, os cientistas encontraram três fêmeas e dois machos do mosquito com indícios do zika. Segundo o estudo, isso significa que as fêmeas coletadas na cidade baiana foram infectadas pela zika e transmitiram fragmentos do vírus para seus descendentes.Contudo, os pesquisadores são cautelosos e ainda não afirmam que o Aedesalbopictus pode transmitir o vírus da zika verticalmente – quando uma infecção é passada do mosquito mãe para sua prole. “Detectar fragmentos de RNA sem encontrar o vírus zika vivo sugere que, ou a mãe não estava infectada com o vírus zika vivo ou que não foi capaz de transferir o vírus vivo da zika para seus ovos”, disse Chelsea Smartt, autora principal do estudo, em comunicado.Para comprovar que o mosquito é capaz de transmitir a doença, os cientistas precisam responder duas perguntas, de acordo com o estudo. A primeira é entender se o RNA da zika encontrado foi devido à contaminação durante o processamento dos mosquitos. A segunda é se esse RNA é infeccioso.“Trabalhos futuros são necessários para caracterizar o mecanismo responsável pela transferência de RNA para os ovos de Aedes albopictus e se o vírus vivo pode acompanhar isso em várias condições ainda desconhecidas”, aponta a pesquisa.Apesar de o estudo ainda ser inicial, Smartt explica que os resultados significam que o Aedes albopictus pode estar relacionado à transferência do vírus zika e deve ser motivo de preocupação para a saúde pública.“Este mosquito é encontrado em todo o mundo, tem uma grande variedade de hospedeiros e adaptou-se a climas mais frios”, disse a cientista. “O papel deste mosquito na transmissão do vírus precisa ser avaliado.”AEDES ALBOPICTUS X AEDES AEGYPTIPela foto que ilustra esta matéria, dá para ver que o Aedes albopictus tem uma aparência bem similar ao do Aedes aegypti. Ambos têm coloração preta com pequenas manchas brancas no corpo e listras brancas nas patas. Os dois são da mesma família (Aedes) e do mesmo gênero (Culicidae).As similaridades não param por aí. Como o aegypti, o albopictus tem uma relação bem próxima com os seres humanos. Nós somos fonte de alimento para essa espécie e também criamos locais de reprodução convenientes. O albopictus prefere habitar áreas urbanas, onde pode colocar seus ovos em pequenas bolsas de água.Devido a esse contato com os humanos, muitos pesquisadores já questionaram se a espécie tem a capacidade de atuar como vetor da febre amarela e da dengue. Um estudo, publicado em 1990, demonstrou em laboratório que populações do Aedes albopictus no Brasil podem transmitir a dengue.Outra pesquisa de 1993, realizada por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, observou na natureza que essa espécie de mosquito é capaz de transmitir o vírus da dengue verticalmente. As amostras de larvas usadas na análise foram coletadas no estado de Minas Gerais.CONTROLE DA POPULAÇÃOCom tantas características parecidas, o albopictus e o aegypti podem ser evitados usando as mesmas técnicas de controle de população. Uma pesquisa publicada no periódico Journal of Medical Entomology explica que as instituições públicas de saúde precisam ir além das técnicas de controle, como alertar a população sobre o cuidado com recipientes cheios de água e o uso de inseticidas, para vencer o mosquito.Segundo o estudo, o uso da genética pode ajudar na empreitada. Uma das técnicas apontadas é a da liberação de insetos com letalidade dominante. Nesse tipo de estratégia, os mosquitos masculinos são geneticamente modificados para que sua prole feminina não sobreviva. Vale notar que apenas os mosquitos fêmeas são vetores de vírus.Essa técnica já é usada no Brasil com sucesso no combate à dengue. A Biofábrica Moscamed, uma empresa que “produz” os mosquitos geneticamente modificados, revelou em 2015 que uma leva desses insetos solta em Piracicaba, no interior de São Paulo, conseguiu neutralizar 70% dos ovos do mosquito na cidade.Além disso, recentemente, a empresa Oxitec conseguiu reduzir a quantidade de mosquitos em uma área de Piracicaba com os insetos transgênicos. Em entrevista a EXAME.com em março de 2016, a companhia afirmou que a população de mosquitos em uma área tratada foi 82% menor quando comparada com um local que teve o mesmo tratamento. A Oxitec espera aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar o mosquito transgênico.Por Marina DemartiniFonte: Exame
17 de Abril de 2017, 19:49

Veja quais remédios não devem ser usados em casos de suspeita de dengue

Não à toa, alguns comerciais de remédios são acompanhados por um alerta: 'este medicamento é contra-indicado em casos de suspeita de dengue'. Isso porque, mesmo sabendo que a automedicação é um dos fatores que podem agravar as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, muitas pessoas ainda resistem a procurar um médico ao sinal dos primeiros sintomas.Os remédios que contêm dipirona, por exemplo, só devem ser utilizados após prescrição médica, pois podem diminuir a pressão ou causar manchas de pele. Segundo o médico e comentarista de saúde Luis Fernando Correia, determinadas substâncias podem ter o efeito contrário do esperado:- Remédios como alguns anti-gripais e a conhecida aspirina podem afetar a coagulação e aumentar o risco de sangramento em casos com desdobramento hemorrágico. Os anti-inflamatórios também não devem ser utilizados pelo risco de efeitos colaterais, como hemorragia digestiva e reações alérgicas.Até mesmo medicamentos à base de paracetamol, os mais usados para tratar a dor e a febre em casos de dengue, devem ser tomados rigorosamente nas doses e intervalos prescritos pelo médico. Caso seja ingerida uma dose muito alta, o paciente corre o risco de contrair uma lesão hepática.- Todas as doenças transmitidas pelo Aedes têm grau de periculosidade elevado. É importante que se procure imediatamente um atendimento especializado para acabar com qualquer dúvida em relação aos medicamentos que devem ser tomados - explica o médico, referindo-se à dengue, zika, chickungunya e febre amarela.Por: Fábio Perrota Jr.Fonte: Extra 
17 de Abril de 2017, 19:40