Prefeitura de Cedro lança Gincana Estudantil para reforçar combate ao Aedes aegypti

A Secretaria de Saúde realizou encontro com Agentes de Combate à Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para apresentação do aplicativo “Aedes em foco”, que traz instruções que irão permitir mais agilidade no combate ao mosquito Aedes aegypti por parte da população. Também foi lançada uma Gincana Estudantil no sentido de reforçar os cuidados do governo municipal nessa cruzada.O evento aconteceu no Centro Social Urbano de Cedro (CSU), na tarde de segunda-feira (13/3), e estiveram presentes o prefeito Dr. Nilson Diniz, o vice Joãozinho de Titico, as secretárias de Saúde, Sayonara Moura, e de Educação, Esmeraldina Bezerra, os professores Ivo Castelo e Henrique Pequeno da Universidade Federal do Ceará (UFC) e o coordenador estadual dos Comitês de Enfrentamento às Arboviroses, Caio Cavalcanti.O gestor municipal enfatizou a parceria com a UFC na consecução de um projeto pioneiro e inovador, na medida em que alinha tecnologia e participação da população. “É com alegria que celebramos este momento, demonstração de que teremos um efetivo maior de agentes multiplicadores no combate ao mosquito. A população terá na palma da mão um aplicativo gratuito e moderno”.No início do ano, o boletim da Secretária de Saúde (SESA) já informava que no município de Cedro não havia registro de casos de dengue, zika e chikungunya, fruto do trabalho de profissionais da saúde, Comitê Municipal de Combate às Arboviroses e Brigada Municipal. Com o advento do projeto da UFC, a tendência é um enfrentamento ainda mais efetivo e eficaz ao vetor. “Estamos colhendo resultados positivos, a população tem se sensibilizado. Iremos dar continuidade às ações de visitas, palestras, cinema itinerante e gincanas escolares”, reforça a secretária Sayonara.Sobre a Gincana EscolarCom apoio da Secretaria Municipal de Educação, a competição entre equipes tem o objetivo de reforçar os cuidados da gestão municipal na meta busca de zerar, ou pelo menos minimizar, os casos de dengue, zika e chikungunya. A Gincana Estudantil foi lançada nesta terça-feira (13/3) e contou com a presença de alunos da rede municipal de ensino e gestão escolar. A parceria é do Programa Saúde na Escola (PSE – Educação e Saúde), cuja programação anual tem diversas apresentações e trabalhos desenvolvidos em sala de aula.A secretária Esmeraldina informa que os estudantes anualmente participam de atividades extra-sala, de acordo com o que aprendem na sala de aula. A iniciativa serve de  estimulo à participação deles em medidas que possam levar benefícios às suas famílias. “Para que alcancemos melhores resultados, temos agora o aplicativo – ferramenta importante em nossas ações por mais saúde”.O município de Cedro é referência no combate ao mosquito Aedes Aegypti. As formas de transmissão das doenças dele decorrentes e as maneiras de combate são todas minuciosamente estudas e discutidas, com vistas ao efetivo combate. “Nessa perspectiva, decisiva é a comunicação entre a população, o governo e os profissionais de saúde envolvidos. Só assim a gente melhora o trabalho diário, de forma gratuita, exercendo-se a cidadania. É assim que iremos controlar o mosquito”, reforça o professor Ivo Castelo.O professor Henrique Pequeno ressalta a parceria UFC/Prefeitura de Cedro. Afirma que sua equipe está satisfeita, engajada na proposta. E reitera o uso do aplicativo “Aedes em foco” como facilitador no desenvolvimento do projeto. Diz mais: “Nosso grande desafio é a participação da população. Semanalmente serão realizadas medidas para evitar que uma geração adoeça e casos alarmantes sejam registrados”, ressalta.O projeto da UFC em Cedro tem sido destaque regional, principalmente por contar com o apoio total da gestão municipal. Para o coordenador do Comitê Estadual de Combate às Arboviroses, a decisão política de unir forças e envolver o maior número de parceiros na luta tem feito toda a diferença, por isso os bons resultados alcançados pelo prefeito Dr. Nilson Diniz. “Enfrentar um desafio desses com o auxílio da tecnologia e o envolvimento dos cidadãos é fazer diferente. Com a participação das escolas, agora, melhores resultados virão”, ressalta Caio Cavalcanti.As próximas etapas do “Aedes em foco” contarão com palestras, voos com drones, capacitações, visitas e a efetiva divulgação das ações desenvolvidas nas diversas plataformas.
15 de Março de 2018, 13:41

