Profissionais de saúde participam de curso de auriculoterapia para sequelas da chikungunya

O Curso de Auriculoterapia para Sequelas de Chikungunya na Atenção Básica prosseguirá com encontros nos dias 7 de julho e 4 de agosto. A iniciativa é do Laboratório de Práticas Alternativas em Saúde, vinculado ao Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Ceará, e é realizada em parceria com a Prefeitura de Fortaleza.O trabalho tem a coordenação da professora e enfermeira em Práticas Integrativas e Complementares Angela Maria Alves e Souza (UFC) e da enfermeira Maria Ivanília Tavares Timbó (Prefeitura de Fortaleza). A Profª Angela explica que a ideia de promover o Curso de Auriculoterapia para Sequelas de Chikungunya na Atenção Básica surgiu "diante da situação preocupante que Fortaleza e o Estado do Ceará estão enfrentando com a chikungunya".Participam do curso 34 profissionais que já concluíram o Curso de Auriculoterapia promovido, em 2016, pelo Ministério da Saúde e Grupo Aurículo na Atenção Básica, coordenado por Luciana Cordeiro, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).A Profª Angela informa que, com a formação de profissionais, já foi implantado o atendimento com auriculoterapia em 20 postos de saúde de Fortaleza e também ocorrem atendimentos em outros municípios do interior: Cascavel, Beberibe, Icó, Sobral, Barroquinha, Uruburetama, Russas, Crato e Horizonte. Acrescenta que a medida tem contribuído para o aumento do acesso da população às práticas integrativas complementares (PIC) com registro de grande demanda em vários postos de saúde do Ceará.Mais informações: Profª Angela Souza, do Departamento de Enfermagem – e-mails: amas@ufc.br e amasplus@yahoo.com.brFonte: Portal UFC
04 de Julho de 2017, 14:18

Fisioterapia alivia dores articulares causadas pela chikungunya

A fisioterapia está entre as recomendações elaboradas pelo Ministério da Saúde para os pacientes de chikungunya. O tratamento não farmacológico é sugerido desde a fase aguda da doença, mas é importante sobretudo nas fases subaguda e crônica, ajudando a minimizar as persistentes dores articulares e garantindo a reabilitação dos pacientes.As sessões têm sido importantes para a aposentada Maria Goretti Apoliano Sobreira, 64. Diagnosticada com hérnia de disco, ela conta que já faz regularmente hidroterapia. “Um dia, cheguei pra fazer e faltava coragem. A bolsa que sempre carrego parecia pesar uma tonelada”, descreve. Era o início da doença.Os outros sintomas não demoraram. Goretti explica que as pernas incharam e surgiram manchas pelo corpo, acompanhadas por uma sensação de coceira. Acrescente ao quadro, uma enorme falta de apetite e muitas dores nos joelhos, tornozelos, pescoço, punhos e mãos.O tratamento fisioterápico começou duas semanas após a chikungunya se instalar. “No início, eu mal conseguia me levantar. Mas logo que foi possível dei início à fisioterapia. Ainda sinto dores, alguns dias mais outros menos, mas de uma forma geral estou bem melhor”, garante.Fátima Queiroz, fisioterapeuta do Hapvida Saúde, afirma que desde o início do ano viu a procura pela clínica aumentar, mesmo com a redução do número de casos de chikungunya com o fim do período chuvoso. É que as dores persistem por mais de três meses em alguns pacientes, entrando numa fase crônica que pode durar por até três anos."Alguns nos procuram porque estão afastados de suas atividades, sofrem com dores em várias articulações ao mesmo tempo. Ouvimos relatos de pessoas que têm dores e inchaços por anos”, conta a profissional.Ela explica que o tratamento é baseado em técnicas analgésicas e anti-inflamatórias, mas é diferente para cada paciente, variando de acordo com os sintomas, a idade, a intensidade da dor de cada um. Para que a resposta seja mais eficiente, a fisioterapia deve estar associada a remédios prescritos por médicos.Fátima diz ainda que o repouso é importante na fase aguda, mas se for muito prolongado pode ser ruim para as articulações. Por isso, a orientação é voltar gradativamente às atividades normais de acordo com a tolerância de cada indivíduo.Para auxiliar na condução dos casos, a Sociedade Brasileira de Reumatologia criou um grupo de trabalho que elaborou recomendações para o processo terapêutico da febre chikungunya. O documento, elaborado a partir de dados publicados na literatura e a opinião dos especialistas que adquiriram experiência durante a epidemia, também orienta sobre a fisioterapia.Na fase aguda, os especialistas indicam condutas analgésicas e anti-inflamatórias, devendo ser evitado o uso de calor. Adicionalmente devem ser recomendados educação do paciente, orientações posturais e terapia manual, além de exercícios de leve intensidade. Nas fases subaguda e crônica, eles recomendam a inclusão de compressas mornas, além de exercícios ativos livres, resistidos, proprioceptivos e aeróbicos, alongamento e terapia manual.Fonte: O Povo
27 de Junho de 2017, 21:02

