Aedes consegue transmitir zika, dengue e chikungunya na mesma picada, diz estudo

Um novo estudo da Universidade Estadual do Colorado (CSU, sigla em inglês) descobriu que o mosquito Aedes aegypti consegue transmitir múltiplos vírus em uma única picada, como os da dengue, zika e chikungunya. Os resultados foram publicados na revista "Nature Communications" nesta sexta-feira (19).Os pesquisadores acreditam que os resultados jogam luz sobre como ocorre uma coinfecção - quando uma pessoa é atingida por duas ou mais doenças ao mesmo tempo. Eles dizem que o mecanismo ainda não é compreendido totalmente e que pode ser bastante comum em áreas afetadas por surtos, como o Brasil.LEIA MAIS: Colombianos encontram zika, dengue e chikungunya em um único pacienteA equipe da CSU infectou os mosquitos em laboratório com os três tipos de vírus, depois realizaram testes para verificar qual a taxa de transmissão. De acordo com o estudo, ainda não há uma razão para acreditar que uma coinfecção possa ser mais grave do que ser atingido por um só vírus. As pesquisas sobre o assunto são escassas.O primeiro relato de coinfecção por chikungunya e dengue ocorreu em 1967, segundo o estudo. Recentemente, há registros de pacientes que tenham contraído a zika, dengue e a chikungunya ao mesmo tempo na América do Norte e Sul.A líder da pesquisa, Claudia Ruckert, pós-doutora do laboratório de doenças infecciosas e artrópodes da CSU, diz que a equipe chegou ao resultado de que é possível uma coinfecção, mas que a transmissão dos três vírus simultaneamente é mais raro."Infecções de dois vírus, no entanto, são bastante comuns, ou mais comuns do que poderíamos imaginar", disse.Próximos passosOs pesquisadores querem, a partir de agora, tentar descobrir se algum desses vírus é dominante e consegue "superar" os outros dentro do organismo dos mosquitos. "Todos os três vírus se replicam em uma área muito pequena do corpo do mosquito", explicou Ruckert. "Quando os mosquitos são infectados por dois ou três diferentes vírus, não há quase nenhum efeito sobre o que eles podem fazer um com o outro no mesmo mosquito.""Baseado no que eu sei como virologista, epidemiologista e entomologista, eu penso que os vírus querem competir ou ajudar entre si de alguma forma", disse Greg Ebel, coautor da pesquisa. "Todos esses vírus têm mecanismos para suprimir a imunidade dos mosquitos, o que pode ser feito em sinergia. Por outro lado, todos eles provavelmente exigem recursos semelhantes dentro das células infectadas, o que pode gerar uma concorrência", completou.Ruckert diz que não há qualquer evidência forte de que uma coinfecção possa resultar em sintomas ou um quadro clínico mais grave.No entanto, as descobertas sobre casos de dois ou mais vírus no mesmo paciente são contraditórias, diz o estudo.Uma equipe da Nicarágua analisou um grande número de coinfecções, mas não observou mudanças na hospitalização dos pacientes ou no estado clínico. Outros estudos, porém, encontraram uma possível ligação entre uma múltipla infecção com complicações neurológicas.A equipe da CSU levanta, ainda, outra possibilidade: que as coinfecções em seres humanos não tenham sido diagnosticadas da maneira certa."Dependendo de como os diagnósticos são usados, e dependendo de como os médicos pensam, é possível que a presença de um segundo vírus não seja notada", avaliou Ruckert. "Isso pode definitivamente conduzir uma interpretação errada da gravidade da doença".Além de analisar essa relação entre os diferentes vírus no corpo dos mosquitos, a pesquisa pretende, mais tarde, inserir o responsável pela febre amarela nos testes.Fonte: G1
19 de Maio de 2017, 15:36

Ceará registra casos de bebês em que efeitos da chikungunya se parecem com queimaduras