Alunos recebem orientação no combate ao mosquito Aedes aegypti

Prevenir é a principal fonte para garantir que Cedro seja uma cidade livre dos focos do mosquito. Conscientizar alunos sobre essa missão tem sido um dos projetos que a atual gestão tem desenvolvido com êxito. Na última semana, especificamente entre os dia 5 e 9, ações de combate ao agente transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus, aconteceram nas escolas municipais. Quem levou as orientações foram os membros do Comitê Municipal de Enfrentamento às Arboviroses. A atividade contou com o apoio de técnicos da Secretaria de Saúde e da brigada municipal, além de fundamental parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e Programa Saúde na Escola (PSE).Para impulsionar a aceitação dos estudantes nessa luta, foram distribuídos materiais educativos informando sobre como eles podem contribuir em casa. Dr. Nilson Diniz acredita que os alunos são os principais agentes multiplicadores dessa atividade que já tem bons resultados. “Durante todo o ano vamos realizar esse tipo de trabalho. A compreensão e o apoio dessa garotada têm tido efeito importante nessa luta. Resultado disso foi o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SESA) no inicio do ano, onde marca que Cedro não possui nenhum caso das endemias”, justifica o prefeito. A parceria com Universidade Federal do Ceará (UFC) é a ampliação desse combate.  Por meio do aplicativo desenvolvido na instituição, muitas brigadas serão criadas em vários locais da cidade para mapeamento dos focos do vetor. Inclusive na próxima semana haverá encontros com equipes da UFC e técnicos da SESA na Cidade para início da gincana municipal e palestras com mais estudantes e profissionais da área da saúde sobre a importância do aplicativo. A população também participará da apresentação do balanço feito dos casos em 2017.De acordo com a secretária de saúde, os trabalhos diários dos profissionais dos Agentes de Combate à Endemias (ACE), Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e membros do comitê e brigada municipal, estão sendo destaques na região. “Cada um tem elaborado sua função da melhor forma possível em prol da população cedrense. Estamos vigilantes para evitar a proliferação das doenças causadas pelo Aedes. Com a chegada das chuvas estamos ainda mais atentos contra esse mal”, revela Sayonara. Sobre o aplicativoO aplicativo ‘Aedes em foco’ já está disponível nas plataformas Google Play e App Store. O download é fácil, rápido e gratuito. Esse projeto torna Cedro como o primeiro município do Estado a ter o desenvolvimento desta ação inovadora. 
10 de Março de 2018, 10:28

Combate ao mosquito Aedes aegypti é reforçado no bairro Planalto dos Cadeiras em Cedro

No bairro Planalto dos Cadeiras, por exemplo, membros do Comitê municipal de enfrentamento às Arboviroses, brigada e profissionais de endemias visitaram residências na manhã desta quinta-feira (01/3). Entregando panfletos com orientações sobre os cuidados, eles alertaram os moradores a sempre guardarem baldes, garrafas com a boca para baixo e não deixarem água parada dentro de pneus.Após divulgação do boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SESA), na última semana de fevereiro, o prefeito Dr. Nilson Diniz comemorou o fato de o município não ter registro das doenças. “O resultado é bastante animador, reflete a nossa grande mobilização e o empenho em manter a cidade limpa e saudável. De parabéns também estão os moradores que abraçaram a nossa causa e estão nos ajudando. Na verdade, eles estão se ajudando”, destacou.Além disso, eles receberão orientações por parte de equipes da Universidade Federal do Ceará (UFC), que irão divulgar o aplicativo “Aedes em foco”, plataforma desenvolvida pela instituição. Cedro é o primeiro município do Estado a desenvolver o projeto.
03 de Março de 2018, 00:21