Mais sete mortes por chikungunya são registradas no Ceará nas últimas duas semanas

O Ceará aumentou o número de mortes provocadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti nas últimas duas semanas. Foram confirmadas mais sete mortes por chikungunya no boletim da Secretaria da Saúde (Sesa) divulgado nesta sexta-feira, 23. Com isso, o número de óbitos por chikungunya e dengue passou para 41.De 9 de junho para esta sexta, o número de mortes por chikungunya subiu de 26 para 33. Os novos óbitos confirmados ocorreram em Fortaleza (5), Acopiara (1) e Morada Nova (1). A Capital lidera a lista dos municípios com mais óbitos, com 25, seguido por Caucaia, com três, e Beberibe, Pacajus, Senador Pompeu, Acopiara e Morada Nova, que registraram um caso cada. Conforme o boletim, são 16 vítimas do sexo masculino e 17 do sexo feminino, com idades entre dez dias e 92 anos, com média de 66 anos.Os casos confirmados da doença chegam a 38.959, de 81.557 notificações, enquanto 6.810 foram descartados. Estes casos concentram-se nas faixas etárias entre 20 e 59 anos, sendo o sexo feminino predominante em todas as faixas etárias, exceto nos menores de um ano e nas idades entre 5 a 14 anos.Já a dengue registrou 15 casos de dengue grave, destes, oito foram a óbito. São cinco vítimas do sexo feminino e três do sexo masculino, com idades entre 2 e 84 anos. As mortes ocorreram em Fortaleza (4), Itapajé (1), Paracuru (1) e Tabuleiro do Norte (1). Nas últimas duas semanas, não houve alteração no quadro de óbitos no Ceará por causa doença.O boletim da Sesa aponta que foram notificados 53.698 casos de dengue, nos quais 12.213 se confirmaram. Os casos confirmados estão distribuídos em todas as faixas etárias, mostrando uma concentração de 64,8% dos casos nas idades entre 15 e 49 anos, sendo o sexo feminino predominante.De acordo com o levantamento da Secretaria, 90 municípios apresentam altas incidências de casos notificados de chikungunya. A dengue alcança alta incidência de casos confirmados em oito municípios: Alto Santo, Brejo Santo, Farias Brito, Iracema, Tabuleiro do Norte, Milagres, Fortaleza e Jaguaribara.Fonte: O Povo
26 de Junho de 2017, 20:01

Dados sugerem queda de nascimentos no Brasil no 2º semestre de 2016; zika pode ter tido impacto

No segundo semestre de 2016, a médica Sandra Valongueiro, pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), começou a ouvir relatos sobre uma diminuição do número de mulheres nas maternidades do Recife. Como o estado foi um dos epicentros da emergência de zika a partir de novembro de 2015, a observação chamou a atenção da especialista, que também faz parte do Grupo de Pesquisa da Epidemia da Microcefalia (Merg, na sigla em inglês).Ao mesmo tempo, a pesquisadora Leticia Marteleto, professora do Centro de Estudos de População da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, passou a estudar os possíveis impactos da zika no comportamento reprodutivo. Entrevistas que ela e sua equipe fizeram com grupos de mulheres do Recife e de Belo Horizonte revelaram de maneira clara o medo de engravidar no contexto da epidemia, afinal grávidas infectadas por zika têm risco aumentado de terem bebês com microcefalia. As duas pesquisadoras se uniram para investigar se os números de nascimentos refletiam esses relatos.A questão também despertou o interesse do médico Fredi Alexander Diaz Quijano, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que iniciou uma busca por informações atualizadas sobre nascimentos no Brasil em 2016.Atualmente, dados ainda preliminares obtidos pelo G1 sugerem uma redução do número de nascidos vivos a partir do segundo semestre de 2016 em todo o país, em comparação com os anos anteriores, precisamente nove meses depois do início da emergência por zika e microcefalia no país.O G1 solicitou os dados de nascidos vivos por mês, de 2013 a 2016, ao Ministério da Saúde e às secretarias de saúde em todo o país. Recebemos do ministério os dados nacionais de nascimentos e, das secretarias, os números específicos referentes a 10 estados. As informações estão representadas no infográfico. Além disso, também foram obtidos dados de nascimentos referentes a 11 capitais. (continua na página do G1)Fonte: G1
22 de Junho de 2017, 22:12

