Regionais II e VI devem ter aumento de casos de chikungunya

Os moradores distribuídos pela porção leste de Fortaleza, nas regionais II e VI, devem redobrar os cuidados para se proteger da febre chikungunya. Enquanto a doença teve maior incidência até agora nos bairros a oeste da Capital, dados para o mês de abril já apontam a tendência de novos casos nestas regionais ao leste, onde a população se mostra vulnerável ao vírus, que tem se apresentado principalmente na forma de febre alta e dores nas articulações. De 141 notificações registradas nos primeiros sete dias do mês, 104 estiveram nas regionais II e VI, que abrangem bairros como Aldeota, Joaquim Távora, Cidade 2000, Cidade dos Funcionários, Jangurussu e Messejana.Em 2017, as regiões com maior incidência da chikungunya são encabeçadas pelos bairros Álvaro Weyne, Quintino Cunha, Joaquim Távora, Demócrito Rocha, Bonsucesso e Itaperi. É o que aponta o boletim mais atual da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), incluindo dados até o dia 7. Tanto em casos notificados como confirmados, a mancha que representa a infecção do vírus coincide com a porção oeste de Fortaleza. Fora da mancha, há ainda muita gente exposta ao primeiro contato com o vírus.Sem a primeira infecção, o corpo não adquire imunidade ao vírus. Por isso, é na região descoberta do mapa que o número de casos tende a aumentar, explica Antônio Lima, gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da SMS. No ano passado, de janeiro a março, a doença teve 549 confirmações. No primeiro trimestre deste ano, a Capital já teve 1.783 casos confirmados da doença, ou seja, o número mais que triplicou (224%) em relação ao mesmo período de 2016. Contando os sete primeiros dias de abril, o número chegou a 1.800.AtendimentoOs dados refletem no atendimento da saúde. Enquanto a dengue apresenta sintomas em aproximadamente 25% dos infectados, a chikungunya se manifesta em cerca de 70% a 80% dos infectados, estima Antônio Lima. Mas ele aponta que há subnotificação na Capital, principalmente na rede privada. “Os casos precisam ser obrigatoriamente confirmados. Mas você vê a Cidade toda em atendimento, não é possível o hospital dizer que não teve nenhum caso. Alguma coisa está deixando de ser informada”, observa o gerente da célula.Na rede pública, as unidades mais adequadas para o atendimento da população com sintomas são os postos de saúde. Como os sintomas podem persistir por meses, o cenário ideal é o acompanhamento em Saúde da Família, aponta Lima. Conforme o boletim da SMS, mais da metade das notificações de casos veio dos postos de saúde, totalizando uma média de 26 registros por dia em 2017. Em segundo lugar aparecem as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com média de 11 notificações por dia. Em último vêm os hospitais municipais e estaduais, com média de sete e duas notificações por dia, respectivamente.Cidades com alta infestaçãoAltaneiraAlto SantoApuiarésAracoiabaArarendáAraripeBarbalhaBaturitéBoa ViagemCanindéCapistranoCaridadeFarias BritoForquilhaHidrolândiaHorizonteIndependênciaIracemaItapagéItapiúnaJijoca de JericoacoaraMarcoMassapêMilagresMucamboNova OlindaPacajusParambuPedra BrancaPenafortePereiroPiquet CarneiroQuixadáQuixeramobimReriutabaSão Luís do CuruSenador SáTamborilTejuçuocaVarjotaViçosa do Cearápor: THAÍS BRITOFonte: O Povo
11 de Abril de 2017, 15:01

Mãe do Lailtinho Brega morre no Ceará e humorista alerta para doença: 'Dengue mata'