Prefeitura de Cedro e UFC lançam aplicativo para combate ao Aedes Aegypti

Colocar o combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chigungunya na palma da mão, para isto, o aplicativo “Aedes em foco” foi lançado na segunda-feira (29) no Auditório Ivens Dias Branco, no Senac. O programa é fruto de uma parceria da Prefeitura de Cedro e a Universidade Federal do Ceará.O lançamento contou com a presença do Prefeito de Cedro, Dr. Nilson Diniz; Vice-prefeito, Joãozinho de Titico; Secretária de Saúde, Sayonara Moura; professores da Universidade Federal do Ceará (UFC), Henrique Pequeno, Miguel Franco e Ivo Castelo (também infectologista), além do coordenador estadual de controle das arboviroses, Caio Cavalcanti.Leia mais em: http://cedro.ce.gov.br/informa.php?id=427
06 de Fevereiro de 2018, 15:00

Fortaleza tem 71 bairros em situação crítica de chikungunya

Os casos de febre chikungunya no Estado em 2017 chamam atenção pela alta incidência, especialmente na capital cearense. A cidade passou das 21 mil ocorrências confirmadas da doença no mês de abril para 47.929 até 18 de agosto último, além de outras 6.353 que estão sendo investigadas, segundo informações do último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A estratégia de combate para o segundo semestre, segundo a pasta, envolve uma operação em mais de vinte bairros considerados críticos.Os adultos continuam sendo as maiores vítimas. Segundo o boletim semanal, 68% dos casos atingiram pessoas entre 20 e 59 anos de idade, 5% crianças de zero a nove anos, 11,5% os adolescentes de 10 a 19 anos e 15,5% a população acima dos 60 anos. É entre os idosos, no entanto, que se encontram as maiores vítimas fatais. Dos 119 óbitos suspeitos pela arbovirose, 83,2% (99) foi registrado em pessoas acima dos 60 anos. Entre as mortes já confirmadas este ano em Fortaleza, 56 no total, 43 foram de pessoas acima dos 70 anos. A atuação do poder público neste 2º semestre, no que diz respeito o combate ao vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti, se baseia na distribuição territorial dos casos. Chama atenção a disparidade das ocorrências entre os bairros da Capital. O levantamento da SMS aponta o maior número de casos confirmados na Secretaria Regional V, 11.830 no total, o que corresponde a 24,75% das ocorrências de toda a cidade. O Bom Jardim reuniu a maior incidência, com 2.825 pessoas doentes esse ano. No total, 71 bairros registraram incidência acima dos 1.200 casos por cada grupo de 100 mil habitantes, considerado o nível mais preocupante. Conforme ressalta o gerente da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos da SMS, Atualpa Soares, as ações diferem de acordo com o período do ano. Neste segundo semestre é possível trabalhar de forma mais articulada em localidades específicas, como diz ele, ao contrário dos primeiros meses do ano, quando as ações são mais emergenciais em virtude da quadra chuvosa e da grande proliferação de mosquitos. Até dezembro deste ano, afirma Soares, serão realizados mutirões preventivos em locais mapeados pela Prefeitura de Fortaleza. Identificar "Vamos identificar quais foram aqueles bairros e locais com maior número de casos e nesses os trabalhos serão mais focados, tentando identificar possíveis criadouros, pontos estratégicos, como casas abandonadas, terrenos baldios, que possam ter servido de berçário para o mosquito. Nosso plano estratégico para rodar esses locais conta com a operação quintal limpo e com serviços de limpeza urbana, drenagem de canais que na próxima quadra chuvosa não tenha um maior número de casos". Ainda segundo o gerente da Célula de Vigilância, está em conclusão a parte organizacional da operação para início em setembro, com a lista de mais de vinte bairros sendo definida até o fim da semana. Os prioritários, detalha, serão o Bom Jardim e o Edson Queiroz, com muitos casos de chikungunya e o Jangurussu, com elevada incidência de dengue. "Uma área ou outra pode estar descoberta então nesse momento é possível leva uma quantidade maior de agentes, tirando eles de um território específico por um tempo ficando nesse outro de forma mais efetiva".A incidência maior de casos em determinados bairros, segundo explica, pode estar relacionado a locais com grandes adensamentos populacionais, com Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) baixos e onde muitas vezes o cenário social interfere diretamente nos índices de educação e na violência urbana. Fonte: Diário do Nordeste
23 de Agosto de 2017, 19:01