Ceará tem 9 cidades líderes em chikungunya e dengue no País

Fortaleza, Maranguape, Caucaia, Iguatu, Jaguaribara, Reriutaba, Acarape, Milagres e General Sampaio estão entre os municípios com maiores incidências de dengue e chikungunya do Brasil. Os dados são do boletim mais recente do Ministério da Saúde (MS), relativos à Semana 19, entre janeiro e maio desse ano.Segundo o MS, na relação dos municípios com mais de um milhão de habitantes, a Capital cearense lidera com incidência de 291,4 casos de chikungunya a cada grupo de 100 mil pessoas. Os dados são de abril, explica o órgão federal.Os números de maio são relativos até a semana 19, ou 13 de maio e aí também Fortaleza está em primeiro lugar com 17,7 mil casos comprovados e incidência acumulada entre janeiro e maio de 680,6 ocorrências positivas para cada 100 mil habitantes. Em casos da dengue, a Capital também chama atenção pelo número da doença, com 8.6 mil comprovações em laboratório e incidência acumulada no ano de 332,5 ocorrências para 100 mil habitantes. Goiânia, em Goiás, o total de registros da enfermidade soma sete mil, com incidência de 488,1 para o mesmo grupo de pessoas. No entanto, a Capital goiana tem um menor número de habitantes, com 1.5 milhão, enquanto a cidade de Fortaleza possui 2,5 milhões.MaiorO que chama atenção da lista dos municípios com até 100 mil habitantes, é General Sampaio. Segundo dados do Ministério de abril, a incidência de chikungunya na cidade chegou a 3.856,8 casos, sendo a maior do Brasil. Até o dia 13 de maio, no acumulado, o município cearense apresenta relação entre número de casos e total da população de 5.054,8 confirmações para cada grupo de 100 mil pessoas.Na listagem da dengue, Jaguaribara e Milagres também aparecem entre os primeiros. Sendo o primeiro, com incidência de 491,1casos em maio e o segundo com 590,3 confirmações para a doença pelo mesmo número de pessoas. Nos municípios entre 100 a 499 mil habitantes, outros três cearenses encabeçam a lista de 268 cidades no total da chikungunya para essa faixa populacional: Maranguape, Iguatu e Caucaia. A primeira com incidência de 608,5 confirmações para cada grupo de 100 mil moradores e acumulado, entre janeiro e maio, de 876,4 ocorrências. A segunda, com 341,9 registros para 100 mil e acumulado de 472,5 nos 133 dias do ano.Já Caucaia apresenta incidência de 271,9 casos pelo mesmo grupamento e 1.097,6 no acumulado, com 3.9 mil pacientes na soma do ano. Além deles, Governador Valadares e Teófilo Otoni, ambos em Minas Gerais compões os cinco primeiros lugares num ranking nacional.Em relação à dengue, Maranguape e Iguatu também aparecem nas primeiras colocações. Sendo o primeiro com incidência em abril de 540,5 confirmações para cada 100 mil pessoas e na soma do ano, são 678,5 casos para cada 100 mil habitantes. Iguatu tem incidência de 208,0 ocorrências positivas para 100 mil pessoas.A Secretaria de Saúde do Estado informa que o Ceará investe em ações importantes no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das duas arboviroses, além da zika. Entre elas, anunciadas pelo governador Camilo Santana, a liberação de incentivo de R$ 10 milhões para os municípios que atingirem os melhores resultados no enfrentamento às três doenças. Para receber os recursos oriundos do Governo do Estado, cada cidade cearense precisa atender a critérios de execução das ações previstas no período de julho a dezembro de 2017.Fonte: Diário do Nordeste
19 de Junho de 2017, 18:11