Morreu na madrugada desta segunda-feira (10) a educadora Terezinha de Jesus Rocha Melo, mãe do humorista cearense Lailtinho Braga. Dona Terezinha morreu de dengue às 3h desta manhã, em casa no Bairro Bairro Henrique Jorge, em Fortaleza.Em post publicado em uma rede social, o humorista alerta para a gravidade dos casos que levam à morte. “Uma mulher, negra, forte, mãe, briguenta, educadora, religiosa e feliz, não aguentou as dores dessa doença. Nos deixou agora às 3h. Como? Dengue. Gente, dengue mata. Sério, mata.”De acordo com a atualização semanal das doenças de notificação compulsória, o Ceará registrou este ano 2.926 casos de dengue, 29 de zika e 2.677 de chikungunya, com um óbito. De acordo com a Sesa, o Estado tem 41 municípios com alta infestação (acima de 3,9%), 33 com média infestação (entre 1% e 3,9%) e 23 com índice satisfatório (menor que 1%).Cuidados dentro de casaO mosquito deposita os ovos em criadouros com água limpa e parada. Para impedir a desova, é fundamental eliminar todos os potenciais focos do mosquito transmissor. Se isso não for possível, é necessário que todos os locais de armazenamento de água sejam mantidos bem fechados e protegidos com telas e tampas adequadas. É importante ressaltar que o tratamento da água não substitui a necessidade de remoção e proteção dos potenciais criadouros do Aeds aegypti.Além desses cuidados, é preciso evitar que água de chuva se acumule sobre a laje e calhas, guardar garrafas sempre de cabeça para baixo, encher até a borda os pratinhos dos vasos de planta e eliminar adequadamente o lixo que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes plásticos, tampas de garrafas e copos descartáveis.Fonte: G1 - Ceará
11 de Abril de 2017, 14:39