A Sociedade Cearense de Pediatria (Socep) emitiu documento científico alertando sobre as diferenças entre as manifestações da febre chikungunya em bebês e adultos. A doença conhecida por causar dores nas articulações, que atravessa epidemia no Ceará, apresenta lesões na pele em crianças substancialmente diferentes do observado nos adultos, sobretudo nos menores de seis meses de idade, destaca o documento assinado pelo médico Robério Dias Leite, presidente do Departamento Científico de Infectologia da Socep. O surgimento de bolhas torna necessário o tratamento em centros especializados, dotados de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), principalmente quando as vítimas são crianças menores de seis meses. A entidade ainda destaca o risco que correm recém-nascidos de mães que tenham chegado ao parto ainda em estágio de transmissão da doença.Entre os riscos, estão as reduções no número de linfócitos e plaquetas no sangue dos bebês. “As complicações incluem hemorragia cerebral, estado epiléptico e falência múltipla de órgão”, afirma a Socep.Entre as cinco mortes já confirmadas este ano encontra-se um recém-nascido de 10 dias, divulgou a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), na semana passada.Para impedir esse quadro, a Socep destaca a importância do combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. Recomendação específica para recém-nascidos é o uso de “mosquiteiros”, uma vez que o uso de repelentes em menores de seis meses não é indicado. Para os bebês maiores dessa idade, a Socep recomenda o uso de repelentes.O alerta vem em meio ao registro de epidemia no Estado. Somente neste ano, foram notificados 8.667 casos, 1.867 já confirmados. Mais da metade dos casos ocorrem em Fortaleza — eram 5.483 só até abril. Em 2016, foram 31.504 casos em 139 dos 181 municípios do Estado.Somente em 2014 foram registrados os primeiros casos da doença no Ceará — todos em transmissões ocorridas fora do Estado. Apenas em 2015 surgiram as primeiras transmissões autóctone.Comumente, a chikungunya se manifesta com febre, de 39 ou 40 graus. É acompanhada de mal-estar, dores de cabeça e musculares, manchas avermelhadas e a dor aguda nas articulações — principalmente, em joelhos, tornozelo, mãos, cotovelos e ombros. Este sintoma é a grande diferença para a dengue, também transmitida pelo Aedes aegypti e que causa dores mais moderadas.Saiba mais:Confira na íntegra o documento científico da Socep clicando aqui.Fonte: Tribuna do Ceará
18 de Maio de 2017, 18:37

Terapias naturais podem melhorar ou prevenir os sintomas da chikungunya

O surto de febre chikungunya no Estado faz com que as pessoas busquem terapias alternativas para melhorar ou prevenir os sintomas que podem se estender por meses após adquirir a doença. Uma estratégia para quem quer evitar a picada do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, é usar repelentes de longa duração e até alternativas naturais, como a citronela. Segundo a farmacêutica do Conselho Regional de Farmácia do Ceará, Nirvana Monteiro, a citronela só repele os mosquitos enquanto exala cheiro, ou seja, menos de uma hora na pele. O extrato de propólis pode ser um aliado nessa prevenção, como explica Nirvana.A pesquisa não tem comprovação, mas a farmacêutica diz que os componentes fazem bem para o corpo, podendo ser consumido por pessoas adultas sem problemas. O ideal é tomar 30 a 40 gotas diluídas em água sem cloro a cada seis horas.De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, foram registrados 6.217 casos da febre chikungunya no estado. A doença causa dores no corpo e principalmente nas articulações. É importante tomar apenas o remédio receitado pelo médico.A farmacêutica, que também é nutricionista, fala sobre os sucos de frutas e legumes que popularmente estão sendo usados para combater as dores em quem já adquiriu a doença. “A goiaba é rica em vitamina C, então está aí ajudando, aumentando a resistência imunológica”, exemplifica.Ela destaca que não existem pesquisas que comprovem a relação direta desses alimentos com o combate a dores nas articulações causadas pela chikungunya, mas há relatos de pessoas que se sentem melhor após consumi-los. As receitas de suco variam: misturam rodelas de inhame com maçã ou goiaba e mel.Doze mil casos da chikungunya seguem em investigação no Ceará e nenhuma morte foi registrada. Em caso de dores no corpo e nas articulações, febre e manchas, o ideal é buscar fazer o exame que identifica a doença.Fonte: Tribuna do Ceará
16 de Maio de 2017, 13:41

Nuteds abre seis cursos na área de saúde, incluindo um sobre zika, dengue e chikungunya

O Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde (Nuteds) da UFC está com inscrições abertas para seis cursos de capacitação em saúde, com os temas: "Educação a distância on-line para a área de saúde", "Capacitação sobre zika, dengue e chikungunya para profissionais de saúde", "Contexto atual da telessaúde e da telemedicina no Brasil", "Curso introdutório à informática em saúde", "Capacitação para profissionais em telessaúde" e "Capacitação sobre diabetes mellitus para profissionais de saúde".Promovida em parceria com o Programa Telessaúde Brasil Redes, a iniciativa oferece 11 mil vagas para todo o Brasil. As inscrições ficam abertas até o preenchimento das vagas. Interessados devem acessar o formulário de inscrição específico para cada curso no site do Nuteds.As informações de acesso serão enviadas em até 72 horas após o preenchimento do formulário. Todos os cursos são gratuitos e autoinstrucionais, ou seja, podem ser realizados conforme o ritmo de cada cursista.Inscrições e mais detalhes sobre os cursos podem ser conferidos no site do Nuteds. Fonte: Portal UFC
15 de Maio de 2017, 15:29

Dores em virtude da chikungunya levam a procura por auxílio-doença no INSS

Os principais sintomas da chikungunya podem mitigar em alguns dias, mas, em muitos casos, as dores se estendem por meses. Por isso, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) vem recebendo diversos pedidos de auxílio-doença motivados pela doença.Se em 2015 não houve nenhuma concessão de auxílio doença para pessoas vítimas pela doença, em 2016, o número foi de 124. Ainda não há números para 2017.Uma delas foi a dona de casa Regimeire Gomes. Ela se diz aliviada por ter tido o auxílio-doença prorrogado por três meses. “Além das dores, a dificuldade no dia a dia, têm os filhos para sustentar”, diz.Até 18 de abril, 6 mil casos de Chikungunya já haviam sido confirmados. Só nas últimas duas semanas, as confirmações aumentaram 81% no Estado. Quase 60% dos acometidos estão em Fortaleza. Fonte: Tribuna do Ceará
09 de Maio de 2017, 19:37

Aedes Aegypti. 81% dos focos estão nas casas, diz prefeito

Em meio a críticas sobre os monturos de lixo espalhados pela Capital, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) afirmou que a limpeza urbana do Município está regularizada. Ele apontou que 81% dos focos do Aedes aegypti identificados em Fortaleza não estavam nas ruas, mas em ambiente doméstico. Para o chefe do executivo municipal, ainda que a Prefeitura tivesse intensificado as ações para controle do vetor neste ano, a infestação do mosquito teria ocorrido. Segundo agentes, chikungunya é a doença que mais preocupa, já que o grau de proliferação é superior ao encontrada nas maiores epidemias de dengue e zika no Estado.O prefeito e os agentes de saúde circularam neste sábado, 6, por bairros da Cidade, como Carlito Pamplona, Álvaro Weyne e São João do Tauape, reforçando o combate aos focos do mosquito. “Todos os equipamentos da Prefeitura estão com profissionais fazendo revisão de possíveis focos. A ideia é que façamos uma onda de multiplicação dessa atividade”, comentou a secretária municipal da Saúde, Joana Maciel. Ao menos uma vez por semana, a ação deve se repetir nos prédios do Município. Servidores públicos estão ainda orientados a distribuir panfletos sobre formas de combate aos criadouros. Conforme a Prefeitura, historicamente, os meses de abril, maio e junho são os de maior proliferação do Aedes. De acordo com o prefeito, a ideia é concentrar e aumentar os esforços no combate aos focos durante esse período. “Só haverá resultado se houver uma parceria com o cidadão e as instituições (privadas)”, destacou. Roberto Cláudio mostrou preocupação com os “criadouros permanentes” do mosquito, como baldes, telhas, vasos e caixas d’água. “São criadouros que passam despercebidos em casa e no ambiente de trabalho, mas acabam sendo os focos mais importantes”, apontou durante as ações do Dia D Contra o Mosquito.ChikungunyaCom 6,3 mil casos confirmados neste ano, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), agentes epidemiológicos consideram a chikungunya como um “enorme desafio” na Capital. No ano passado, Fortaleza registrou 17 mil casos da febre. “(À época,) Já não tivemos dúvida do gigantismo que era a doença”, explicou Nélio Morais, gerente da célula de vigilância ambiental e de riscos biológicos da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza.Segundo ele, a capacidade de transmissão do vetor da doença é maior que o da dengue. “Nem nas maiores epidemias de dengue do Ceará havia situação como essa que estamos enfrentando”, disse. Para o prefeito Roberto Cláudio, a doença exige atenção diferente do poder público. “A dengue, em virtude dos sintomas hemorrágicos, acaba tendo um risco maior, inclusive de morte. Entretanto, a chikungunya é mais arrastada, crônica e sintomática”, afirmou. Saiba maisIdosos no combate ao Aedes aegyptiTrês mil idosos de projeto de atividade física oferecido pelo Corpo de Bombeiros devem reforçar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti na Secretaria Regional I. A ação deve se espalhar por outras regionais de Fortaleza. Ao todo, 12 mil idosos participam da iniciativa na Capital. No mês passado, os monitores das atividades físicas diárias foram capacitados sobre como combater as arboviroses e sobre o descarte irregular de lixo. A partir da próxima semana, durante as aulas oferecidas pelos bombeiros, os monitores repassarão as orientações aos idosos para ações na comunidade de prevenção aos focos do mosquito. Fonte: O Povo
08 de Maio de 2017, 17:29