Casos de chikungunya devem cair após período chuvoso, diz SMS

Com 20.864 confirmações de febre chikungunya em Fortaleza (até o último dia 9 de junho), a expectativa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é que haja redução no número de casos a partir do segundo semestre. A projeção do órgão se baseia na experiência de acompanhamento, em anos anteriores, da ocorrência de dengue, também transmitida pelo Aedes Aegypti.No entanto, o alerta para a epidemia continua, tendo em vista que a febre é uma doença nova no Ceará. Por isso, as ações de conscientização para controle do mosquito vetor e vistoria domiciliar serão realizadas até o fim de julho. Na manhã de ontem, o bairro Montese recebeu as ações de educação em saúde e limpeza dos quintais.Segundo o assessor técnico da Célula de Vigilância Ambiental e Riscos Biológicos da SMS, Nélio Morais, a redução do número de casos é esperada “porque as condições ambientais não são muitos favoráveis ao mosquito e a força de trabalho começa a responder”.Morais explica que o plano emergencial se estenderá até o fim de julho, porque a previsão da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) é de que as chuvas no Estado sejam dentro da média histórica até o próximo mês. “No segundo semestre, há maior letargia de maneira geral e desmobilização da população em relação a isso (controle do Aedes aegypti). O plano também já vai ter foco no ‘inverno’ de 2018”, antecipa, garantindo que, a partir de agosto até o fim deste ano, já será desenvolvido o plano de sustentabilidade com ações preventivas.Cuidados em casaMesmo com o “quintal pequeno”, o cuidado para não deixar que vasilhas virem criadouros do mosquito é uma preocupação constante da aposentada Maria Rosalva Frota, 67. “Várias pessoas ficaram doentes aqui na rua”, conta. Maria foi uma das moradoras do Montese que receberam a visita dos agentes de endemias durante a operação Quintal Limpo, na manhã de ontem. O bairro é o 14º contemplado com a operação e apresenta o maior número de casos confirmados de febre chikungunya da Regional 4.Garantir o destino correto para latas, garrafas, tampas de refrigerante e qualquer depósito que possa acumular água é uma das dicas repassadas nas ações de combate ao mosquito transmissor das arboviroses — como dengue, zika e chikungunya. “80% dos focos são dentro dos imóveis”, estima a coordenadora de Educação em Saúde e Mobilização Social da SMS, Cilene Chaves. Palestras em instituições de ensino, visitas domiciliares, distribuição de material informativo, além de sacos plásticos para coleta de lixo e soro de reidratação oral são algumas das ações desenvolvidas no combate ao Aedes.Os bairros com situação mais crítica estão sendo contemplados com as ações. São eles: Vila Velha, Barra do Ceará, Rodolfo Teófilo, Antônio Bezerra, Pici, Vila Pery, Serrinha, Itaoca, Montese, Planalto Ayrton Sena, Conjunto Ceará, Dias Macedo, Barroso e Centro.Números20 óbitos por chikungunya foram confirmados este ano em FortalezaSaiba maisFebre chikungunya em Fortaleza20.864 casos confirmados30.231 casos notificados20 óbitos confirmadosDados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) até o último dia 9 de junhoFonte: O Povo
19 de Junho de 2017, 18:06