Além das dores intensas, chikungunya também causa queda de cabelo

O fenômeno vem sendo sentindo cada vez mais, sobretudo por pessoas de cabelos longos. Mesmo meses após contrair a chikungunya, o ato de pentear é acompanhado do desprendimento de tufos de cabelo.Isso ocorre porque o corpo, para combater a doença, concentra energia e nutrientes que alimentavam os cabelos, explica a médica dermatologista Araci Pontes.Aconteceu com a jornalista Roberta Tavares, que teve a doença há quatro meses. Foi só após o desaparecimento das dores da chikungunya que ela percebeu a queda de cabelo.Só relacionou os dois problemas ao conversar com outras pessoas que também tinha a doença e estavam apresentando o sintoma. É como a jornalista Lyvia Rocha, que só passou a notar o efeito cerca de três meses depois de começarem os sintomas da doença.Araci Pontes orienta a quem notar o sintoma procurar um médico, que receitará vitaminas específicas de nutrição capilar. “Todo esse cabelo que cai, volta a crescer”, diz. “E, aí, o tempo ajuda bastante”.Saiba mais sobre o tema na matéria da NordesTV/Band: Além das dores intensas, chikungunya também causa queda de cabeloFonte: Tribuna do Ceará
18 de Agosto de 2017, 22:06

Transmissão de zika por muriçoca pode explicar epidemia no Nordeste

A descoberta feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco, de que a muriçoca - ou pernilongo - é capaz de transmitir o vírus zika, pode ajudar a compreender porque a epidemia foi mais grave em algumas regiões do País, ou porque há mais casos de microcefalia em bebês de mulheres de baixa renda. Isso porque o Culex, nome científico do gênero do mosquito, se reproduz em água extremamente poluída, comum onde não há saneamento básico. Mas, para isso, os pesquisadores afirmam que ainda é preciso estabelecer qual a importância do inseto como vetor da doença.No artigo publicado ontem em uma revista científica do grupo Nature, os pesquisadores descrevem a descoberta de muriçocas infectadas na natureza e a comprovação de que o zika se reproduz dentro dos mosquitos, chegando à glândula salivar dos insetos. O vírus também está presente na saliva extraída dos espécimes, tanto os infectados em laboratório como os contaminados em ambiente natural.O próximo passo é estudar características biológicas do Culex. Questões ambientais como a temperatura e umidade do local também são levadas em conta, segundo a pesquisadora da Fiocruz Constância Ayres.“Precisamos entender qual o papel dele na transmissão, se ele é um vetor secundário, se é primário ou se não tem importância nenhuma. Isso vai depender de outros aspectos biológicos que são característicos dessa espécie, como a longevidade, a abundância em campo, a preferência de se alimentar com o ser humano. A gente precisa investigar isso dentro do contexto urbano onde está a epidemia e comparar essas características com a espécie que é hoje considerada o principal vetor, que é o Aedes aegypti”, disse.Caso a muriçoca seja estabelecido como vetor importante, esse fato pode explicar a ocorrência de mais casos na região Nordeste, por exemplo, ou a relação de áreas sem esgotamento sanitário com a quantidade de infecções. Ayres recorda que foi no Nordeste que surgiram os primeiros casos de microcefalia causados pela zika. Então, o fato da população de outras regiões já saberem sobre o perigo, e fazerem prevenção, influencia a disparidade, mas a falta de saneamento pode ter ligação.“De fato, aqui temos condições precárias que permitem a reprodução do vírus de forma muito intensa. A coleta do lixo, esgoto a céu aberto, inúmeros canais no Recife, que favorecem a replicação do mosquito”, afirma. “O Culex representa nossa falta de estrutura de saneamento básico”. (Agência Brasil)Saiba maisDe população mais numerosa que o Aedes aegypti, o Culex poderia ser mais difícil de se controlar à primeira vista. Mas, para a pesquisadora, ocorre justamente o contrário. “A quantidade de criadouros do Aedes é infinita. Pode ser uma tampinha, um pneu, uma calha, piscina, caixa d'agua, então é impossível mapear todos os ambientes. E ele prefere água limpa. Mas o Culex prefere água extremamente poluída, que são os canais, esgotos, fossa. Você consegue mapear e tratar”, afirma.Para chegar à conclusão que a muriçoca é capaz de transmitir zika, primeiro foi analisado em laboratório se o Culex poderia ter o vírus, ao alimentar os espécimes com sangue infectado. Isso foi constatado em mais de 200 mosquitos. Pela 1ª vez no mundo, pesquisadores conseguiram fotografar o vírus se reproduzindo dentro da glândula salivar dos pernilongos.Fonte: O Povo
11 de Agosto de 2017, 20:11