Denúncias de focos de dengue chegam a 4 mil

As denúncias de focos do mosquito Aedes aegypti estão preocupando o órgão de saúde do Município de Fortaleza. Conforme os dados da célula de Ações de Controle de Vetores da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), de janeiro até ontem foram registradas 4 mil denúncias sobre focos de proliferação do Aedes nas setes regionais. Durante todo o ano de 2016, a Pasta contabilizou 11.930 registros. Neste ano, já atingimos 36% dos dados computados em todo o ano passado.Neste mês se completa também um ano das chamadas "entradas forçadas", onde os agentes do Município entram nas residências com o apoio da um chaveiro e, no último caso, da Polícia. O recurso é utilizado após três notificações deixadas no terreno, apartamento ou prédio visitado nos quais o proprietário não atenda os avisos de contato da Regional. Apesar do alto índice de chamados, a população vem abrindo as portas para o trabalho dos agentes de endemias.De acordo com o coordenador das Ações de Controle de Vetores da SMS, Carlos Alberto Barbosa, desde o início da operação a medida só foi tomada em 14 residências. "Está havendo uma atenção maior das famílias em abrir as portas aos agentes. As denúncias são maiores de fevereiro a junho por conta do aumento das arboviroses", disse.Ainda segundo o coordenador, boa parte dos imóveis fechados estão ligados a problemas judiciais. "A gente entra em contato com os proprietários ou responsáveis legais. Eles jogam a culpa em terceiros. O que atrasa o nosso trabalho e ajuda na proliferação do Aedes", afirma.Sobre o número de profissionais para vistoriar as 4 mil denúncias, o coordenador alega que existem 1.170 agentes no combate ao mosquito. "A atuação dos profissionais está pautada nas visitas domiciliares porta a porta, na supervisão, na visita em pontos estratégicos (borracharias e sucatas) e também no controle clínico", afirma o coordenador das Ações de Controle de Vetores da SMS, Carlos Alberto Barbosa.DemoraA moradora do bairro Demócrito Rocha, Lúcia Arruda, 50, afirma que o trabalho dos agentes é demorado na região onde ela reside. "A gente sabe que eles vêm, mas é pequena a presença dos agentes", reclama. Segundo Barbosa, a SMS segue o que é repassado pelo Ministério da Saúde com visitas quinzenais em regiões com maiores índices e a cada dois meses em locais com menores notificações. "A preocupaçãomaior é com bairros da Regional I e III. Aldeota, Papicu, Meireles, Joaquim Távora, Dionísio Torres e Parquelândia apresentaram os maiores índices neste mês", diz.Os casos das doenças provenientes do mosquito Aedes aegypti na Capital já ultrapassam mais de 20 mil registros suspeitos. Só da febre chikungunya foram contabilizados 10.179 casos suspeitos, sendo 407 de residentes em outros municípios e 9.772 em Fortaleza. Dos residentes no Município de Fortaleza 4.297 (44%) dos casos foram confirmados, 589 (6%) descartados e 4.886 (50%) ainda estão sendo investigados. Os registros do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) mostram que já foram encaminhadas 12.063 amostras para pesquisa de anticorpos por teste sorológicos IgM (ELISA) chikungunya, destas 4.651 (38,4%) foram liberadas e 7.412 (61,4%) aguardam resultado.Já para dengue, a SMS contabiliza 11.216 casos suspeitos da doença, sendo 10.629 de residentes em Fortaleza e 587 de outros municípios. Dos residentes na Capital cearense, 3.434 (32,3%) notificações foram confirmadas, 2.624 (24,7%) descartadas, 3.672 (34,5%) estão sendo investigadas e 899 (8,5%) inconclusivas. Dessas, 97,5% (3.348) foram confirmados por critério clínico epidemiológico e 2,5% (86) porlaboratório.Fique por dentroLeis permitem entrada forçada em residências As regras para a entrada forçada das autoridades de saúde em residências fechadas estão na Lei nº 13.301, de 27 de junho de 2016. A iniciativa deve ser tomada apenas em situações excepcionais e visa permitir a execução das ações de controle ao mosquito Aedes aegypti e criadouros, quando há perigo iminente à saúde pública. A determinação vale enquanto durar a Emergência em Saúde Pública de ImportânciaNacional (ESPIN). A medida já estava valendo desde fevereiro do ano passado por força de medida provisória.O governador Camilo Santana também sancionou uma Lei estadual que reforça os termos da Medida Provisória do Governo Federal que autoriza a entrada forçada de agentes públicos em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados.Denúncias Solicitação de vistorias ou denúncias podem ser feitas pelo número 0800.275.1364Fonte: Diário do Nordeste
05 de Maio de 2017, 21:03