Impacto da zika na América Latina pode chegar a US$ 18 bilhões, diz ONU

Relatório da ONU lançado nesta quinta-feira (6) afirma que os custos socioeconômicos para combater a epidemia da zika na América Latina e no Caribe entre 2015 e 2017 pode chegar a US$ 18 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões a R$ 56 bilhões).O documento, preparado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, tem como foco o Brasil, a Colômbia e o Suriname. As informações são da ONU News.A coordenadora de comunicação do Pnud em Nova York, Carolina Azevedo, falou que o relatório “concluiu que a epidemia de zika terá um impacto significativo a curto prazo, que é o que a gente está vendo agora, e também a longo prazo, tanto nas esferas econômica como social em toda a região”. “Além das perdas tangíveis para o Produto Interno Bruto (PIB) e para as economias, principalmente das que dependem muito do turismo, como é o caso do Caribe, há uma pressão muito grande sobre os sistemas de saúde e isso gera consequências a longo prazo. Isso também pode impactar todos os ganhos em desenvolvimento social e em conquistas no campo da saúde que a região tem visto ao longo das últimas décadas", explicou Carolina.Brasil terá maior gastoDe acordo com o relatório “Uma avaliação do impacto socioeconômica do vírus Zika na América Latina e no Caribe: Brasil, Colômbia e Suriname como estudos de caso”, o Brasil e as economias maiores da região devem ter a maior parcela do custo absoluto das perdas.O documento diz que, apesar do Brasil ser o país com maior gasto, os impactos mais severos serão sentidos pelas comunidades mais pobres e vulneráveis, como Haiti e Belize, que podem perder mais de 1% do PIB anual no caso de um alto nível de infecção. A região do Caribe sofrerá um impacto cinco vezes maior do que a América do Sul, por conta da perda de renda com o turismo internacional, que pode alcançar US$ 9 bilhões.“Os custos do Brasil seriam de cerca de 14% dos custos totais da região no cenário de taxa de transmissão de linha de base do Zika, 19% no cenário de taxa de transmissão média do Zika e 26% no cenário de taxa de transmissão elevada do Zika”, afirma o relatório.O relatório da ONU afirma que os sistemas de resposta ao vírus enfrentam vários desafios, como uma modesta capacidade de vigilância, sistemas de prevenção e de diagnóstico. Além disso, as persistentes disparidades sociais e a desigualdade na cobertura dos serviços de saúde tornam mais difícil que as respostas nacionais alcancem os grupos mais vulneráveis,” ressalta o documento.Combate ao mosquito"O estudo conclui que precisa haver um preparo em estratégias de resposta regionais e nacionais. Isso tem que ser fortalecido envolvendo também as comunidades. O custo econômico considerável da zika destaca a necessidade também de controlar o vetor, o mosquito Aedes aegypti de forma integrada e multissetorial, considerando que dengue, chikunguya e febre amarela são todos espalhados pelo mesmo tipo de mosquito."Os especialistas afirmaram que ao combater a proliferação do mosquito será possível prevenir não somente a zika mas outras epidemias. O Pnud e a Cruz Vermelha recomendam ainda que os programas de proteção e os sistemas de cuidados médicos devem ser adaptados e reforçados para alcançar às pessoas que mais precisam de ajuda, incluindo mulheres, meninas e pessoas com deficiências.A diretora da agência da ONU para a América Latina e o Caribe, Jessica Faieta, citou além da queda do PIB, perdas no setor do turismo e a pressão nos sistemas de saúde. Ela disse que as consequências de longo prazo do vírus da zika podem minar décadas de desenvolvimento social, avanços no setor da saúde e desacelerar o progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.O Pnud afirmou que a prevenção e a preparação para combater a zika e outras epidemias vão estar no topo da agenda da próxima reunião do G-20, em julho, que terá como foco emergências de saúde e gestão de crises.CaribeDas regiões analisadas, o relatório sugere que o Caribe será o mais afetado, com um impacto cinco vezes maior que o da América do Sul. “Mais de 80% das perdas potenciais em três anos devem-se à redução das receitas do turismo internacional, com o potencial de atingir um total de US$9 bilhões [cerca de R$ 28 bilhões] em três anos ou 0,06% do PIB anualmente”.Ainda segundo o relatório, embora tenha havido esforços, por parte dos três países contemplados no relatório [Brasil, Colômbia e Suriname], para controlar a propagação do vírus, as respostas nacionais enfrentaram “desafios”.Como forma de minimizar as perdas econômicas e sociais, o PNUD sugere mais investimentos em estratégias de prevenção, preparação e resposta nos âmbitos local, nacional e regional.“É nossa esperança que este relatório ajude a mobilizar as partes interessadas – governos, comunidades, organizações internacionais, a sociedade civil e o setor privado – para realizar avaliações do Zika específicas a cada país e que permita planejar com o objetivo de melhorar a saúde e o bem-estar de todas e todos”.EstimativasSegundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) até quatro milhões de pessoas serão infectadas na América Latina e no Caribe até o início de 2017. Além disso, a OMS afirma, com base em outras estimativas, que entre 80 a 117 milhões de pessoas e 1,5 milhão de mulheres grávidas em todo o mundo podem vir a ser infectadas antes de a primeira onda (2015 a 2017) da epidemia terminar.* Com informações da ONU News* Matéria atualizada às 18h09 para acréscimo de informaçõesEdição: Augusto QueirozFonte: Portal EBC
06 de Abril de 2017, 19:44