Chikungunya: a doença que fica e incapacita

A doença incapacita. Faz inchar, traz dores, interfere em membros essenciais ao cotidiano. A febre chikungunya chegou ao Ceará em 2014 e ainda pouco se sabe sobre ela. Para os milhares de acometidos, as buscas pela melhoria é contínua, mesmo quando o quadro agudo tem fim. São meses, talvez anos, com sintomas que vão e voltam. Uma incógnita para especialistas, um martírio para pacientes.Três fases são consideradas: aguda, com duração média de sete dias; subaguda, com duração entre, aproximadamente, 14 dias e três meses; e crônica, quando os sintomas perduram para além dos 90 dias. Mãos, pés, ombros, dedos, a dor pode chegar a qualquer articulação, mas esses são os membros preferidos. “A maioria dos pacientes tem dor articular, artralgia, e um percentual tem artrite, que é a inflamação. Essa inflamação pode se estender também para os tendões, fazendo as tendinites”, afirma a reumatologista Cláudia Marques, que coordena o Estudo Multicêntrico Coorte ChikBrasil, que obtém dados sobre a doença em quatro cidades nordestinas (Fortaleza, João Pessoa, Recife e Aracaju).A chikungunyaUma arbovirose, transmitida por um inseto (o Aedes aegypti), que se tornou uma doença reumatológica. O vírus, na verdade, se replica nas células do organismo por apenas uma semana. Depois, se aloja em “santuários” celulares, o que provoca a reação inflamatória persistente. E ainda há o risco de o vírus se tornar um gatilho para que doenças autoimunes reumatológicas se manifestem. Anticorpos produzidos para combater o vírus podem levar a esses processos inflamatórios. “A pessoa já possui um background genético que predispõe e o vírus desperta”, acrescenta a infectologista Tânia Coelho. Conforme os especialistas, explicação para tanta e repetidas dores está na localização do vírus. Os “santuários” escolhidos ficam nas articulações, mais precisamente no líquido responsável por hidratar a cartilagem e possibilitar que haja movimento nas juntas, chamado sinóvia. Pelo menos é a hipótese mais provável, garantem os estudiosos. “O vírus tem uma afinidade com os tecidos que possuem fibroblastos, que é um tipo de célula. Há fibroblastos na sinóvia, no músculo, no sistema nervoso e nos vasos sanguíneos, principalmente na parte linfática”, dialoga a médica Cláudia Marques.O vírus que causa a chikungunya tem o que o infectologista Afonso Ivo chama de “alta taxa de ataque”, ou seja, grande parte das pessoas acometidas desenvolvem sintomas, na maioria das vezes de forma dolorosa. “Zika tem uma taxa de 20% de acometimento (de sintomas). Dengue é de 35% a 50%; com chikungunya, tem trabalho mostrando que é até 95%, que o vírus entra na corrente sanguínea e se adoece”, explica o médico.Fato é: a chikungunya mudou a rotina, os hábitos, as necessidades. São pelo menos 54.096 casos confirmados no Ceará neste ano. Muita gente se pergunta como um mosquito tão pequeno pode causar tanta dor, tanta incapacidade. Neste segundo semestre, com menos chuvas, há também um arrefecimento dos casos da doença. Mas, infelizmente, milhares de pessoas estarão se descobrindo na fase crônica da doença, há mais de 90 dias sentindo dor. O Ciência & Saúde tenta entender porque uma arbovirose recém-chegada tornou-se tão perigosa.​Fonte: O Povo
25 de Julho de 2017, 18:42