Cidades que mais combaterem o Aedes terão ajuda financeira

Municípios cearenses que alcançarem resultados efetivos no combate ao mosquito Aedes aegypti receberão incentivo de R$ 10 milhões do Governo do Estado em 2018. Anunciada ontem (12) pelo governador Camilo Santana, a medida faz parte de um novo conjunto de ações estratégicas para enfrentamento do vetor, responsável pela transmissão da dengue, da zika e da chikungunya, que, juntas, já somam 42.527 casos registrados no Ceará, de acordo com o boletim da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) do último dia 9. O pacote inclui, ainda, a criação de uma sala de monitoramento de arboviroses no Estado e de uma central de atendimento para auxiliar pessoas infectadas.Em cerimônia realizada no Centro de Evento do Ceará, Santana destacou que a ideia do incentivo financeiro é garantir a continuidade dos esforços contra o mosquito ao longo do segundo semestre, período em que os trabalhos dentro dos municípios tendem a diminuir. Para receberem a verba, as cidades terão de cumprir, no período de junho a dezembro deste ano, critérios estabelecidos pela Sesa. Dentre eles, estão a criação de comitês municipais intersetoriais de combate ao vetor, monitoramento de indicadores de qualidade de vigilância das arboviroses e a promoção de visitas domiciliares em pelo menos 80% das residências locais.Outras metas são a realização de dois Levantamentos de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) e a apresentação de planos municipais de ação de vigilância e controle das arboviroses para o ano de 2018. "A ideia é que os recursos sejam aplicados em ações que possam melhorar a área de Saúde nos municípios. A Sesa criou os critérios e esse valor será distribuído entre todos os municípios que atingirem os objetivos. Esperamos que todos alcancem as metas estabelecidas", afirmou o governador Camilo Santana.MonitoramentoAlém do incentivo financeiro, o Governo anunciou a criação de uma sala de monitoramento de informações relacionadas a visitas domiciliares, focos do mosquito, índices de infestação e casos de arboviroses. Também foi lançado um canal de atendimento com médicos especialistas para ajudar a população no manejo clínico de pessoas infectadas. A teleconsultoria funcionará em regime de plantão na Central de Regulação da Sesa.Outra novidade é o desenvolvimento, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), do aplicativo "Aedes em foco", por meio do qual a população poderá criar brigadas de rastreio de focos do mosquito e fazer denúncias de locais de risco para manifestação do vetor. O Estado ainda atuará no apoio técnico aos municípios e na capacitação de médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e agentes de controle de endemias. Uma das ações será a formação de uma equipe de enfermeiros que ficará responsáveis pela investigação de casos graves e formas atípicas de chikungunya no Ceará."É uma série de ações que Estado e prefeituras estão realizando no sentido de fazer enfrentamento ao mosquito. O importante é que isso não seja simplesmente anual, que possa ser permanente. Esse trabalho vai ser em parceria com a Academia, com especialistas, mas é fundamental o envolvimento de todos os gestores municipais", acrescentou Camilo Santana.Segundo o titular da Sesa, Henrique Javi, apenas 15% dos municípios cearenses estão em dia com as ações e apresentam baixo índice de infestação por Aedes aegypti. Cerca de 40% estão em uma faixa intermediária e precisam de reforço para atingirem uma situação favorável. Já as demais cidades, pouco menos de 50% do Estado, ainda encontram dificuldades para combater o mosquito, seja pela necessidade da população de armazenar água em casa, fator que favorece a proliferação do vetor, seja pela interrupção das ações em virtude da troca de gestores municipais. Conforme o secretário, as regiões mais infestadas pelo vetor são as litorâneas, em virtude da alta concentração de habitantes.Javi também ressaltou que 80% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências, daí a importância da mobilização da população. "A medida mais eficaz ainda é a faxina semanal. A presença do mosquito está vinculada a nossas residências. Ele precisa de três condições para se reproduzir: fonte fácil de sangue, água fresca e parada e sombra. São condições que as residências estabelecem e que ajudam na preservação do ciclo de reprodução", afirmou.Saiba maisCritérios para receber incentivo1- Criar Comitê Municipal Intersetorial de Combate ao Aedes aegypti2- Monitorar proporção de casos de dengue e chikungunya notificados e investigados3- Garantir cobertura de no mínimo 80% de visitas domiciliares4- Realizar, no mínimo, dois Levantamentos de Índice de Infestação por Aedes aegypti5 -Apresentar Plano Municipal de Ação de Vigilância e Controle das Arboviroses para 2018O que eles pensamMobilização de todos os setores é fundamental "Em Fortaleza, temos pelo menos três tipos diferentes de ações em andamento. A primeira delas é capacitar profissionais de saúde. A segunda é fortalecer o combate ao mosquito da perspectiva mais técnica, das endemias. E a terceira e mais importante é a mobilização da cidade. Sem apoio popular fica impossível combater com eficiência o mosquito" Roberto Cláudio, prefeito de Fortaleza"Ainda não sabemos como a chikungunya vai se comportar a médio e longo prazo, então precisamos envolver não só os municípios, mas também instituições privadas e a população. O incentivo é importante porque hoje tudo está na carga dos municípios. É preciso dividir a responsabilidade e ver quais locais têm ações efetivas"Nilson Diniz, prefeito de Cedro e vice-presidente da ApreceFonte: Diário do Nordeste
13 de Junho de 2017, 18:59