Ceará tem mais de 8 mil casos de chikungunya, 4,7 mil em Fortaleza

O Ceará já tem mais de 8 mil casos confirmados de febre chikungunya neste ano, além de 4.988 casos de dengue, segundo boletim divulgado semanalmente pela Secretaria da Saúde do Ceará. De acordo com o boletim, a dengue ocasionou três óbitos no estado neste ano, e a chikungunya, uma morte.Fortaleza concentra mais da metade dos casos de febre chikungunya no Ceará, com 4.709 casos confirmados da doença neste ano, de acordo com a Secretaria da Saúde.Como as pessoas pegam o vírus?Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue. O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.Quais são os sintomas?Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, é importante observar que o chikungunya é "muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização".Fonte: G1 - Ceará
05 de Maio de 2017, 14:10

Cientistas criam método mais rápido e barato para detectar zika

Uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu desenvolver um teste mais rápido e barato capaz de detectar o vírus da zika em mosquitos e em amostras humanas. Além de ser uma alternativa para diagnosticar pacientes no futuro, o método pode desempenhar um papel importante no monitoramento da chegada do vírus a novas regiões do mundo.A pesquisa, liderada por pesquisadores do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Patologia da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, usou um método chamado LAMP (sigla para amplificação isotérmica mediada por loop, em inglês).A brasileira Tereza Magalhães, pesquisadora da Universidade do Estado do Colorado e uma das autoras do estudo, explica que o teste desenvolvido é parecido com um outro método atualmente utilizado na detecção de zika chamado RT-PCR (sigla para reação de transcrição reversa seguida por reação em cadeia da polimerase). Esse teste amplifica o material genético do vírus presente na amostra para que ele se torne detectável. Trata-se de um teste caro, de alta complexidade que exige profissionais treinados e laboratórios especiais."É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância"O método LAMP também detecta o material genético do vírus, porém sem a necessidade de equipamentos sofisticados, materiais purificados e temperaturas distintas. Além disso, os resultados podem ser visualizados a olho nu por mudanças de cor. "Tudo isso facilita imensamente a realização do teste e minimiza bastante o custo e o tempo em comparação à PCR", afirma Tereza."Com o LAMP, você não precisa da sofisticação de uma máquina", diz o professor Joel Rovnak, um dos autores do estudo. Isso tornaria o método mais viável em países em desenvolvimento atingidos pelo vírus. Segundo os pesquisadores, o teste seria importante para determinar políticas públicas de prevenção em locais onde fossem identificados mosquitos infectados, mesmo antes de surgirem casos em humanos.Mosquitos e amostras humanasDe acordo com Tereza, o teste teve resultados excelentes em amostras de mosquitos e em amostras biológicas humanas artificialmente inoculadas com zika. O método também teve sucesso em testes de amostras de pacientes do Brasil e da Nicarágua. Porém neste caso, segundo Tereza, os resultados foram melhores quando foi utilizado o RNA purificado do vírus, em vez de amostras sem purificação. É possível que o teste tenha de ser aprimorado especificamente para cada tipo de amostra, como de sangue, sêmen, saliva ou urina.Hoje, o teste está sendo aplicado em amostras de mosquito coletados em campo e também em novos pacientes infectados com o vírus da zika. "É possível, após esses estudos, que tenhamos uma ideia melhor da sua utilidade prática em áreas endêmicas e que seja possível implementá-lo em serviços de saúde e vigilância, se houver interesse" afirma Tereza.A pesquisadora lembra que o diagnóstico de zika ainda representa um desafio de saúde pública, principalmente por causa dos sintomas muito parecidos com outras arboviroses, como dengue e chikungunya. Poucos serviços realizam os testes moleculares através de RT-PCR, devido à complexidade do método. E os testes sorológicos, que detectam os anticorpos contra o vírus, são problemáticos por terem altos índices de reação cruzada com outros vírus transmitidos por mosquitos, especialmente o da dengue."A verdade é que o diagnóstico para essas arboviroses representa um grande problema e desafio para o Brasil que merece muito, mas muito mais atenção", diz a pesquisadora.Vírus africano x vírus asiáticoO novo teste também é capaz de distinguir se o vírus é da linhagem africana ou asiática. A comunidade científica acredita que o vírus asiático - que chegou ao Brasil vindo da Polinésia Francesa e, a partir daqui, se espalhou pelo mundo - seja mais perigoso e tenha uma associação mais forte com o surgimento de casos de microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas. Daí a importância de se distinguir qual a linhagem presente em cada região.Fonte: G1 - Bem Estar
05 de Maio de 2017, 13:52