Infecção por chikungunya pode desencadear doença reumática crônica

Uma das hipóteses é a de que o vírus se alojaria na estrutura das articulações e estimularia o processo inflamatórioPessoas com predisposição para a artrite reumatoide podem desenvolver a doença, se desencadeada pela inflamação da febre chikungunya. A artrite reumatoide afeta as articulações e pode provocar rigidez, desgaste ósseo e uma série de incapacidades para as atividades diárias. A doença é crônica, progressiva e de natureza autoimune.A relação entre artrite reumatoide e chikungunya foi um dos temas da última edição do Congresso Brasileiro de Reumatologia, no ano passado. O número de casos de infecção pelo vírus chikungunya no Brasil, em 2016, apresentou um aumento de 594% na comparação com o ano anterior. Foram 265.554 notificações, ante os 38.240 casos registrados em 2015, segundo o Ministério da Saúde. O aumento do número de mortes também subiu, de 14 para 159 de um ano para o outro.Em 2017, a febre chikungunya continua a avançar no Brasil. Apenas no mês de janeiro foram notificados 300 casos da enfermidade em Minas Gerais, ante os 36 registrados no primeiro mês de 2016, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais.Assim como a dengue e o zika vírus, a febre chikungunya é transmitida por mosquitos Aedes aegypti contaminados. Mas, embora existam sintomas comuns entre as três doenças, como dor de cabeça, febre e manchas vermelhas na pele, a infecção por chikungunya se difere das demais pelas manifestações articulares, muitas vezes acompanhadas de inchaço.Artrite reumatoideA origem da artrite reumatoide está relacionada a vários fatores, como a predisposição genética, a exposição a fatores ambientais (entre eles o cigarro) e possíveis infecções. Nesses pacientes, o sistema imunológico produz substâncias inflamatórias em excesso, que atacam especialmente a membrana sinovial, uma estrutura que recobre as articulações, estimulando o processo inflamatório.Segundo a reumatologista Ieda Laurindo, existem várias hipóteses para explicar a conexão entre a febre chikungunya e a artrite reumatoide. "Uma das possibilidades é a de que o vírus se alojaria justamente na membrana sinovial, desencadeando a doença reumática”.TerapiasNão existe cura definitiva para a artrite reumatoide. Mas existem tratamentos capazes de controlar a doença, principalmente quando o diagnóstico é feito precocemente. Com isso, é possível diminuir a atividade da enfermidade, aliviar a dor e aumentar a qualidade de vida do paciente.Os medicamentos agem regulando a autoimunidade exagerada da doença. Os chamados medicamentos modificadores do curso da doença, conhecidos pelas siglas MMCDs, estão disponíveis em várias opções terapêuticas sintéticas e biológicas.Fonte: Diário do Nordeste - Vida
06 de Abril de 2017, 14:58

Número de casos de febre chikungunya no Ceará dobra em uma semana

Quase metade dos casos da doença ocorre em Fortaleza, segunda a Secretaria da Saúde.​O número de casos confirmados de febre chikungunya confirmados no Ceará em 2017 mais que dobraram no intervalo de uma semana. De acordo com boletim epidemiológico divulgada pela Secretaria da Saúde do Ceará nesta terça-feira (4), o estado tem 2.677 registros da doença; na semana anterior, eram 1.281 confirmações.A doença causou uma morte neste ano, em Fortaleza, em fevereiro. Ainda conforme a secretaria, quase metade dos casos da doença ocorrem na capital cearense, com 1.385 confirmações até a primeira semana de abril. Em Caucaia, são 397 casos.CHIKUNGUNYA E OS SINTOMASPor ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue. O risco aumenta em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia.Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações.Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos.De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas.Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.Fonte: G1 - Ceará
06 de Abril de 2017, 14:24

Pesquisadores dos EUA iniciam segunda fase de testes de vacina contra zika

Pesquisadores começaram a segunda fase de testes de uma vacina contra o vírus da zika, desenvolvida por cientistas do governo dos Estados Unidos, em um experimento que pode produzir resultados preliminares já no final de 2017.O Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (Niaid), disse nesta sexta-feira (31) que o experimento de 100 milhões de dólares já foi financiado e irá seguir adiante, independentemente dos 7 bilhões de dólares em cortes no orçamento dos Institutos Nacionais da Saúde dos EUA (NIH) propostos pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, durante os próximos 18 meses.Em entrevista coletiva a repórteres, Fauci não comentou sobre as propostas de cortes de gastos porque ainda não é certo qual será o orçamento real.O diretor dos NIH, Dr. Francis Collins, deve conversar com Trump posteriormente nesta sexta-feira. “Irei com certeza conversar com Francis Collins quando ele voltar da Casa Branca”, disse Fauci.O zika tipicamente causa sintomas leves, mas quando o vírus infecta uma mulher grávida, ela pode passa-lo ao feto, causando uma variedade de más-formações congênitas, incluindo microcefalia, no qual a cabeça do bebê nasce menor do que o normal.Fauci disse que a atual candidata à vacina contra o zika passou por barreiras preliminares de segurança e agora irá entrar em testes de eficácia, que irão ocorrer em duas fases.A primeira fase irá continuar testando a segurança e avaliando a habilidade da vacina de estimular o sistema imunológico para desenvolvimento de anticorpos na luta contra o zika. Ela também irá testar diferentes dosagens, para ver qual funciona melhor.A segunda fase, marcada para começar em junho, irá tentar determinar se a vacina pode realmente prevenir a infecção do zika.Diversas companhias estão desenvolvendo vacinas contra o zika, incluindo a Sanofi SA, GlaxoSmithKline Plc e Takeda Pharmaceuticals.No estudo do Niaid, pesquisadores buscam alistar ao menos 2.490 voluntários saudáveis em áreas com transmissões ativas possíveis ou confirmadas do zika por mosquitos. Isso inclui partes continentais dos Estados Unidos, Porto Rico, Brasil, Peru, Costa Rica, Panamá e México. Eles irão receber a vacina ou um placebo e serão monitorados por dois anos.Caso pessoas suficientes sejam expostas ao vírus, Fauci disse que podem receber um sinal de eficácia tão cedo quanto o fim deste ano. Os testes são esperados para serem finalizados em 2019. Fauci disse que o governo já está em discussões com companhias farmacêuticas que irão compartilhar os custos do estágio final de testes e lidar com a fabricação.O zika é primariamente transmitido por mosquitos, mas também pode ser transmitido sexualmente. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, 5.182 pessoas em áreas continentais dos EUA foram infectadas pelo Zika localmente ou em viagens a áreas onde o vírus se espalha. Outros 38.303 casos foram relatados em territórios norte-americanos, incluindo Porto Rico.Fonte:G1
04 de Abril de 2017, 18:15