UFC e Governo do Estado assinam termo de cooperação para combate ao Aedes aegypti

O Reitor da Universidade Federal do Ceará, Prof. Henry Campos, e o Governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, assinaram, na manhã desta segunda-feira (12), termo de cooperação técnica para implementação do Programa Aedes em Foco, ação desenvolvida pela UFC para o engajamento da população no combate ao mosquito Aedes aegypti.A parceria entre a Universidade e o Governo do Estado foi formalizada no lançamento das ações estratégicas de combate ao Aedes aegypti e enfrentamento às arboviroses, realizado pela Secretaria da Saúde do Estado no Centro de Eventos do Ceará.Estudantes de escolas municipais de Fortaleza, agentes de saúde e endemias, prefeitos e secretários de saúde de diversos municípios cearenses, entre outras autoridades, puderam conhecer, por exemplo, o aplicativo Aedes em Foco, idealizado pelo Prof. Ivo Castelo Branco, diretor do Núcleo de Medicina Tropical da UFC, e desenvolvido pelo Instituto UFC Virtual sob coordenação do Prof. Henrique Pequeno.Imagem: Reitor da UFC, Prof. Henry Campos; Prof. Ivo Castelo Branco; prefeito Roberto Cláudio e governador Camilo Santana"A ferramenta segue a filosofia do engajamento, da criação de brigadas em condomínios, fábricas, escolas, universidades, onde os cidadãos têm papel crucial. Os usuários poderão, por exemplo, mapear focos em suas residências ou vizinhança e receber informações sobre como proceder para quebrar o ciclo reprodutivo do mosquito", afirmou o Reitor Henry Campos.Veja outras imagens do evento no Flickr da UFCO governador Camilo Santana parabenizou a iniciativa da UFC, destacando o potencial mobilizador do aplicativo, principalmente entre a juventude. "Esse é um desafio que exige de todos nós cearenses união para o enfrentarmos. Estamos nos deparando com um problema grave, que nos demanda um esforço muito grande pactuado de parceria, de engajamento e de envolvimento para a mobilização de todos", completou.Também estiveram presentes ao evento a Profª Márcia Machado, Pró-Reitora de Extensão; o Prof. Henrique Pequeno, do Laboratório de Mídias Educacionais; o Prof. Chico Neto, Coordenador-Adjunto de Comunicação Social e Marketing Institucional, e o Prof. Ivo Castelo Branco, do Núcleo de Medicina Tropical. Todos os docentes integram o Comitê de Combate ao Aedes aegypti, da Campanha UFC e Você contra o Mosquito.Fonte: Portal da UFC
12 de Junho de 2017, 19:25