Indonésia testa em larga escala nova arma contra o Aedes

Segundo mais afetado pela dengue, depois do Brasil, país também passa a usar insetos infectados com protozoários para combater o hospedeiro do vírus da doença. Região do experimento tem 3 milhões de habitantes."Por favor, não roubar, não mover e não abrir", está escrito em dezenas de potes brancos, que Sularto e suas colegas Rindhi e Nida levam em suas bolsas ao subir na lambreta. Os funcionários do projeto Eliminate Dengue (Eliminem a Dengue) estão de viagem para Krica, bairro da cidade de Yogyakarta, no centro da ilha de Java.Os discretos recipientes plásticos contêm uma das armas mais modernas contra a dengue. Se o experimento funcionar, o caminho está aberto para a aplicação em todo o mundo de uma tecnologia completamente nova contra doenças transmitidas por mosquitos. O componente mais importante são justamente os mosquitos – centenas de milhares, cultivados em baldes.Anualmente, por volta de 390 milhões de pessoas adoecem de dengue, um número 30 vezes maior que há meio século. Em 1970, foram registradas sérias epidemias da enfermidade somente em nove países, hoje a doença atinge quase 130. O crescimento das metrópoles, o turismo e o comércio globalizados proporcionam condições ideais para o vírus, mas especificamente para o seu portador, o mosquito Aedes aegypti.Enquanto o Aedes aegypti é encontrado principalmente em regiões tropicais e subtropicais, a cepa asiática Aedes albopictus se propaga cada vez mais na Europa. Uma população do inseto já foi encontra perto de Freiburg, na Alemanha.Na esteira do aquecimento global, boa parte da Europa pode ser povoada pelo mosquito responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os cientistas preveem que o período entre 2030 e 2050 deverá proporcionar condições ideais para o Aedes albopictus se desenvolver no oeste alemão, nos países do Benelux e no sul da Inglaterra.Em Yogyakarta, o avanço dos mosquitos deve ser contido pela bactéria wolbachia. Esse protozoário foi descoberto na década de 1920 por cientistas americanos que acreditavam ter encontrado um novo agente patogênico. No entanto, o organismo parecia não prejudicar ninguém. De acordo com os conhecimentos atuais, cepas de wolbachia povoam 60% dos insetos de todas as espécies.Inicialmente, os insetos não se importam com essa infecção. No entanto, as bactérias manipulam a reprodução de seus hospedeiros. Elas podem ser transmitidas por meio de óvulos de insetos infectados. Todos os descendentes de uma fêmea com wolbachia também estarão infectados pelo protozoário.Se um inseto macho se acasala com uma fêmea não infectada, a bactéria não é transmitida, mas os ovos não podem se desenvolver, já que uma célula com wolbachia não é compatível com outra sem a bactéria. Isso freia até certo ponto a reprodução dos mosquitos. O efeito decisivo é, no entanto, a transmissão de bactérias para geração futuras: os micróbios infectam populações inteiras de insetos da forma mais eficaz.Metade das contaminaçõesCientistas britânicos descobriram em 2008 que a wolbachia faz com que moscas fiquem resistentes contra vírus, como o da febre amarela, zika e dengue. Essas bactérias também podem conter a transmissão do vírus da dengue em pessoas?Na natureza, a wolbachia não infecta mosquitos da espécie Aedes aegypti. No entanto, o biólogo australiano Scott O'Neill conseguiu, após milhares de tentativas, cultivar mosquitos com wolbachia. Nesses insetos, o vírus da dengue praticamente não se reproduz. Em poucos meses, uma pequena quantidade de mosquitos pode transmitir essa propriedade para uma população inteira.Esse é o plano em Yogyakarta. A organização sem fins lucrativos Eliminate Dengue também está presente no Brasil, Vietnã, Colômbia e Austrália, mas a cidade indonésia, com 3 milhões de habitantes, é perfeita para se testar pela primeira vez em grande escala a tecnologia com a wolbachia. É quente o ano todo, mesmo durante a estação seca chove regularmente, um clima ideal para os mosquitos. Depois do Brasil, a Indonésia é o segundo país mais afetado do mundo pela dengue.Numa parte da cidade, os cientistas vão espalhar mosquitos com wolbachia durante seis meses, o restante de Yogyakarta servirá então de comparação, para fazer com que o experimento seja o mais controlado possível. As autoridades sanitárias vão monitorar durante dois anos o desenvolvimento das infecções de dengue. Os gestores do projeto esperam uma queda de ao menos 50% nas contaminações.Ao visitar um morador da cidade, os funcionários de Eliminate Dengue preparam num recipiente um litro de água, dentro dele uma tira de papel com 60 a 80 ovos de mosquitos infectados com a bactéria wolbachia, além de pastilhas de comida de peixe para alimentar as larvas. Os mosquitos aparecem após um período de nove a dez dias de incubação.Para o sucesso da tecnologia com a wolbachia não é decisivo quantos mosquitos vivem na cidade, mas o fato de a maioria carregar a bactéria dentro de si. Estudos anteriores mostraram que a presença da bactéria na população de insetos aumentou ao menos 80% num período de seis a 12 meses após o início de sua distribuição – um nível que permaneceu estável.Colômbia, Brasil e AustráliaNa Indonésia, as pessoas acompanham o projeto com grande otimismo, talvez com um excesso de entusiasmo. A equipe de Eliminate Dengue está se preparando para que a situação não continue assim necessariamente. Se, por exemplo, novos casos de dengue forem detectados, o apoio à iniciativa pode diminuir. "Isto aqui é pesquisa, ainda não conhecemos os resultados do estudo", explicou a cientista Bekti Andari. "Também pode ser um fracasso."Além da Colômbia, o Brasil é um dos dois países sul-americanos mais afetados por epidemias de dengue, zika e chikungunya e que não quiseram esperar o resultado da pesquisa na Indonésia. Por isso, ali foram espalhados mosquitos infectados com a bactéria wolbachia no final de 2016. Na Austrália, foram realizados estudos de campo já em 2013 – ainda que a eficácia ainda não tenha sido definitivamente comprovada.Primeiros resultados do estudo australiano de longo prazo foram, no entanto, publicados no final de maio na revista especializada Plos Biology. A pesquisa revelou que foi realmente possível infectar 60% da população local de mosquitos com bactérias wolbachia. No entanto, isso não foi válido para o Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, dengue, zika e chikungunya. No experimento australiano, foram utilizados mosquitos da febre amarela especialmente cultivados para a pesquisa.No Brasil, os resultados da tecnologia do combate ao Aedes aegypti com a wolbachia ainda não são conhecidos.Fonte: G1
18 de Julho de 2017, 15:18