Carro fumacê reforça ações de combate ao Aedes em Fortaleza

A Prefeitura de Fortaleza tem intensificado as ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor da Chikungunya, Dengue e Zika. Entre as atividades de reforço está, em parceria com o Governo Estado do Ceará, a utilização do carro fumacê nos bairros de maior incidência do mosquito. A Secretaria Municipal da Saúde iniciou esta ação no dia 24 de abril, seguindo por todo o mês de maio. Foram realizadas atividades nos bairros: Vicente Pinzón, Centro, Luciano Cavalcante, Montese, Conjunto Ceará, Henrique Jorge, Bom Sucesso e Autran Nunes.O fumacê, nome popular para a pulverização espacial UBV, é um procedimento que consiste na liberação via aérea de gases, que agem, por contato, atingindo os mosquitos adultos em vôo. A ação do produto só é efetiva quando o inseticida está em suspensão no ar e só mata o mosquito. O inseticida não mata as larvas do Aedes aegypti, que estão em caixas d’água, potes, baldes, pneus, lajes. Cerca de 90% dos focos estão localizados nas residências. Para o gerente da célula de vigilância ambiental, Nélio Morais, a pulverização espacial vem reforçar as ações de combate. “A passagem do fumacê não diminui a necessidade da eliminação dos potenciais focos do mosquito. Por isso, as famílias devem também fazer sua parte no combate ao Aedes aegypti. A população precisa participar, evitando que suas residências se tornem possíveis criadouros do mosquito”, destacou Nélio.Neste período do ano ocorrem os picos de transmissão, devidos fatores naturais, com as condições climáticas e ambientais, favorecendo assim a proliferação do vetor, uma vez que o ciclo de reprodução do mosquito é encurtado. O Aedes vive em torno de 45 dias, com um único objetivo: alimentar-se por meio do sangue humano e a reprodução. A fêmea pode depositar cerca de 400 ovos, divididos em mais diferentes locais, garantindo assim a perpetuação da espécie.A Prefeitura tem adotado diversas atividades preventivas como a criação do comitê intersetorial de combate ao mosquito, a coleta por meio das operações “Inverno” e “Quintal Limpo” e a “operação Foco no Foco”. Esta última intervenção seleciona os 100 mil imóveis mais críticos da Cidade para serem visitados frequentemente, permitindo um acompanhamento e controle destes locais por meio de monitoramento.Fonte: Prefeitura de Fortaleza
02 de Maio de 2017, 20:54