Confirmações de chikungunya no Ceará aumentam 722% em menos de dois meses

As confirmações de casos de febre chikungunya, doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti — assim como dengue e zika —, aumentaram 722% no período entre a primeira semana de fevereiro e a penúltima semana de março, de acordo com boletim de arboviroses da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). O número sobe de 227 para 1.867. Do total, 1.024 são registrados em Fortaleza. As notificações de casos tiveram crescimento de 546%, aumentando 1.341 para 8.667.Dos casos confirmados, 67,7% concentraram-se nas faixas etárias entre 20 e 59 anos e 61,4% são mulheres.De acordo com a coordenadora de Promoção e Proteção à Saúde da Secretaria da Saúde (Sesa), Daniele Queiroz, o aumento se dá devido ao período de sazonalidade da doença, relativo ao aumento de chuvas, calor e umidade. Segundo ela, a suscetibilidade da população à chikungunya, tendo em vista que é uma doença recente, também é uma das razões para o aumento significativo de casos.Para Daniele, no entanto, a situação do Estado ainda é de “baixo risco”. “A incidência é de 93,7 casos suspeitos por 100.000 habitantes”, detalha. Ela cita que existem municípios apresentando cenário de alto risco, com incidências acima de 300 casos por 100 mil habitantes. De acordo com boletim da Sesa, os municípios de Aracoiaba, Independência, Ocara, Groaíras, Canindé, Caucaia e Cascavel estão nessa situação. As cidades de Baturité e Pentecoste preocupam, apresentando incidência maior de casos do que a taxa de alto risco.NotificaçãoO alto número de notificações, de acordo com a coordenadora, é devido a “alta incidência de várias viroses que podem ser confundidas pela sua sintomatologia”. “A notificação é feita diante da simples suspeita. Para confirmar deve-se utilizar o critério laboratorial ou por vínculo com outros casos que tiveram confirmação laboratorial, e ainda pela clínica”, esclarece a coordenadora.MedidasAinda segundo Daniele, “a Sesa dispõe de um plano de Vigilância e Controle das Arboviroses, lançando no final do ano passado, para auxiliar as Coordenadorias Regionais de Saúde e municípios nas ações de enfrentamento”. “É realizado um monitoramento semanal da situação entomoepidemiológica dos municípios, gerando cartas de alerta a todos os que se encontrarem em situação de risco aumentado para arboviroses. Além de um Comitê Estadual de Enfretamento do Aedes aegypti com representantes das Secretarias de Governo e outros órgãos”, cita.Fonte: O Povo
04 de Abril de 2017, 18:06