Professora de Harvard fará palestra na UFC sobre doenças causadas pelo Aedes aegypti

"Desafios para o enfrentamento das doenças transmitidas pelo Aedes" é o tema da palestra a ser proferida pela pesquisadora Márcia Castro, professora associada da Harvard School of Public Health, dos Estados Unidos, no próximo dia 12, às 9h, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (avenida da Universidade, 2853, no Benfica).Em seguida, haverá um painel sobre as arboviroses e as estratégias que o Governo do Estado, a Prefeitura de Fortaleza e a UFC têm adotado para combater o mosquito transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.O painel terá como moderador o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFC, Prof. Antonio Gomes, e contará com as participações da palestrante; do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio; do coordenador do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Enfrentamento à Dengue, Chikungunya e Zika, Caio Cavalcanti; e do biólogo e professor da UFC Luciano Pamplona.De acordo com a pró-reitora de Extensão da UFC, Profª Márcia Machado, o projeto está inserido na série de ações que a Universidade vem desenvolvendo, primeiramente no âmbito da Instituição, como participante do Pacto da Educação Brasileira contra o Zika proposto pelo Ministério da Educação (MEC), e depois como parceiro do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza nas iniciativas de combate ao mosquito e prevenção das arboviroses.Nesta vinda a Fortaleza, a professora convidada de Harvard também dará início, com a Profª Márcia Machado e outros pesquisadores da UFC, a estudo voltado para a saúde mental das mães que contraíram zika na gravidez e tiveram bebês com microcefalia. Pesquisa vinculada vai averiguar também o tipo de alimentação e nutrição que essas crianças estão tendo.Mais informações: Profª Márcia Machado, pró-reitora de Extensão da UFC – fone: 85 3366 7452.Fonte: Portal UFC
06 de Julho de 2017, 19:46