O que especialistas dizem sobre receitas caseiras para chikungunya

Dividindo a opinião de especialistas, os remédios caseiros têm sido a aposta de muitas pessoas com a febre chikungunya para aliviar sintomas. Neste ano, o Ceará já confirmou 22.970 casos da doença (até o último dia 2). Para profissionais da medicina tradicional, os chás e substâncias naturais podem ser usados, mas sempre conciliados com fármacos. Especialistas ouvidos pelo O POVO concordam que as receitas caseiras devem ter aval médico e manuseio adequado.Em rodas de conversa, são frequentes as sugestões de receitas como suco de goiaba com inhame para aliviar dores nas articulações e gotas de própolis diluídas em água para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti. De acordo com a coordenadora do Projeto Farmácia Viva da Universidade Federal Ceará (UFC), Mary Anne Bandeira, apesar de não ter comprovação científica, a partir do estudo da estrutura química, algumas plantas medicinais têm vantagens terapêuticas.Um mês e meio após o diagnóstico de chikungunya, Rebeca Bento, 25, ainda sente dores e não conseguiu voltar à rotina. Além da recomendação para descansar e ingerir muita água, a receita do inhame se tornou comum na casa da estudante de design de moda, na tentativa de amenizar as dores. “Um pedaço de inhame com água de coco batido no liquidificador. O inhame já tá até em falta em algumas feiras”, observa.“Alguns remédios são consagrados pela tradição oral. Eu vi muitos testemunhos de pessoas que tomaram o inhame e melhoraram. Prescrevi para vários pacientes e acompanhei resultados positivos”, relata o professor da UFC, médico especialista em saúde comunitária e medicina natural, Adalberto Barreto.“A gente costuma não recriminar mas, por outro lado, tem que ser somado ao conhecimento médico científico”, pondera o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da UFC, Roberto da Justa. “Tome seu suco e o analgésico correto indicado pelo médico”, orienta.Conforme Mary Anne, além de menos efeitos colaterais, a vantagem das plantas medicinais é o fácil acesso.Apesar de ter atividade antioxidante, antisséptica, anti-inflamatória e aumentar a imunidade, não há comprovação de que o própolis via oral tenha ação contra a picada do mosquito, diz. Loções para o corpo a partir de plantas como o capim-citronela e o alecrim-pimenta podem ter eficácia nesse caso. Já o inhame e o suco de goiaba são ricos em vitamina C e têm propriedade antioxidante, podendo aumentar a imunidade, mas sem relação direta com os sintomas da febre.Ela também indica chás por infusão de folha de mentrasto e de moringa, vegetais não tão comuns nas trocas de receitas entre amigos e familiares. “Essas plantas podem ajudar nas dores articulares que restringem os movimentos durante a chikungunya”, orienta. As folhas podem ser adquiridas em farmácias naturais ou de forma gratuita no Horto de Plantas Medicinais da UFC.ServiçoHorto de Plantas da UFCA população pode adquirir plantas medicinais gratuitamente e outros produtos naturaisOnde: avenida do Contorno, s/n, Campus do PiciTel: (85) 3366 9418Fonte: O Povo 
09 de Junho de 2017, 15:38

Prefeitura realiza mutirão contra o Aedes aegypti no bairro Edson Queiroz

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realizará, nesta sexta-feira (09/06), mutirão conta o mosquito Aedes aegypti no bairro Edson Queiroz. O mosquito é o transmissor das arboviroses - dengue, chikungunya e zika. A atividade reunirá cerca de 700 agentes, entre os de combate às endemias (ACE) e do Núcleo de Educação e Mobilização Social (NESMS). A concentração acontece a partir das 8h, no Posto de Saúde Matos Dourado. Durante a ação, haverá atividades de visitas domiciliares, recolhimento de lixo, ações educativas com a população, além da presença do carro fumacê. Serão visitados cerca de 10.770 imóveis, em uma área de 250 quarteirões do bairro. O controle vetorial envolve ainda a aplicação de larvicidas e biolarvicidas. O mutirão vem complementar outras ações que já foram realizadas, como a “Operação Inverno”, que resultou na visita de 14 bairros que apresentavam os maiores índices de casos; bem como a "Operação Quintal Limpo” e “Foco no Foco”. A SMS tem promovido ainda atividades estratégicas intersetoriais envolvendo outras secretarias, como a formação de brigadas em prédios públicos e privados, dia “D” da faxina semanal nos equipamentos públicos, parcerias e convênios com entidades da sociedade civil, além da capacitação de multiplicadores e campanhas educativas. Para o coordenador de Vigilância em Saúde, Nélio Morais, a medida visa fortalecer os cuidados e garantir que a população realmente adote as orientações repassadas pelos agentes. “O combate ao vetor ocorre durante todo ano. Apesar da redução das chuvas, temos que garantir e reforçar os cuidados com os possíveis criadouros do mosquito. Temos que interromper e realizar a faxina de sete em sete dias, período em que vetor torna-se adulto”, reforçou Nélio. O Aedes aegypti vive em média 45 dias, com o objetivo de alimentar-se do sangue humano e se reproduzir. A fêmea pode depositar cerca de 400 ovos, divididos nos mais diferentes locais, garantindo, assim, a proliferação da espécie. ServiçoMutirão contra o Aedes aegypti Hora: 8h Data: sexta-feira (09/06) Local: Concentração no Posto de Saúde Matos Dourado(Avenida Floriano Benevides, 391 – Edson Queiroz)Fonte: Prefeitura de Fortaleza
08 de Junho de 2017, 20:36