O desafio do zika no transplante de órgãos

PESQUISA DE uma equipe da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e do Hospital de Base de São José do Rio Preto motivou editorial da revista “American Journal of Transplantation” deste mês. O trabalho relata identificação dos primeiros casos de infecção pelo vírus da zika relacionados a portadores de transplante de órgãos, inéditos na literatura médica mundial em relação a este vírus.Esses dois artigos, destaca a revista, ressaltam a necessidade de melhores estratégias no controle das consequências imunológicas do transplante de órgãos.O professor Maurício Nogueira e colaboradores da faculdade e do Hospital de Base diagnosticaram o vírus em quatro pacientes portadores de órgãos transplantados, dois em receptores de rim e dois em receptores de fígado.Os pacientes não apresentaram erupções vermelhas, conjuntivite ou sintomas neurológicos. Foram hospitalizados por apresentar função anormal nos enxertos, redução do número de plaquetas que poderiam resultar em hemorragias graves e superinfecção bacteriana.O editorial diz que a expansão do zika nos EUA estabelece a necessidade de cuidados especiais com pacientes imunocomprometidos como os transplantados. Testes detectam no sangue e na urina o zika em portadores sintomáticos após duas semanas.Comparados com hospedeiros normais, a persistência do vírus em transplantados é mais prolongada e a infecção pelo zika mais severa.Folha de São Paulo, 18/03/2017
23 de Março de 2017, 11:29

Pequenas empresas criam tecnologias para combater vírus da Zika

Pequenas empresas criam tecnologias para combater vírus da ZikaAs estratégias de combate ao vírus Zika e ao mosquito Aedes aegypti devem ganhar reforços nos próximos meses. Um grupo de seis pequenas empresas paulistas desenvolverá, com apoio da FAPESP e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), repelentes à base de novos compostos naturais e armadilhas para captura do Aedes, entre outras soluções, a fim de aumentar as barreiras contra o vetor da Zika, dengue, chikungunya e da febre amarela.As empresas foram selecionadas em uma chamada lançada pela FAPESP e a Finep, no âmbito do acordo FAPESP e MCTI/FINEP/FNDCT – Subvenção Econômica à Pesquisa, por meio do PAPPE Subvenção, com objetivo de selecionar propostas de projetos que visem ao desenvolvimento de tecnologias para produtos, serviços e processos voltados ao combate do vírus Zika e do mosquito Aedes aegypti. O resultado da chamada foi anunciado no final de janeiro.As propostas seguiram as normas do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP.“Já vínhamos desenvolvendo o produto, independente de a nossa proposta ser selecionada na chamada. Mas, agora, com recursos da FAPESP e da Finep, o desenvolvimento deverá ser muito mais rápido”, disse Bruno de Arruda Carillo, diretor da DC Química, à Agência FAPESP.A empresa, localizada em São Caetano do Sul, pretende viabilizar a aplicação do ramnolipídeo – um composto produzido por bactérias, como as Pseudomonas aeruginosa – como repelente.A substância já era conhecida como um biossurfactante – um composto de origem natural que possui a capacidade de reduzir a tensão superficial (elasticidade da superfície) de líquidos e emulsionar compostos com diferentes polaridades (eletronegatividade), as polares e as apolares. É utilizado na indústria, principalmente na de produtos de limpeza, como detergentes, por sua capacidade emulsionante – de unir substâncias que não se misturam, como a água e o óleo–, e na de cosméticos, entre outras.Nos últimos anos, contudo, começaram a surgir estudos relatando que a molécula também demonstra ter ação larvicida e repelente.A fim de comprovar essas propriedades propaladas do ramnolipídeo, os pesquisadores da empresa realizaram testes preliminares. Os resultados dos testes da substância como larvicida para matar larvas do mosquito Aedes aegypti, entretanto, não foram satisfatórios. Com base nessa constatação, a empresa decidiu testar a sua aplicação como repelente.“Fizemos alguns testes iniciais e os resultados foram muito bons. Estimamos que em dois anos consigamos disponibilizar amostras para empresas interessadas a fim de viabilizar a produção de repelentes à base desse composto”, disse Carillo.Tempo de repelênciaUm dos maiores desafios tecnológicos para o uso do ramnolipídeo como repelente, de acordo com o pesquisador, é fazer com que apresente ação de repelência pelo mesmo período que as matérias-primas convencionais.A molécula sintética DEET (N,N-Dietil-m-toluamida) usada na composição da maioria dos repelentes comercializados hoje no mercado brasileiro tem ação de duas horas. Já a icaridina – substância derivada da pimenta, que começou a surgir na formulação de repelentes recém-lançados no Brasil – pode ter efeito de até 10 horas, caso a temperatura não seja superior a 30 °C e a pessoa não tenha entrado em contato com água.O problema é que o DEET é tóxico e, por isso, só pode ser reaplicado três vezes ao dia, o que possibilita uma proteção total de até seis horas. Já a icaridina ainda é muito cara, comparou Carillo.“Ainda não conseguimos atingir o tempo mínimo de repelência que desejamos, que é de duas horas. Mas estimamos que conseguiremos atingir essa meta por meio de mudanças na formulação do produto, que deverá ser um líquido”, afirmou.Já a Nanomed, uma spin-off surgida na USP, pretende fazer com que o óleo essencial do cravo-da-índia (Eugenia caryophyllata) tenha ação de repelência de oito horas.Para isso, os pesquisadores da empresa pretendem encapsular a molécula em partículas na escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) para que a sua liberação seja controlada. Dessa forma, será possível assegurar a atividade de repelência por oito horas, o que não é possível hoje por meio das formulações convencionais.“O óleo essencial do cravo-da-índia é uma substância muito volátil [transforma-se facilmente em gás ou vapor quando exposta ao ar]. Por isso não dura muito tempo em condições normais de temperatura”, explicou Amanda Luizetto dos Santos, diretora da Nanomed.Os repelentes caseiros à base de uma mistura de óleo essencial de cravo-da-índia e álcool, por exemplo, têm ação de repelência de apenas 30 minutos, disse a pesquisadora.A fim de atingir as oito horas de ação de repelência almejada, a empresa pretende encapsular o composto natural em nanopartículas que romperiam gradativamente, liberando o produto de forma controlada e modulada – a exemplo das nano e micropartículas produzidas hoje para encapsular fragrâncias de amaciantes e produtos cosméticos.“Nosso objetivo é tanto disponibilizar o ativo encapsulado como matéria-prima, como também desenvolver produtos finais à base dele, em creme e aerossol”, afirmou Santos.Armadilha para mosquitoEm vez de repelir o Aedes aegypti, a empresa Bio Controle, sediada no município de Indaiatuba, pretende capturar e prender as fêmeas do mosquito – principalmente as grávidas – em armadilhas para inibir a reprodução e a proliferação do mosquito.Para isso, pretende utilizar compostos químicos sintéticos, como ácidos graxos, que mimetizam os odores dos humanos, além de luz com intensidade e cores específicas, para atrair os mosquitos para as armadilhas.A ideia é que, ao se aproximar das armadilhas atraídos pelo odor exalado pelos compostos químicos sintéticos liberados de forma controlada, os mosquitos fiquem grudados em uma superfície adesiva que será colocada em torno dos dispositivos.“Já desenvolvemos e comercializamos uma série de armadilhas para o monitoramento e coleta em massa de diversos insetos que atacam culturas agrícolas utilizando feromônios [hormônios sexuais] sintéticos”, disse Mário Yacoara de Menezes Neto, diretor da empresa.“Nosso objetivo, agora, é testar outros compostos químicos sintéticos como atrativos em armadilhas para capturar o Aedes aegypti de forma mais simples e prática”, afirmou.A empresa pretende, com o apoio da FAPESP e da Finep, desenvolver protótipos de armadilhas que possam ser usadas tanto pelos agentes de saúde pública, como também pela população em geral.“Como as armadilhas deverão ser atóxicas, não necessitariam de uma regulamentação específica para serem comercializadas”, estimou Menezes.Por sua vez, a empresa Barth/Inovatech pretende desenvolver um teste de diagnóstico sorológico rápido e de baixo custo para o Zika vírus, utilizando a plataforma Elisa, para disponibilizá-lo, principalmente, ao Ministério da Saúde.Para atingir esse objetivo, os pesquisadores vinculados à empresa estão modificando algumas técnicas de biologia molecular utilizadas no desenvolvimento dos testes de diagnóstico existentes hoje, que elevam o custo do processo.“Um kit de diagnóstico de Zika vírus para 100 amostras desenvolvido por uma empresa estrangeira custa no Brasil hoje entre R$ 4 mil e R$ 6 mil. Pretendemos desenvolver um teste para esse mesmo número de amostras que custe entre R$ 1,2 mil e R$ 1,7 mil”, disse Danielle Bruna Leal de Oliveira Durigon, pesquisadora responsável.A chamada esteve aberta a pesquisadores vinculados a microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas empresas, médias empresas brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo.Fonte: https://goo.gl/qRydyH
16 de Março de 2017, 11:14

Confirmada primeira morte por febre chikungunya

Confirmada primeira morte por febre chikungunyaA Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) confirmou o primeiro óbito por febre chikungunya neste ano no Ceará. O dado está presente na Atualização Semanal das Doenças de Notificação Compulsória, divulgado no dia 7. De acordo com o relatório, o óbito foi registrado em Fortaleza, município com o maior número de casos da doença no Estado em 2017, já somando 367 ocorrências. A fatalidade vinha sendo investigada pelo órgão estadual desde fevereiro. A Sesa, contudo, não forneceu informações sobre a vítima.No total, segundo o documento, 661 pessoas foram diagnosticadas com a arbovirose no Estado até agora. Em relação à atualização publicada na semana anterior, houve aumento de 57% na quantidade de casos confirmados. Dezenove cidades cearenses registraram ocorrências da doença. Além de Fortaleza, Pentecoste e Baturité são os municípios mais afetados, com 110 e 106 casos, respectivamente.O óbito confirmado nesta semana junta-se às 26 mortes registradas em decorrência da febre de chikungunya no ano passado, segundo o último boletim epidemiológico da Sesa, datado de 24 de fevereiro. O gerente da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Nélio Morais, afirma que a doença tem provocado mais óbitos que o esperado no Estado e no restante do País, o que torna o cenário epidemiológico previsto para 2017 preocupante."Nos outros países, a chikungunya não tem caracterização de óbito tão forte. No Brasil, não sabíamos qual seria a resposta clinica, mas agora vemos um número de óbitos além da expectativa imaginada", diz.Segundo ele, em Fortaleza, algumas áreas, localizadas nas Regionais 1, 3 e 4 concentram a maior parte dos casos. São os bairros Montese, Antônio Bezerra, Barra do Ceará, Cristo Redentor e Álvaro Weyne. Essas regiões vem sendo os principais alvos das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.O gerente da célula da SMS destaca que, neste ano, diante das chances de o Ceará ter chuvas dentro da média histórica, com maiores volumes que os registrados nos últimos anos, a vigilância deve ser dobrada. "Nesse período, a chance de formar criadouros em depósitos com acúmulo de água é grande. É tanto que nossa segunda maior epidemia de dengue foi em 2011, quando tivemos um dos melhores invernos em Fortaleza".Por conta dos altos riscos de proliferação do Aedes aegypti, a SMS está intensificando algumas ações de combate ao mosquito. Um dos trabalhos promovidos é a Operação Quintal Limpo. O gerente afirma que ação visa à conscientização da população sobre a necessidade de limpar os quintais das casas, recolhendo objetos descartados que podem se tornar criadouros.Visitas educativasOutra medida é realização da Operação Foco a Foco, que consiste em visitas educativas a imóveis considerados vulneráveis ao desenvolvimento de focos. "Selecionamos os 100 mil imóveis mais problemáticos da cidade nos últimos anos. São imóveis com cacimbas e caixa d'água não vedadas, rampas de lixo nas proximidades, e fizemos visitas permanentes para sensibilizar os proprietários. Alguns até ficaram incomodados, mas eles precisam entender"."Enquanto não resolvermos o componente educacional, não vamos resolver o problema. Não tem agente de endemias que dê conta. A população tem que criar consciência ou vamos pagar caro por isso", diz Morais.
14 de Março de 2017, 17:40